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Por 20:41 HSBC • 2 Comments

Ministro do Trabalho recebe denúncia contra banco HSBC

Nesta sexta-feira, 20 de julho, durante o painel sobre emprego na 14ª Conferência Nacional dos Bancários, o presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região, Otávio Dias, entregou nas mãos do ministro do Trabalho Brizola Neto toda a documentação sobre a denúncia contra o banco HSBC divulgada nesta semana.

Otávio Dias relatou ao ministro que 164 bancários do HSBC afastados por doenças do trabalho entre os anos de 1999 e 2002 tiveram suas vidas pessoais vasculhadas pelo banco, que contratou uma empresa para investigar a privacidade destes trabalhadores. “O documento que entregamos em suas mãos é muito triste. Demonstra os piores tipos de violância praticados contra os trabalhadores”, reforçou Otávio Dias.

“Peço ao Ministério do Trabalho que nos ajude a punir exemplarmente esse banco que não merece nosso respeito e que leve essa denúncia à Presidente Dilma”, disse Otávio, que relatou ao ministro Brizola Neto os métodos utilizados pela empresa de investigação, que chegou a revirar o lixo e seguir seus funcionários em compromissos pessoais.

Comprometimento – O ministro Brizola Neto disse que o ministério vai apurar essa denúncia e se comprometeu a encaminhar os fatos para a presidente Dilma. Também garantiu que se as denúncias forem comprovadas vai atuar para que o banco HSBC seja exemplarmente punido. “Também vamos chamar o HSBC para um diálogo social, para deixar claro que o Ministério do Trabalho tem o compromisso com o elo mais fraco das relações de trabalho, que são os trabalhadores”, confirmou Brizola Neto na presença de mais de 600 bancários presentes na Conferência.

Saiba mais: Denúncia: HSBC ultrapassa todos os limites

Por: Paula Padilha

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Ministério Público recebe denúncia de sindicalistas e investiga se HSBC espionou bancários em licença médica

Fernando César Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Curitiba – O Ministério Público do Trabalho (MPT) investiga há um ano o banco HSBC por acusação de espionagem ilegal de bancários em licença médica. A informação foi revelada hoje (18) por dirigentes sindicais da categoria, durante entrevista coletiva realizada em Curitiba. O caso chegou ao conhecimento do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, em junho do ano passado, por meio de uma denúncia anônima. No mês seguinte, a entidade acionou o MPT, que abriu um procedimento de investigação.

“O HSBC contratou uma empresa para saber se os trabalhadores afastados tinham outras atividades fora do banco e, para isso, fez filmagens, fotografias, seguiu as pessoas em supermercados, faculdades, academias, invadindo a privacidade delas e de suas famílias”, afirma o presidente do sindicato, Otávio Dias. “Houve casos de arapongas que se disfarçaram de vendedores ou até mesmo de cabos eleitorais para entrar na casas das pessoas. É assustador.”

De acordo com a denúncia, o HSBC contratou uma empresa privada de investigação para vasculhar a vida privada de pelo menos 164 bancários, entre os anos de 1999 e 2003. A maioria desses trabalhadores estava em licença médica em razão de doenças ocupacionais.

Segundo os sindicalistas, também houve quebra de sigilos bancários, tanto de trabalhadores quanto de seus familiares, inclusive de contas abertas em outros bancos. Eles contam que a espionagem ilegal ocorreu nos estados das regiões Sul e Sudeste. Com sede em Londres, o HSBC tem mais de 800 agências no Brasil.

O procurador do MPT encarregado da investigação, Humberto Mussi, informou que, por enquanto, não dará entrevistas. Por meio da assessoria de imprensa do órgão, o procurador disse que a apuração do caso é complexa e que, por envolver a intimidade dos trabalhadores, também é sigilosa. Ainda segundo Mussi, muitas pessoas já foram ouvidas nos últimos meses e, “em breve”, ele tomará uma decisão a respeito do caso.

As entidades sindicais pretendem fazer a mesma denúncia à Organização Internacional do Trabalho (OIT), ao governo federal e ao Congresso Nacional. Na próxima sexta-feira (20), o ministro do Trabalho, Brizola Neto, participará, em Curitiba, de conferência nacional dos bancários e deve receber em mãos uma reclamação formal sobre o assunto.

“Vamos fazer uma reunião com parlamentares em Brasília e solicitar a realização de audiências públicas sobre toda essa situação”, informou à Agência Brasil o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro. “Pode até ser o caso de uma CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito].”

A empresa contratada pelo HSBC para fazer as investigações, de acordo com os sindicalistas, foi a SPI Agência de Informações Confidenciais, cujo nome fantasia seria Centro de Inteligência Empresarial. A empresa é a mesma que, em 2001, foi acusada de ter efetuado grampos nos telefones celulares de sindicalistas a mando do HSBC. Na época, o banco negou as acusações.

As entidades sindicais argumentam que a atual denúncia formulada ao MPT está embasada em documentos originais que vazaram de dentro do próprio banco. “Tivemos acesso aos relatórios da empresa contratada, a contratos e notas fiscais, além de fotografias e mais de 18 horas de gravações em vídeo”, relata o advogado Nasser Ahmad Allan, assessor jurídico do sindicato. “Trata-se de uma grave violação da intimidade das pessoas.”

A expectativa dos sindicalistas é que o MPT ingresse com uma ação civil pública contra o banco, solicitando indenização por dano moral coletivo. Ações individuais também estão sendo preparadas. “O HSBC extrapolou todos os limites do bom-senso e os trabalhadores foram duplamente penalizados, em primeiro lugar por terem adoecido no trabalho e, depois, por terem sido vigiados 24 horas por dia”, resume Elias Jordão, presidente da Federação dos Trabalhadores no Ramo Financeiro no Estado do Paraná (Fetec).

Procurado pela Agência Brasil, o HSBC não se pronunciou a respeito da denúncia. Por meio de sua assessoria de imprensa, o banco alegou que acusações relativas ao período de 1999 a 2002 estão em trâmite judicial e que, por isso, a instituição não se manifestará.

Edição: Lana Cristina

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Bancários denunciam HSBC por violação de privacidade

Segundo denúncia do Sindicato dos Bancários, o banco mantinha um dossiê com informações detalhadas sobre 164 funcionários afastados por motivo de saúde

18/07/2012 | 17:49 | Patricia Pereira

O banco HSBC está sendo acusado de violar a privacidade de funcionários afastados por motivos de saúde. A denúncia foi apresentada ao Ministério Público do Trabalho (MPT) pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, que afirma existirem dossiês, em posse do HSBC, com informações detalhadas sobre a vida de 164 trabalhadores.

A denúncia se tornou pública nesta quarta-feira (18), durante coletiva de imprensa convocada pelo sindicado, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pela Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Paraná (Fetec-CUT-PR).

Os dossiês conteriam informações de bancários do Paraná, a maioria de Curitiba, e dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Segundo a denúncia, o banco contratou uma empresa especializada em investigação confidencial para verificar se essas pessoas estavam realmente doentes e se tinham outra fonte de renda, para reunir provas caso os bancários entrassem com ação na Justiça contra o HSBC.

Os documentos contariam com 18 horas de gravação, além de fotos, inclusive das lixeiras dos bancários. “A forma como a vida dessas pessoas foi vasculhada é absurda, inclusive mexendo em lixo para ver o tipo de alimentação, de bebidas e medicamentos que elas consumiam”, disse o presidente do sindicato, Otávio Dias, em entrevista por telefone.

As pessoas investigadas tiveram antecedentes criminais levantados e sigilo bancário quebrado, inclusive de outros bancos, para verificação de saldo e tipo de movimentação, segundo a denúncia. Uma pessoa que se passava por vendedor de produtos também teria sido enviada à casa dos trabalhadores afastados para colher mais informações.

O sindicato diz que recebeu uma caixa com 164 dossiês sobre os funcionários afastados, por meio de uma denúncia anônima, em 2011. Em julho do ano passado, os documentos foram encaminhados ao MPT. “Recebemos essa denúncia ano passado, e, tamanha foi a nossa indignação e perplexidade sobre o assunto, que, de imediato, levamos [a denúncia] para que o Ministério Público apurasse os fatos”, disse Dias.

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região afirma que ainda vai apresentar uma denúncia à Organização Nacional do Trabalho (ONT) e vai dar andamento a um processo por dano individual, que vai correr além da ação por danos morais coletivos movida pelo Ministério Público.

De acordo com a assessoria de comunicação da Procuradoria Regional do Trabalho da 9ª Região (PRT-9), foi instaurado um procedimento investigatóriocom base nas denúncias e o caso está sob responsabilidade do procurador do MPT Umberto Mussi de Albuquerque.

Segundo a assessoria, as investigações estão em andamento e “várias testemunhas” já foram ouvidas mas, como o processo corre em sigilo por envolver a intimidade dos trabalhadores, o procurador não pode dar entrevista sobre o caso.

Segundo a assessoria, se comprovada a veracidade das denúncias, o MPT pode propor ao banco um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou pode propor uma ação civil pública da Justiça do Trabalho.

Outro lado

Por meio de nota, o banco HSBC declarou: “Sobre as acusações do Sindicato dos Bancários de Curitiba sobre investigações entre 1999 e 2002 , o HSBC Bank Brasil informa, por meio da assessoria de imprensa, que este caso ainda está em trâmite judicial e que, por esse motivo, prefere não se pronunciar a respeito.”

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1276380&tit=Bancarios-denunciam-HSBC-por-violacao-de-privacidade

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