Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A presidenta Dilma Rousseff recebeu hoje (15) da diretora executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, um relatório que propõe aos países a adoção de pisos de proteção social para estimular o crescimento econômico e a inclusão social. Dilma defendeu que as nações desenvolvidas adotem o piso por estar vivendo um momento “dramático” em função da crise econômica mundial.
“Hoje, vivemos um momento muito difícil no cenário internacional. A situação econômica dos países desenvolvidos é muito dramática e, de um certo ponto de vista, prejudicial para as suas populações. Estamos preocupados que os processos de ajuste não representem redução de direitos e perda de garantias”, disse Dilma, citando em seguida os altos índices de desemprego registrados por esses países, principalmente entre os jovens.
“Hoje, estamos vendo processos de desemprego dramáticos que levam à perda de qualidade de vida e, por isso, acho que os governos precisam romper com a dissonância cada vez maior entre a voz dos mercados e a voz das ruas”.
O conceito de piso de proteção social adotado pelas Nações Unidas corresponde a um conjunto integrado e coordenado de políticas de transferência de renda básica, combinadas com o acesso a serviços essenciais de saúde, educação, saneamento, emprego e habitação, entre outros.
Michelle Bachelet destacou, durante discurso, que o piso de proteção social ajuda a reduzir o impacto de crises econômicas sobre a população de baixa renda. “Não se trata somente de uma questão de respeito aos direitos humanos, é também uma necessidade econômica”. Ela explicou que não se trata de uma proposta uniforme, mas de um conceito que deve se ajustar às especificidades de cada país.
A diretora executiva da ONU Mulheres citou o Programa Bolsa Família, um dos analisados no relatório, como exemplo de política de transferência de renda. “O programa aumenta a dinâmica das economias locais, já que se gasta o dinheiro nos mercados locais, o que gera maior demanda de bens e serviços. Isso se traduz na criação de mais empregos”, disse.
O relatório Piso de Proteção Social para uma Globalização Equitativa e Inclusiva foi apresentado na Cúpula do G20, em Cannes. Hoje, a presidenta Dilma Rousseff recebeu a versão em português do documento.
Edição: Graça Adjuto
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Dilma diz que investir em educação e tecnologia é fundamental para aumentar competitividade do país
Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (15) que investir em educação e tecnologia será fundamental para tornar o Brasil um país cada vez mais competitivo no cenário internacional.
“Precisamos criar, inventar e inovar. O Brasil só vai usufruir verdadeiramente dos frutos da era de prosperidade que podemos, devemos e estamos construindo se investir metódica e sistematicamente em educação, em pesquisa, em tecnologia e se for capaz de traduzir tal investimento em conhecimento e inovação. Não falta vontade política no nosso governo de investir em inovação.”
Dilma disse ainda que nesse momento em que os países enfrentam uma crise econômica mundial e os mercados das nações desenvolvidas e emergentes se reduzem é preciso ampliar a capacidade de competir e agregar valor aos produtos brasileiros.
A presidenta participou da cerimônia de entrega do 14º Prêmio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) de Inovação 2011 e ficou emocionada ao entregar um dos prêmios ao empresário Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente da República José Alencar, que foi homenageado.
Dilma entregou também o prêmio a Josineide Barbosa Malheiros, representante da Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas, vencedora na categoria Tecnologia Social.
O prêmio foi criado para reconhecer talentos na área da inovação vindos de empresas, instituições científicas e tecnológicas, públicas e privadas, e inventores brasileiros com ações desenvolvidas no Brasil e aplicadas no país ou no exterior.
Edição: Lílian Beraldo
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Michelle Bachelet defende que políticas econômicas e sociais levem em conta as necessidades das mulheres
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A diretora executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, defendeu hoje (14) que as políticas, sejam econômicas ou sociais, precisam levar em conta a questão de gênero, ou seja, as necessidades específicas das mulheres.
Quando presidiu o Chile, Michelle Bachelet contou que percebeu que os programas econômicos não eram suficientes para acolher mulheres desempregadas, por exemplo. “Não pode haver políticas neutras porque elas não atingem as mulheres. As políticas precisam ter especificidade de gênero, senão o resultado não será sustentado e nem garantirá os direitos”, disse a representante das Nações Unidas (ONU), ao participar da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, iniciada na última segunda-feira (12).
Sobre desafios a serem superados, a diretora apontou o baixo número de mulheres em cargos políticos e também nos postos de negociação de acordos de paz em países com conflitos e guerras civis. Dos 194 países integrantes das Nações Unidas, somente 20 são chefiados por uma mulher e elas ocupam menos de 20% das cadeiras nos parlamentos mundiais. Para Michelle Bachelet, a reforma política é um bom caminho para mudar esse cenário trazendo como opção listas fechadas com número igual de candidatos homens e mulheres.
Outra área prioritária, segundo a diretora executiva da ONU Mulheres, é o combate à violência contra a mulher, iniciativa que, para ela, passa pela mudança da visão da sociedade sobre a mulher. “Somos mais que um rostinho bonito e um belo corpo”, disse, arrancando aplausos da plateia.
Michelle Bachelet relembrou ainda que ela e a presidenta Dilma Rousseff têm trajetória de vida semelhante, por terem enfrentado, há 30 anos, “momentos de extrema dificuldade” para a conquista da democracia em seus países. “Naquela época, a presença das mulheres nos altos cargos era um sonho, mas, hoje, como disse a presidenta Dilma: ‘nós podemos’”.
Edição: Lana Cristina
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