Fernando César Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Curitiba – A Secretaria de Saúde de Santa Catarina confirmou na noite de ontem (3) a ocorrência de sete novas mortes de pacientes com o vírus Influenza H1N1, o que eleva para 45 o total de mortes registradas este ano no Estado. A faixa etária dos sete pacientes variava de 8 a 72 anos de idade.
Nos três estados da Região Sul, 72 pacientes morreram em 2012. O Paraná registrou 14 mortes. E o Rio Grande do Sul, 13.
O número de mortes ocorridas este ano na região já supera o dobro das ocorrências nos dois anos anteriores somadas. Os três estados registraram 21 óbitos em 2010 e 14 em 2011.
Em 2009, auge da pandemia, a Região Sul registrou 789 mortes causadas pela influenza A (H1N1) – gripe suína. Os dados são do Ministério da Saúde.
O fim da pandemia foi decretado em agosto de 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O Brasil registrou 2.060 mortes provocadas pela doença em 2009, 113 em 2010 e 27 em 2011.
Os médicos estão orientados a prescrever o medicamento antiviral oseltamivir, conhecido pela marca Tamiflu, a todos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. O medicamento foi disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para as redes pública e privada.
Os sintomas da síndrome gripal são surgimento simultâneo de febre, tosse ou dor de garganta, somados a dor de cabeça, dores musculares ou nas articulações. Entre as orientações para se prevenir contra a doença estão lavar as mãos várias vezes ao dia, evitar tocar a face com as mãos, proteger a tosse e o espirro com lenço descartável, evitar aglomerações e ambientes fechados.
Em caso de síndrome gripal, a orientação é procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. A medicação é mais efetiva nas primeiras 48 horas da doença.
Edição: Davi Oliveira
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://agenciabrasil.ebc.com.br
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Cai o número de mortes por gripe H1N1 em relação ao total de casos – 02/07/2012 18:20
Boletim divulgado nesta segunda-feira (2) pela Secretaria da Saúde informa que o Paraná teve 381 casos confirmados de gripe H1N1 e 14 mortes causadas pela doença este ano. Em relação ao boletim anterior, houve um acréscimo de 201 casos e uma morte – o que indica uma redução no número de mortes em relação ao total de casos.
Até a semana passada, eram 13 mortes para um total de 180 casos. De acordo com a Secretaria da Saúde, a queda no número de mortes em relação ao número de casos confirma a eficácia do diagnóstico precoce e do acesso ao medicamento antiviral em tempo hábil. “Estudos científicos comprovam a redução progressiva da carga viral na pessoa infectada após a ingestão de cada dose do medicamento. Após 48 horas de utilização do antiviral temos níveis quase imperceptíveis do vírus”, destacou o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.
A morte por H1N1 foi confirmada em Londrina. O paciente, um homem de 49 anos, foi internado em decorrência de outras doenças e teve o diagnóstico de H1N1 no hospital. Por ser portador de doenças crônicas, como asma e pneumopatia, o paciente não respondeu ao tratamento.
CUIDADOS – Sezifredo Paz enfatiza, que apesar da redução na proporção casos/óbitos, os cuidados de prevenção e a indicação do tratamento adequado devem continuar. “Não estamos em situação de epidemia como em 2009, mas percebemos maior circulação viral neste momento devido ao período de outono/inverno”, afirma.
Diversas ações já foram adotadas pela Secretaria da Saúde para enfrentamento da gripe este ano, como a distribuição de material informativo destacando os bons hábitos de higiene e a descentralização do medicamento indicado para o tratamento, inclusive na posologia infantil.
Além disso, no dia 27 de junho, o secretário Michele Caputo Neto assinou uma resolução que cria a Comissão Estadual de Infectologia, com a participação de 16 entidades: Secretaria Estadual de Saúde, Associação Médica do Paraná, Sociedades Paranaenses de Infectologia, Pneumologia, Pediatria e Terapia Intensiva, Conselhos Regionais de Enfermagem, Farmácia e de Medicina, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, Hospital de Clínicas, Hospital Pequeno Príncipe e Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar.
Com reuniões semanais, a comissão irá propor normas e medidas de prevenção e controle de doenças infecciosas, além de prestar apoio técnico ao Estado e aos municípios no controle destas doenças. A primeira reunião da comissão foi realizada nesta segunda-feira (2), na Secretaria da Saúde.
“Estabelecemos um monitoramento sensível e precisamos de um olhar diferenciado para as síndromes respiratórias. Esta comissão dará o embasamento técnico, pois sabemos que o Sul tem características diferentes do resto do Brasil no que se refere a doenças respiratórias”, destacou Paz.
TRATAMENTO – Com a queda das temperaturas, as pessoas ficam mais propensas a desenvolverem doenças respiratórias, como gripes e resfriados. Como estas doenças provocam sintomas semelhantes e podem ser facilmente confundidas, a Secretaria da Saúde alerta para a indicação do medicamento antiviral somente com avaliação médica.
“O vírus influenza circula em nosso ambiente conjuntamente com outros vírus e outros agentes, como bactérias ou fungos. Por isso é importante o acompanhamento clínico para identificar qual é a doença”, explica a coordenadora da sala de situação da gripe, Ângela Maron. Ela enfatiza que o antiviral só é recomendado para pacientes com diagnóstico de síndrome gripal.
SINTOMAS – Em pessoas maiores de cinco anos, os sintomas da síndrome gripal são febre alta (acima de 38º), com início abrupto, tosse e dores musculares intensas e principalmente dificuldade de respirar.
No resfriado os sintomas são febre baixa (quando ocorre), tosse leve, dores musculares leves, congestão nasal e dor de garganta frequentes. É raro os pacientes com resfriado sentirem dificuldade de respirar. “Estes sintomas devem ser revistos em se tratando de crianças menores de cinco anos, pois nelas a febre aparece mesmo se elas estiverem apenas com resfriado”, explica Marion Burger, pediatra e infectologista da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba.
A Secretaria da Saúde recomenda que, independentemente da coleta de exames, o tratamento com o antiviral seja prescrito nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas, pois ele pode evitar que o estado geral do paciente se agrave. Marion reforça que se houver sinais de agravamento, principalmente nas crianças, como febre persistente, falta de ar e piora do estado geral, a pessoa deve retornar imediatamente ao serviço de saúde.
Acesse o boletim completo sobre a gripe no site www.saude.pr.gov.br
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