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Por 22:50 Sem categoria

Reunião da PLR sem IR com governo será dia 8 de maio

Informação foi confirmada durante reunião da presidenta Dilma com a CUT e demais centrais sindicais que detalhou as novas regras da poupança

São Paulo – A proposta de isentar de imposto de renda a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos trabalhadores será discutida entre o Sindicato, CUT e demais centrais sindicais com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, na terça 8, em Brasília.

A informação foi confirmada durante reunião na quinta 3 entre a presidenta Dilma Rousseff e representantes das centrais sindicais, onde foi detalhada as novas regras para a remuneração da caderneta de poupança. Após participar do ato político do 1º de Maio promovido pela CUT, no centro da capital paulista, Gilberto Carvalho disse que o governo decidiu conceder isenção de uma parcela do imposto de renda sobre a PLR.

> Bancários exigem isenção de imposto na PLR

A campanha da PLR sem IR foi lançada em 2011 por bancários, metalúrgicos, químicos, petroleiros e urbanitários. Os representantes dessas categorias entregaram proposta ao governo para diminuir a carga tributária dos trabalhadores. Hoje os assalariados pagam IR na PLR, mas a Instrução Normativa 1022 da Receita Federal trata de forma diferente os acionistas de empresa ao estabelecer que “ficam isentos do imposto de renda os ganhos líquidos auferidos por pessoa física quando o total das alienações de ações no mercado à vista de bolsas de valores no mês não exceder R$ 20.000.”. Os trabalhadores reivindicam do governo tratamento igual ao dado a acionistas, no que se refere à PLR.

Poupança – O secretário de Finanças da CUT, Vagner Freitas, que participou da reunião com a presidenta da República, considera as medidas adotadas para a remuneração da poupança como positivas no sentido de se criar as condições para derrubar as taxas de juros, tornar o pais mais competitivo no mercado externo e proteger a produção nacional. “O governo disse que as medidas eram necessárias porque a poupança remunera as aplicações pela TR mais 6,17% ao ano. E com a queda sucessiva da Selic, muitos investidores poderiam migrar para a aplicação, o que poderia prejudicar o embate para a redução dos juros no país”, diz.

O que muda – Pelas novas regras a remuneração atual da poupança (6,17% ao ano mais variação da Taxa Referencial – TR) vai ser substituída pela variação da TR mais 70% da taxa básica de juros (Selic), quando esta chegar a 8,5% ao ano ou menos. A alteração, que virá por meio de medida provisória, é válida apenas para as aplicações a partir da sexta 4. Nada muda nos depósitos antigos.

Jair Rosa – 3/5/2012

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br

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Dilma recebe presidentes de centrais, mas não discute a pauta dos trabalhadores

Presidenta diz que a pauta da reunião era uma só: alteração nas regras da poupança

Escrito por: Marize Muniz

No início da audiência que a presidenta Dilma Rousseff realizou, nesta quinta-feira (3), em Brasília, com representantes de centrais sindicais, os dirigentes da CUT – Artur Henrique, presidente; e Vagner Freitas, secretário de Finanças – perguntaram se já havia decisão do governo sobre a isenção do imposto de renda na PLR e também sobre o fim do Fator Previdenciário.

Dilma disse, então, que a pauta da reunião era outra e tinha um único item: as mudanças nas cadernetas de poupança. Ela também queria pedir o apoio do movimento sindical à medida. A presidenta argumentou que a mudança era importante em função “do momento que estamos vivendo”.

Após a cobrança da CUT, Dilma determinou que os ministros Gilberto Carvalho e Brizola Neto, da Secretaria Geral da Presidência da República, e do Ministério do Trabalho e Emprego, respectivamente, conversassem com os sindicalistas o mais rápido possível sobre a pauta dos trabalhadores.

A reunião com os dois ministros para discutir a pauta dos trabalhadores, que tem itens como a isenção do IR na PLR, fim do Fator e 40 horas, dentre outros, foi marcada para a próxima terça-feira, dia 8, as 11h00.

Nova regra da poupança

A presidenta Dilma Rousseff disse para os sindicalistas que o governo não vai mexer na remuneração das atuais poupanças. Isto significa que a nova regra não será aplicada na remuneração dos cerca de R$ 100 milhões que já estão depositados. Vale apenas para os novos depósitos que forem feitos e para as novas poupanças que forem abertas.

Para o presidente da CUT, Artur Henrique, “o fato do governo não mexer nas poupanças atuais é positivo, afinal, todos os direitos serão preservados”. Artur disse, porém, que a direção da central ainda vai analisar o impacto das medidas em outros fundos para poder falar com conhecimento de causa sobre a medida.

Segundo Dilma, a remuneração da poupança será alterada toda vez que a taxa básica de juros ficar abaixo de 8,5% ao ano – a taxa hoje está em 9% ao ano. Quando a Selic estiver abaixo de 8,5%, a poupança será remunerada pela TR (Taxa Referencial) mais 70% da Selic. Quando a taxa básica estiver igual ou acima deste patamar, a regra atual de remuneração da aplicação – de TR mais 0,5% ao mês – será mantida.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br

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