Brasília – O Banco Central (BC) revisou para cima as projeções de crescimento do volume de crédito para este ano. Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, a estimativa de expansão passou de 15% para 17%.
A projeção de crescimento para o crédito com recursos livres em 2011 passou de 14% para 16%. Para o crédito direcionado, a previsão passou de 17% para 19%. Esse tipo de crédito tem taxas e recursos determinados em normas governamentais, destinado basicamente aos setores rural, habitacional e de infraestrutura.
Em relação ao tipo de instituição financeira, a previsão de crescimento do crédito dos bancos públicos passou de 15% para 18%. Para os bancos privados nacionais, a projeção foi revista de 15% para 17%. Apenas a previsão para os bancos privados estrangeiros foi mantida em 16%.
A relação entre o crédito e o que o país produz também foi revisada para cima. A proporção entre o crédito e o Produto Interno Bruto (PIB) deve fechar o ano em 49%, contra 48% estimados anteriormente.
Segundo Maciel, o crescimento da previsão do crédito das instituições públicas está relacionado principalmente à expansão dos financiamentos habitacionais. Apenas nos últimos 12 meses, o crédito para o setor habitacional e imobiliário subiu 44,8%.
Apesar de a expansão ter sido revista para cima, Maciel alega que as medidas tomadas pelo BC no fim do ano passado para conter o crédito estão surtindo efeito. “A moderação tem sido efetivamente verificada e as medidas macroprudenciais foram determinantes para isso, sobretudo no crédito voltado para a pessoa física”, alegou.
De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, mesmo com previsão de crescer 17%, o crédito continuará a se expandir em ritmo menor que no ano passado. Ele lembrou que o volume de crédito aumentou 20,6% em 2010. “A previsão para este ano ficará maior apenas do que em 2009, que foi um ano de crise”, declarou. Há dois anos, o crédito cresceu 15,2%.
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lana Cristina
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Impulsionado por empréstimos públicos, crédito volta a crescer em agosto
Brasília – Depois de reduzir, em julho, o ritmo de crescimento, o volume de crédito do sistema financeiro voltou a crescer em agosto. Segundo dados divulgados há pouco pelo Banco Central, as operações de crédito aumentaram 1,7% no mês passado, o que elevou o crescimento acumulado em 2011. Nos oito primeiros meses do ano, a expansão foi 10,7%. Até julho, o crescimento acumulado estava em 8,7%.
As operações de crédito voltaram a bater recorde em relação ao que o país produz. Em agosto, o volume de crédito correspondeu a 47,8% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 47,3% em julho. Em valores absolutos, o volume de crédito fechou o mês passado em R$ 1,889 trilhão.
De acordo com o Banco Central, a expansão do crédito permaneceu sustentada, principalmente, pelo crescimento das carteiras com recursos direcionados, como crédito habitacional, financiamentos rurais e empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O crédito direcionado aumentou 3,2% em agosto para pessoas físicas e 1,8% para as empresas. Já o crédito com recursos livres (não direcionados) expandiu-se em ritmo menor: 1,3% para pessoas físicas e 1,4% para pessoas jurídicas.
Os bancos públicos concentraram 42,2% do crédito do sistema financeiro. O volume chegou a R$ 796,904 bilhões, crescimento de 2,2% em relação a julho. Os bancos privados nacionais responderam por 40,6% do total de crédito, com volume de R$ 766,910 bilhões, alta de 1,2% no mês.
Já as instituições estrangeiras foram responsáveis por 17,2% do crédito total. O saldo ficou em R$ 325,099 bilhões, um crescimento de 1,9% em relação a julho.
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil. Edição: Vinicius Doria
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