Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Os servidores técnicos administrativos e os professores dos institutos federais de educação tecnológica oficializam amanhã (18) o movimento de greve em todo o país, com a instalação do Comando Nacional de Greve. Formado por representantes estudais, o órgão sindical será responsável pelas negociações com o governo.
Liderado pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), o movimento atuará em conjunto à greve dos professores das instituições federais de ensino superior, parados há um mês.
A categoria reivindica, entre outros pontos, a reestruturação das carreiras técnicas e dos docentes, a democratização das relações de trabalho e a aprovação da carga horária de 30 hora para os técnicos administrativos.
De acordo com a secretaria adjunta de Comunicação do Sinasefe, Eugênia Martins, a categoria vinha negociando com o governo para evitar a greve. Contudo, como não houve avanço nas tratativas, várias instituições de ensino técnico decidiram paralisar suas atividades na semana passada.
“O que está travando as negociações é que o governo está tratando de forma diferenciada os [servidores] administrativos e os professores. Além disso, o governo ofereceu uma proposta para os professores, que não atende às reivindicações, mas nenhuma para os servidores administrativos”, disse Eugenia à Agência Brasil.
Na próxima terça-feira (19), junto com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), representantes do Sinasefe vão se reunir com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, para negociar as reivindicações das categorias em greve.
Edição: Nádia Franco
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Greve dos professores federais completa um mês sem previsão de término
Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A greve dos professores das universidades federais completa um mês hoje (17) sem nenhuma perspectiva para o fim do movimento. O Ministério do Planejamento prometeu apresentar na próxima terça-feira (19) uma proposta para o plano de carreira dos docentes. Contudo, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) avalia que a greve não será encerrada, mesmo se a proposta for considerada boa.
“Esperamos que o governo pare de enrolar e apresente uma proposta concreta. Esperamos que haja algo objetivo para que, a partir daí, possamos iniciar um processo de negociação. O fim da greve sequer está na nossa pauta”, disse à Agência Brasil o primeiro-vice-presidente da Andes, Luiz Henrique Schuch.
Segundo ele, apesar dos transtornos causados pela greve, o movimento tem recebido apoio da sociedade. “Temos recebido uma resposta de acolhimento por parte da sociedade. Esse é um movimento vitorioso porque a sociedade não se engana mais com discursos vazios. A sociedade está percebendo que a pior crise do país é a da falta de políticas públicas para a educação”, argumentou Schuch.
Na última terça-feira (12), o governo federal chegou a pediu, sem sucesso, uma “trégua” de 20 dias aos professores federais para continuar as negociações. O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, disse que o governo se comprometeria a apresentar ao fim desse prazo uma proposta para solucionar o impasse em torno da reestruturação da carreira, principal reivindicação dos professores.
Além de não concordar com a “trégua”, os grevistas criticaram a postura do governo. “Estamos, desde o segundo semestre de 2010, esperando propostas concretas do governo para podermos conversar com a categoria e isso não aconteceu. Não deu para acreditar que o governo chegou falando em “trégua”. Foi uma coisa fora da realidade.”
A greve já atinge 55 instituições federais de ensino em todo o país. Também em busca da reestruturação de carreira, os servidores vinculados ao Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) anunciaram greve geral a partir de amanhã (18), entre docentes e técnicos. A paralisação deve atingir 40 mil servidores.
Edição: Andréa Quintiere
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Trabalhadores das universidades aderem à greve da educação
Nesta segunda (11), as assembleias de base estão referendando a decisão tomada em plenária nacional, na semana passada. Os funcionários técnicos-administrativos reivindicam, principalmente, reajuste do piso salarial da categoria, considerado o menor do serviço público. Eles também pleiteiam ajustes no plano de carreira. Na quarta (13), outras categorias de servidores públicos federais reforçam o movimento.
Najla Passos
Brasília – Os funcionários técnico-administrativos das universidades federais aderiram, nesta segunda (11), à greve da educação, iniciada pelos docentes em 21/5 e que já atinge 51 instituições federais de ensino superior. Em plenária realizada nos dias 4 e 5/6, a categoria aprovou a paralisação quase por unanimidade. Hoje, assembleias de base realizadas pelo país estão respaldando a decisão.
“Ainda não é possível avaliar quantas instituições já estão paradas, mas nossa expectativa é de construção de uma greve forte, que obrigue o governo federal a negociar as reivindicações da categoria”, afirma o coordenador de Organização Sindical da Federação de Sindicatos dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior (Fasubra), José Ronaldo Ribeiro Esmeraldo.
Segundo ele, de 2007 até agora, a Fasubra já realizou 52 reuniões com o governo, sem conseguir sensibilizá-lo para atender a pauta de reivindicações da categoria. “Nesse período, nossas perdas só foram se acumulando. Temos, hoje, o pior piso salarial do serviço público federal: R$ 1.034”, justifica. O coordenador relata que, em 2005, o piso salarial da categoria equivalia a três salários mínimos, enquanto hoje chega a apenas 1,6. “Em 2007, quando mudamos nosso plano de carreira, o piso ficou estipulado em 2,6 salários mínimos. Mas, de lá para cá, o valor foi sendo achatado”, explica.
Além do aumento no piso, os servidores pleiteiam outros ajustes no plano de carreira implantado desde 2007. Entre eles, o reposicionamento dos aposentados, que foram enquadrados em posição inferior a de expectativa para final da carreira, e a racionalização de cargos que não apresentam remuneração compatível com a função.
“Os próprios reitores reclamam que a expansão universitária tem trazido inúmeros problemas de contratações. Como os salários não são atrativos, é difícil preencher as vagas e, quando são preenchidas, os candidatos logo optam por outras carreiras”, acrescenta.
Também está na pauta da categoria a defesa da destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação e a defesa do caráter público dos hospitais universitários, entre outras. Não há previsão de quando ocorrerá nova rodada de negociação com o governo. “Estamos aguardando a apresentação de uma contraproposta à nossa pauta”, acrescenta o sindicalista.
Novas adesões
As 31 entidades representativas dos servidores públicos federais que participam da campanha 2012 unificada aprovaram, em 5/6, adesão total à greve. Na quarta (13), paralisam suas atividades os professores das escolas técnicas e de aplicação, os servidores da Justiça Federal, do Ministério Público e do IBGE. No dia 18, aderem as categorias que integram a Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais (Condsef).
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