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Em 2009, atividades de saúde respondiam por 4,5 porcento dos postos de trabalho no país

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – As atividades de saúde responderam, em 2009, por 4,3 milhões de postos de trabalho no país, volume que representava, naquele ano, 4,5% do total de ocupações no mercado brasileiro. Em relação a 2007, quando os postos do setor correspondiam a 4,4% do total, houve a criação de 115 mil novas vagas, quase todas em 2008, antes que o Brasil sentisse os efeitos da crise econômica internacional. Ao todo, em 2009, havia no país 96,6 milhões de postos de trabalho.

De acordo com a pesquisa Contas Satélite de Saúde, divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a saúde pública é a atividade que concentra o maior número de ocupações no setor: 1,4 milhão (32,5%); seguida por outras atividades relacionadas com atenção à saúde (27,1%); e comércio de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e odontológicos (18%).

Outras atividades relacionadas com atenção à saúde e saúde pública também foram as atividades que mais criaram ocupações entre 2007 e 2009 (37,6 mil novos postos e 36,5 mil, respectivamente). Já o comércio de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e odontológicos teve redução de 9,7 mil vagas no período.

O IBGE destaca que os dados se referem ao total de postos de trabalho e não ao número de pessoas ocupadas em cada atividade, já que no setor de saúde é comum que um mesmo profissional trabalhe em mais de um estabelecimento, ocupando, dessa forma, mais de um posto.

O estudo também revela que o rendimento médio dos ocupados no setor de saúde é superior à média de todas as atividades econômicas no país. Enquanto aqueles profissionais que atuam na saúde – incluindo todas as categorias empregadas na atividade, como funcionários administrativos e de apoio, por exemplo – têm renda média anual de R$ 22.395,00, o rendimento médio anual dos profissionais em geral foi de R$ 14.222,04.

A renda média anual mais elevada entre os setores da saúde em 2009 era a dos trabalhadores de atividades de atendimento hospitalar (R$ 48.851,21), 3,4 vezes maior que a média da economia no período.

Edição: Lílian Beraldo

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://agenciabrasil.ebc.com.br

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Consumo de bens e serviços de saúde chega a 8,8% do PIB

As despesas com consumo final de bens e serviços de saúde no Brasil atingiram R$ 283,6 bilhões em 2009. Este valor (gasto por famílias, governo e instituições sem fins lucrativos) correspondeu a 8,8% do PIB nesse ano. O consumo de serviços de saúde, como o atendimento hospitalar e as consultas médicas, entre outros, mobilizou 5,6% do PIB e as despesas com consumo final de medicamentos, 1,9%.

As despesas públicas per capita com consumo de bens e serviços de saúde foram de R$ 645,27 em 2009. Já as despesas per capita privadas foram de R$ 835,65 nesse ano.

Entre 2007 e 2009, as famílias responderam, em média, por 56,3% das despesas com consumo final de bens e serviços de saúde. Mas o crescimento do consumo em relação ao ano anterior destes bens e serviços pelo governo (6,3% em 2008 e 5,2% em 2009) foi maior que o das famílias, (5,3% e 3,5% respectivamente).

A renda gerada pelas atividades econômicas de saúde (R$ 173,3 bilhões) cresceu 2,7% em 2009, uma desaceleração em relação a 2008, quando havia crescido 5,9%. A participação das atividades de saúde no valor adicionado (renda gerada) da economia brasileira foi de 6,2%, em 2009. Neste ano, 4,5% dos postos de trabalho e 7,8% das remunerações pagas aos trabalhadores estavam em atividades de saúde.

Estas e outras informações estão na Conta-Satélite de Saúde 2007-2009. A publicação sistematiza informações sobre atividades econômicas, bens e serviços relacionados à saúde, com dados sobre valor adicionado, geração de emprego, investimentos e consumo. A publicação completa está disponível no link http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/economia_saude/css_2007_2009/default.shtm.

Gasto das famílias com bens e serviços de saúde desacelera entre 2008 e 2009

Em 2009, a despesa de consumo das famílias com bens e serviços de saúde chegou a R$ 157,1 bilhões (4,8% do PIB). A despesa da administração pública com esses bens e serviços foi de R$ 123,6 bilhões (3,8% do PIB). Instituições sem fins de lucro a serviço das famílias gastaram R$ 2,9 bilhões (0,1% do PIB). Assim, o consumo de bens e serviços de saúde nesse ano representou 8,8% do PIB.

A despesa das famílias com o consumo de bens e serviços de saúde teve um crescimento real (descontados aumentos de preços) de 5,3% em 2008 e de 3,5% em 2009. A despesa do governo com esses bens e serviços cresceu 6,3% e 5,2%, respectivamente.

Em 2009, as principais despesas de consumo final das famílias foram com outros serviços relacionados com atenção à saúde, como consultas médicas e odontológicas, exames laboratoriais etc. (36,3% do total) e com medicamentos para uso humano (35,8%).

Despesa da administração pública com saúde pública chega a R$124 bi

A maior parte da despesa da administração pública com bens e serviços de saúde em 2009 (R$ 123,6 bilhões) foi com saúde pública (66,4% do total). Já a produção privada de serviços (produzida em unidades privadas contratadas pelo SUS) respondeu por 10,8% das despesas de consumo do governo com saúde. As despesas de consumo final com medicamentos para distribuição gratuita corresponderam a 5,1%.

Renda gerada pela saúde cresce 2,7% em 2009, mas desacelera em relação a 2008

Em 2009, o valor adicionado das atividades econômicas relacionadas à saúde (renda gerada pelo setor) cresceu 2,7%, menos que na passagem de 2007 para 2008, quando havia aumentado 5,9%. As atividades de saúde foram diretamente responsáveis por uma geração de renda de R$ 173,3 bilhões em 2009. Isso representou 6,2% do valor adicionado total da economia nesse ano, frente a 6,0% em 2008.

Atividades de saúde respondem por 4,5% dos postos de trabalho no país

A participação dos postos de trabalho das atividades de saúde no total de postos de trabalho no país passou de 4,4% em 2007 para 4,5 %, em 2009. Cerca de 115 mil novos postos foram criados pelas atividades de saúde no período. As atividades de saúde responderam, em 2009, por 4,3 milhões de ocupações. Isso, entretanto, não corresponde ao número de pessoas ocupadas, uma vez que um indivíduo pode ocupar mais de um posto de trabalho.

Entre 2007 e 2009, as atividades com maior aumento em seu total de ocupações foram outras atividades relacionadas com atenção à saúde, com 37,6 mil novas ocupações, e saúde pública, com 36,5 mil.

Comunicação Social
18 de janeiro de 2012

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ibge.gov.br

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