O Ministério da Saúde vai atender a solicitação da Secretaria de Estado da Saúde e enviar ao Paraná mais 200 mil doses de vacina contra a gripe. O novo lote deverá atender crianças entre dois e cinco anos que frequentam instituições públicas, adultos e crianças especiais, cuidadores que trabalham em creches públicas e asilos de idosos, conforme a disponibilidade de doses nos municípios.
A informação sobre o novo lote de vacinas foi recebida nesta quinta-feira (12) pelo secretário Michele Caputo Neto, confirmando teor de nota emitida na véspera pelo ministério. De acordo com o órgão, o Paraná é o primeiro estado a receber novas doses de vacina. A distribuição será feita de maneira equitativa pela secretaria, que repassará as orientações sobre os grupos que têm prioridade de atendimento.
Na campanha nacional de vacinação contra a gripe o Paraná recebeu 1,825 milhão de doses de vacinas e atendeu 89,91% do público alvo, acima da média nacional que ficou em 80%. Depois disso, Estado já recebeu 276.286 doses adicionais.
A nota ressalta que o ministério vem atuando em conjunto com as secretarias estaduais no monitoramento e controle de casos de gripe e tem atendido às demandas estaduais, que se concentram no Sul do País.
De acordo com o Ministério da Saúde, a melhor estratégia para enfrentamento da doença neste momento é a indicação do antiviral oseltamivir para toda síndrome gripal e há estoque suficiente do medicamento para atender a população.
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Tamiflu sai da lista de remédios controlados e pode ser vendido com receita simples
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O medicamento oseltamivir, de nome comercial Tamiflu, não integra mais a lista de substâncias sujeitas a controle especial. Com isso, pode ser comprado nas farmácias ou retirado em unidades públicas de saúde com apresentação somente de receita médica simples, sem necessidade de retenção de uma via no estabelecimento. O antiviral é usado no tratamento da gripe, inclusive em casos de influenza A (H1N1) – gripe suína.
O Ministério da Saúde informou que a determinação tem como objetivo facilitar o acesso da população ao medicamento por diminuir a burocracia no processo de compra. A orientação é que o tratamento com o remédio seja iniciado o mais rápido possível após o surgimento dos primeiros sintomas, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento no caso de pacientes que apresentem síndrome gripal e façam parte dos grupos vulneráveis à doença – gestantes, crianças pequenas, idosos, obesos e portadores de doenças crônicas.
A expectativa do Ministério da Saúde é que, com a mudança, dimimua a resistência dos médicos em prescrever a medicação, que antes era controlada. Outra possível consequência é o aumento do acesso ao Tamiflu nas unidades de saúde, já que nem todas distribuem medicamentos controlados e agora a distribuição seria facilitada porque este remédio é considerado comum.
Pacientes com síndrome gripal e que não pertencem aos grupos de risco devem receber o medicamento quando manifestarem sintomas graves, como falta de ar ou persistência da febre por mais de três dias. Segundo o ministério, o antiviral deve ser tomado nas primeiras 48 horas após o início da doença para atingir a eficácia máxima.
O Tamiflu é oferecido de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mas, para retirar o remédio, é necessário apresentar prescrição emitida por médicos da rede pública ou privada.
Em 2012, o governo federal enviou às secretarias estaduais de saúde 418,8 mil caixas do remédio – cada uma com dez comprimidos, quantidade suficiente para o tratamento completo. O ministério informou ainda que, na medida em que forem consumidos, novos lotes serão enviados.
Edição: Carolina Pimentel//Matéria ampliada às 19h31 – 11/07/2012 – 16h15
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Sobe para 95 total de mortes por gripe A na Região Sul
Fernando César Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Curitiba – Os governos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul confirmaram hoje (12) a ocorrência de 11 novas mortes de pacientes com o vírus Influenza H1N1. Foram confirmadas mais cinco mortes em Santa Catarina e seis no Rio Grande do Sul.
Com os novos números, sobe para 95 o total de mortes registradas este ano nos três estados da Região Sul – 52 em Santa Catarina, 29 no Rio Grande do Sul e 14 no Paraná, que divulgará o próximo balanço apenas na segunda-feira (16). Em 2012, ultrapassa de 1,4 mil casos confirmados da influenza A (H1N1) – gripe suína na região.
Um balanço atualizado até o último dia 3 pelo Ministério da Saúde aponta 110 mortes provocadas pela doença em todo o Brasil este ano. O número equivale a 5,3% do total de mortes notificadas em 2009, auge da pandemia, quando 2.060 pessoas morreram no país.
Dos casos de morte já contabilizados pelo Ministério da Saúde este ano, 62,7% se concentram na Região Sul. O clima frio do inverno facilita a transmissão do vírus.
O Brasil registrou 27 mortes em 2010 e 113 em 2011. O fim da pandemia foi decretado em agosto de 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O ministério retirou o medicamento antiviral oseltamivir, conhecido pela marca Tamiflu, da lista de substâncias sujeitas a controle especial. O objetivo da medida é facilitar o acesso ao remédio, usado no tratamento da gripe, que passa a ser comercializado nas farmácias com receita médica simples, e não mais em duas vias. O antiviral também está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).
Lavar as mãos várias vezes ao dia, evitar tocar a face com as mãos, proteger a tosse e o espirro com lenço descartável, evitar aglomerações e ambientes fechados são algumas das formas de prevenir a transmissão da doença.
Os médicos de todo o país estão orientados a prescrever o Tamiflu aos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. Para atingir sua eficácia máxima, o antiviral deve ser utilizado nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.
A síndrome gripal se caracteriza pelo surgimento simultâneo de febre, tosse ou dor de garganta, somados à dor de cabeça, dor muscular ou nas articulações.
Edição: Carolina Pimentel
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