PLANO DE SAÚDE FOI CRIADO HÁ 22 ANOS, NÃO SEGUIU AVANÇOS DA MEDICINA E ESTÁ DEFASADO
Os trabalhadores de Curitiba e Região realizaram nesta quarta-feira, 04 de julho, um dia de lutas no banco Bradesco. Os bancários protestam em todo Brasil contra o descaso do banco nas negociações sobre o plano de saúde dos funcionários. Em Curitiba, os dirigentes do Sindicato dos Bancários foram às agências Monsenhor Celso e Central, onde conversaram com os trabalhadores sobre a manifestação e os problemas que envolvem os planos.
Para o presidente do Sindicato, Otávio Dias, que é trabalhador no Bradesco, o banco está desrespeitando seus trabalhadores. “O Bradesco Saúde está há 22 anos no mercado e continua o mesmo, não seguiu o progresso da medicina e por isso está defasado. Mas o banco não trata o processo de negociação com atenção e respeito, como deveria. Isso é descaso com o trabalhador”, afirma.
São diversas as áreas que não possuem atendimento no Bradesco Saúde, como psicologia, psiquiatria, fonoaudiologia, nutrição, além de vários procedimentos e exames. “Se o médico solicita um exame do ombro e outro da coluna, o usuário tem de escolher apenas um. O outro só pode ser feito após 30 dias. Isto porque o convênio não autoriza”, explica Elaine Cutis, diretora da Contraf-CUT e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE/Bradesco).
“Outra questão é a inclusão de dependentes e familiares na cobertura do plano. Reivindicamos que mães e filhos possam se cadastrar, mas o banco é intransigente e diz que isso está fora de cogitação”, aponta Otávio Dias.
Resolução 254 – O Bradesco Saúde não é regulado pela lei federal 9656/98, pois foi criado antes dela. No entanto, a Agência Nacional de Saúde, criada em 2000, começou a fechar o cerco para o plano.
A Resolução Normativa 254 da ANS diz que, a partir do dia 04 de agosto, o plano não poderá mais cadastrar novos usuários na apólice de saúde vigente. E se o banco não se adaptar ou migrar para as novas normas, ele terá de abrir uma nova apólice para receber novos funcionários, o que acabaria criando diferença de atendimento entre novos e antigos usuários.
Plano Odontológico – Desde a fusão da Odontoprev com o Bradesco, muitos profissionais têm deixado o plano devido ao aumento da burocracia, criando a rede UNNA. Quem sofre com isso são os bancários, que têm cada vez menos opções para atendimento. Em algumas localidades, passou a ser quase nulo o número de profissionais, por conta dos descredenciamentos em massa.
Além disso, o plano não cobre, entre outros procedimentos modernos, ortodontia, implantologia e reabilitação oral. A cobertura do plano não passa de extração e obturação dentária.
“Por todos estes motivos apresentados, exigimos que o Bradesco nos ouça e leve a negociação com seriedade. Os bancos precisam entender que cuidar da saúde de seus funcionários é fundamental e vantajoso para todos”, finaliza Otávio Dias, presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região.
Por: Flávia Silveira
SEEB Curitiba com Contraf-CUT
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br
=============================
Sindicato de Toledo e Região realiza manisfesto sobre plano de saúde no banco Bradesco
Dia Nacional de Luta aponta descaso do banco Bradesco com o plano de saúde
A Contraf-CUT, federações e sindicatos realizam nesta quarta-feira (3) um Dia Nacional de Luta com protestos e manifestações em agências do Bradesco de todo país para denunciar as dificuldades que os funcionários vêm enfrentando no atendimento médico, laboratorial, hospitalar e odontológico.
A mobilização é uma resposta dos bancários diante do descaso do banco em resolver os problemas do plano de saúde e odontológico. O movimento sindical cobra uma negociação para discutir com seriedade as reivindicações dos funcionários.
“O Bradesco Saúde foi criado em 1999. A defasagem é de 22 anos. A cobertura não se modernizou conforme os avanços da medicina e dos novos procedimentos médicos que se popularizaram. Além de defasado, o plano é precário”, afirma Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT e funcionário do banco.
Os sindicatos estão distribuindo uma edição especial do jornal Raios, da Contraf-CUT, para os funcionários do Bradesco.
> Clique aqui para ler o novo jornal Raios.
Os trabalhadores não possuem atendimento em diversas especialidades, como psicologia, psiquiatria, fonoaudiologia, nutricionista, entre outros procedimentos. “É preciso ampliar as especialidades médicas cobertas pelo plano. Essa é uma pauta antiga dos trabalhadores”, afirma Elaine Cutis, diretora da Contraf-CUT e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco.
Além disso, há limitações para fazer procedimentos em uma mesma especialidade. “Se o médico solicitar ao paciente um exame do ombro e outro da coluna, o usuário tem de escolher apenas um. O outro só pode ser feito após 30 dias. Isto porque o convênio não autoriza”, explica Elaine. Em muitas regiões do Brasil falta credenciamento de profissionais no plano, obrigando os funcionários a se deslocarem a outras cidades para serem atendidos.
Elaine cobra do Bradesco seriedade no processo de negociação. “Há muito tempo não se avança em nenhuma das reivindicações dos trabalhadores, ficando sem solução os problemas dos bancários. Saúde não é brincadeira”, critica.
ANS de olho
A situação é tão precária que o plano dos funcionários do Bradesco sequer é regulado pela lei federal 9656/98 por ser anterior a ela. Entretanto, a ANS, como agência reguladora e fiscalizadora do setor, criada em 2000, deve submeter o Bradesco Saúde aos seus crivos.
Conforme a Resolução Normativa (RN) 254 da ANS, a partir do dia 4 de agosto, o Bradesco não poderá mais incluir novos funcionários na apólice de saúde vigente. Caso o banco não se comprometa a fazer adaptação ou migração para as novas normas, ele terá que abrir uma nova apólice para receber os novos funcionários, o que acabará gerando diferenciação de atendimento entre novos e antigos funcionários.
Plano odontológico precário
Outro problema grave enfrentado pelos bancários do Bradesco é o serviço prestado pelo plano odontológico. Muitos profissionais têm deixado o plano por conta do aumento da burocracia após a fusão da OdontoPrev com o Bradesco, criando a rede UNNA.
Com isso, o plano que já tinha poucos profissionais em diversas regiões passou a ser quase nulo em algumas localidades. Tem ocorrido um verdadeiro descredenciamento em massa do plano. É preciso resolver essa situação e garantir um atendimento de qualidade para todos os bancários.
Sem contar a defasagem do plano, que não cobre, entre outros procedimentos modernos, a ortodontia, implantologia, reabilitação oral. A cobertura do plano não vai além de extração e obturação dentária.
Fonte: Contraf-CUT
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br