Carolina Gonçalves e Yara Aquino
Repórteres da Agência Brasil
Brasília – A oito dias do início da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a presidenta Dilma Rousseff disse que a crise financeira internacional não pode ser usada como argumento para que se interrompam as políticas de proteção ao meio ambiente e de inclusão social. A Rio+20 vai reunir, no Rio de Janeiro, representantes de governos e da sociedade civil para discutir questões ambientais.
“É possível enfrentar essa crise e continuar o desenvolvimento sustentável. A crise não pode ser argumento para que se interrompam as políticas de proteção ao meio ambiente e estamos vendo que nada adianta defender políticas de ajuste sem que o país cresça”, disse ao discursar na cerimônia de lançamento de medidas para a área ambiental. “Todos esperamos que a crise gerada pelo excesso, pela ganância e pela falta de controle dos mercados não seja um pretexto para a vitória do excesso da ganância e da falta de controle sobre os recursos naturais”, completou.
A presidenta disse ainda que o Brasil tem um “arsenal de medidas” econômicas a serem tomadas para conter os efeitos da crise financeira internacional. “Sistematicamente tomaremos as medidas para expandir o investimento público, estimular o investimento privado e o consumo das famílias. Medidas estão sendo tomadas e ainda temos um arsenal de providências que serão adotadas.”
Segundo a presidenta, nos próximos meses, o Brasil crescerá e irá manter o compromisso com a sustentabilidade. “Nenhuma das nossas conquistas será destruída, não vamos permitir que conquistas ambientais, econômicas e sociais sejam paralisadas ou derrotadas.” Dilma disse ainda que o Brasil soube crescer sem abusar dos recursos naturais e se tornar uma referência de preservação ambiental.
Na cerimônia que marcou as comemorações pelo Dia do Meio Ambiente foram anunciadas medidas como a criação de unidades de conservação, a homologação de terras indígenas e a criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema.
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Dilma diz que governo tem “arsenal de medidas” para enfrentar crise financeira internacional
Carolina Gonçalves e Yara Aquino
Repórteres da Agência Brasil
Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (5) que quem apostar na crise financeira internacional “vai perder de novo” e que o governo brasileiro tem um “arsenal de medidas” para enfrentá-la. Dilma disse ainda que nos próximos meses o Brasil irá crescer.
“Essa nova onda que vem do exterior não pode derrotar os povos do mundo. Sistematicamente tomaremos medidas para expandir o investimento público, estimular o investimento privado e o consumo das famílias. O Brasil vai se manter no rumo, as medidas estão sendo tomadas e ainda temos um arsenal de providências que serão adotadas, quando necessárias”, disse ao discursar na cerimônia de celebração do Dia do Meio Ambiente.
“Enfrentamos a crise de 2008 e 2009 com crescimento econômico, estímulo ao consumo e à produção, com geração de emprego e renda. Agora vivenciamos a segunda onda dessa crise internacional e, podem ter certeza, saberemos enfrentar essa experiência com mais sabedoria e com melhores instrumentos”, completou Dilma.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou, no último dia 1º, o crescimento de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, no primeiro trimestre deste ano. O desempenho foi considerado fraco.
Entidades como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) consideraram que o baixo crescimento do PIB indica que economia brasileira não conseguirá se recuperar este ano.
Edição: Lílian Beraldo
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