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Por 08:23 Sem categoria

PAC não vai parar

Diante do acirramento das negociações salariais do funcionalismo público federal, com greves e paralisações, a carreira de Analistas de Infraestrutura, reconhecida pela gestão das obras do PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, se diz confiante no Governo Federal e aposta na negociação em curso.

Guilherme dos Santos Floriani

O Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, não terá seu ritmo de execução alterado por paralisação da categoria que monitora, acompanha e gerencia os empreendimentos em infraestrutura do Governo Federal. Esta é a posição atual da Associação Nacional de Analistas e Especialistas em Infraestrutura – ANEInfra, que defende a manutenção do trabalho da categoria, formada principalmente por engenheiros, arquitetos e geólogos.

Neste mês de junho está previsto o lançamento do Balanço Anual do PAC 2, e uma paralisação desta categoria afetaria decisivamente o monitoramento de empreendimentos, a conclusão de análises críticas e o bom andamento de políticas públicas estratégicas e fundamentais para o desenvolvimento do país.

O assunto é delicado para o Governo, mas não representa surpresas para a categoria, conhecedora das razões de atraso de obras e das formas de implantar um empreendimento com sucesso. Com atuação em 18 Ministérios, concentra-se nos principais órgãos responsáveis pela infraestrutura no âmbito do Governo Federal: Ministérios dos Transportes; Minas e Energia; Cidades e Integração Nacional.

A carreira foi criada em 2007 como uma das metas do PAC, para suprir a União de um corpo técnico altamente qualificado, apto a atuar no planejamento, execução, monitoramento e avaliação das Políticas Públicas do Governo Federal em Infraestrutura, e se destacou em função da complexidade das grandes obras da carteira do PAC, como a Usina de Belo Monte e a Transposição do São Francisco, e também programas emblemáticos como o Minha Casa, Minha Vida, na auspiciosa cifra de quase R$ 1 trilhão de Reais reservados ao PAC até 2014.

Esta complexidade das atribuições e elevadas responsabilidades são incompatíveis com o achatado patamar remuneratório e condições de trabalho. E a evasão de um quadro especializado e indispensável já é um problema crônico, cuja solução inclui, além de melhores salários, eliminar gargalos que impedem o bom desempenho destes profissionais. A situação da Secretaria de Relações Trabalhistas, órgão do Ministério do Planejamento responsável em fazer as negociações sindicais não é fácil, pois apoiar o adequado reenquadramento da carreira de Analistas e Especialistas de Infraestrutura não se trata de atender um interesse coorporativo, significa tomar a decisão se este Governo vai investir no fortalecimento do Estado brasileiro para fazer a Gestão da Infraestrutura e promover o desenvolvimento Nacional.

Vivemos um momento extremamente difícil, enquanto grande parte do mundo sofre estagnação econômica e o desemprego, mas ao mesmo tempo, estamos diante de uma grande oportunidade histórica e, portanto, de grande responsabilidade. Somos desafiados pela chance de crescer, e o futuro nos cobrará a superação da pobreza e da fome, quanto da conservação da biodiversidade e do equilíbrio climático global. O caminho passa necessariamente pela definição acertada de políticas públicas e projetos infraestruturantes.

Ao tempo que se realiza a Rio+20, o Brasil encontra-se no centro do grupo que apresenta soluções, seja no aprimoramento da matriz energética, de aproveitar o Pré-Sal à expansão das fontes renováveis; na melhoria logística e integração nacional e internacional; na viabilização de exploração sustentável dos recursos minerais e sua industrialização; na expansão urbana com saúde, educação, lazer e segurança. Vamos realizar uma Copa e Olimpíadas. São investimentos em obras de longo prazo de maturação e de grande vulto, cuja escolha tecnológica é irreversível, dada a grande extensão dos impactos econômicos e ambientais. O investimento em infraestrutura atualmente alavanca o crescimento da economia, mas também determina o futuro do Brasil.

Diante disto depositamos confiança no Governo, que não pode titubear frente tamanho desafio, e espera-se engajamento de Estados e Municípios. E reafirmamos nosso compromisso com o país e com o povo brasileiro. O que nos dá força e esperança é estarmos imbuídos de um propósito público, que acompanha nossa ilustre Presidenta da República, Dilma Rousseff, quando disse que “Ninguém faz as coisas quando não tem paixão nem crença. Tem que ter paixão para fazer. O que te permite realizar é a sua capacidade técnica, é verdade. Mas o que te mobiliza e te faz não esmorecer são os seus compromissos”. Presidenta, vamos continuar firmes na missão confiada, fazer o Brasil um país cada vez maior e melhor.

(*) Analista de Infraestrutura, Presidente da ANEInfra, atua no Ministério de Minas e Energia, guilhermefloriani@gmail.com;

ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.cartamaior.com.br

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