São Paulo – A presidenta da República, Dilma Rousseff, disse na noite de hoje (10), em discurso a empresários do ramo da construção civil, que o Brasil adquiriu experiência suficiente na última crise econômica mundial, de 2008, para evitar entrar agora em recessão com as novas oscilações negativas do mercado internacional.
“Nós apreendemos, com a nossa experiência, que momentos de crise são momentos de oportunidade”, disse. “Em nome do governo brasileiro eu digo que não entraremos em recessão, e digo não como uma bravata, mas porque temos condições de reagir, e isso não significa que sejamos imunes a crise”, acrescentou.
Dilma ressaltou que atualmente o país dispõe de US$ 350 milhões de reservas internacionais, US$ 140 milhões a mais que na crise de 2008. De acordo com ela, o Brasil está mais preparado também para enfrentar a contração do crédito. Há três anos, o país tinha R$ 220 milhões em compulsórios. Hoje o valor é cerca de R$ 200 milhões a mais.
“Naquela época todos os países do mundo utilizaram mecanismos para superar a situação crítica. Alguns pegaram recursos fiscais, financeiros, do Orçamento, e salvaram os bancos. Deixaram os consumidores e população endividada sem apoio e resgate”, disse. “Outros países, como nós, saímos da crise porque apostamos no consumo, no investimento. A saída da crise não era recessiva, não era colocar um peso para cima da economia”, completou.
A presidenta disse que o país irá agir novamente como em 2008, para preservar e fortalecer as forças produtivas, o emprego e a renda da população. “O que não quer dizer que não vamos usar medidas para nos proteger do ponto de vista financeiro e cambial”, declarou.
Para Dilma Rousseff, que “por falta de liderança política e por falta de clareza nas medidas”, a atual crise econômica mundial poderá durar mais que a de 2008.
Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.
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Dilma diz que não é “bravata” falar que Brasil não entrará em recessão por causa da atual crise
Brasília – Ao discursar para uma plateia de empresários do setor da construção civil, a presidenta Dilma Rousseff disse que “não é bravata” quando o governo diz que o Brasil não entrará em recessão por causa da crise financeira internacional. Dilma assegurou que o país tem mecanismos ainda não utilizados para evitar que as turbulências internacionais atinjam a economia.
“Quando eu digo que não entraremos em recessão, não é uma bravata. Temos condições de reagir. Só seremos presas fáceis se não reagimos”, disse a presidenta ao participar, em São Paulo, da abertura do 83° Encontro Nacional da Indústria da Construção.
Dilma enfatizou que o governo vai continuar olhando a crise mais como uma “oportunidade”. “Momentos de crise são momentos de oportunidades, quando somos capazes de enfrentar a crise. Esta crise é criada em outros países. É uma crise financeira da qual o Brasil não tem responsabilidade alguma”, disse a presidenta.
Ela também citou as reservas internacionais como um dos recursos do qual o Brasil poderá lançar mão. As reservas somam atualmente quase US$ 350 bilhões. Em 2008, o montante chegava a US$ 210 bilhões.
Dilma Rousseff lembrou que a primeira fase do Programa Minha Casa, Minha Vida foi lançada após o estouro da crise internacional, em 2008, e elogiou a parceria que os empresários fizeram com o governo naquele momento. De acordo com a presidenta, o programa foi fundamental para gerar emprego e assegurar renda. “Muitos olharam incrédulos para nós”, ressaltou.
A presidenta criticou as medidas adotadas, em 2008, nas economias desenvolvidas, que focaram em proteger o sistema financeiro, mas não se preocuparam com a população endividada. “Naquela época, todos os países do mundo utilizaram mecanismos para superar a situação de crédito, utilizaram recursos fiscais, entregaram para os bancos e deixaram sua população endividada com um subprime. Outros, como nós [o Brasil], apostamos no consumo, nos investimentos”, disse.
Por Luciana Lima – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.
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