
Cigarro prejudica a saúde
Luanda – Comemora-se hoje, o Dia Mundial sem Tabaco, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com o intuito de sensibilizar o maior número possível de pessoas sobre os males causados pelo consumo desse produto e seus derivados.
Esta data é assinalada anualmente por todos os países que aderem à proposta de controlo do tabagismo no Mundo, porque o hábito de fumar, independentemente da qualidade, quantidade ou frequência, é considerado pela OMS como a principal causa de morte (evitável) em todo o mundo.
Em alusão à data, que este ano se comemora sob o lema “A interferência da indústria tabaqueira”, a OMS convida as pessoas a reflectirem sobre a publicação de advertências nas embalagens, sobre os danos que o tabaco provoca à saúde.
Numa mensagem em alusão a data, o director regional da OMS para África, o angolano Luís Gomes Sambo, considera que a interferência da indústria tabaqueira e dos seus aliados no processo de elaboração e implementação de políticas para a luta antitabágica é um motivo de grande preocupação.
“É inaceitável que haja tentativas para desvalorizar as provas científicas sobre os efeitos nocivos do tabaco na saúde”, disse Gomes Sambo.
Segundo o director regional da OMS, o consumo de tabaco mata quase seis milhões de pessoas por ano, das quais mais de 600 mil óbitos resultam da exposição ao fumo passivo.
“(…), ou seja, o tabaco mata até metade de todos os fumadores e continua a ser uma das principais causas de morte”, sublinhou.
Como o tabaco não tem qualquer benefício conhecido para a saúde, mas, antes pelo contrário, causa doenças, incapacidades e morte prematura, a indústria tabaqueira não pode ser um interveniente na melhoria da saúde pública.
O Artigo 5.3 da Convenção-Quadro da OMS para a Luta Antitabágica (FCTC) obriga as Partes à Convenção a protegerem as suas políticas antitabágicas da interferência da indústria tabaqueira.
Para um combate eficaz ao tabaco, os países estão a envolver outros sectores para a implementação da FCTC da OMS como parte da sua agência do desenvolvimento.
“Hoje, quando celebramos o Dia Mundial sem Tabaco 2012, gostaria de chamar a atenção para a necessidade premente de os países tomarem medidas concretas para a implementação da FCTC da OMS e assegurarem que o público está plenamente consciente das consequências negativas do tabagismo e do fumo passivo”, lê-se na mensagem.
A OMS estima ainda que anualmente cinco milhões de pessoas perdem a vida devido a complicações relacionadas com o consumo do tabaco.
“Anualmente, a indústria tabaqueira gasta dezenas de milhões de dólares para promover o consumo do tabaco, principalmente entre as camadas mais jovens. Mais de metade dos fumadores acabarão por morrer e pessoas expostas ao fumo (fumador passivo) também estarão em situação de risco”, alerta a OMS.
Para a OMS, O fumo é responsável por 90% das mortes por cancro no pulmão; 97% do cancro da laringe; 25% das mortes por doença do coração; 85% das mortes por bronquite e enfisema; 25% das mortes por derrame cerebral e por 50% dos casos de cancro de pele. Os outros tipos de cancro relacionados com o uso do cigarro são: cancro da boca, laringe, faringe, esófago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero.
O fumo está associado a um aumento de risco de uma diversidade de cancros. Dos quase cinco mil componentes do tabaco, mais de 50 demonstraram ser cancerígenos.
Em Angola, o Conselho de Ministros aprovou no dia 1 de Julho de 2009, na sua 5ª Sessão Extraordinária, sob orientação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, um Decreto que proíbe fumar em locais públicos, incluindo o interior dos transportes colectivos e privados.
“Fumar faz mal a saúde. É preciso agir agora para salvar milhares de vidas”, segundo a OMS.
[NdE.: Texto escrito em português usado em Angola].
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.adital.org.br