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Por 21:35 Sem categoria

Greve nos Correios pode ser deflagrada na próxima semana

Direção da empresa mantém postura inflexível nas negociações com proposta irrisória de 3% de reajuste salarial

Escrito por: William Pedreira

Repetindo os mesmos erros do ano passado, quando a postura intransigente e a inabilidade da direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) levaram os trabalhadores dos Correios a uma greve nacional de 28 dias, neste ano o cenário caminha para o mesmo desfecho, com o governo apostando no acirramento do movimento.

A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos), que representa 80 mil de trabalhadores, apresentou à direção da empresa ainda na segunda quinzena de julho a pauta de reivindicações da categoria. Nela, estão incluídos alguns itens como 43,7% de reajuste salarial, fim das terceirizações, contratação imediata de 30 mil trabalhadores, fim da sobrecarga de trabalho, não à privatização dos Correios.

Passados quase dois meses e cinco reuniões, a ECT manteve a proposta irrisória de 3% de reajuste salarial e para todos os outros benefícios, sustentando a postura inflexível no processo negocial. “Até o momento, os Correios não demonstraram interesse em negociar e não apresentaram uma contraposta que contemple todos os anseios da categoria”, informou José Rivaldo da Silva, secretário de Administração e Finanças da Fentect.

Os trabalhadores aguardarão uma contrapoposta até o dia 10 de setembro que, se apresentada, deverá ser avaliada pela categoria em assembleias por todo o Brasil. O dirigente alerta que caso a postura intrasigente da direção dos Correios seja mantida uma greve nacional será deflagrada a partir do dia 11 de setembro.

“Estamos lutando pela manutenção dos Correios público e de qualidade, que só será possível com melhores salários e condições de trabalho. Devemos intensificar a mobilização para que a ECT negocie de verdade o Acordo Coletivo, respeitando as reivindicações da categoria”, declarou Rivaldo.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br

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Trabalhadores dos Correios podem entrar em greve na próxima terça-feira

Fernando César Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Curitiba – Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) realizam na próxima segunda-feira (10) assembleias estaduais para avaliar a proposta de uma greve nacional da categoria por tempo indeterminado.

Se for aprovada pelas assembleias, a paralisação começa na madrugada de terça-feira (11). De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), uma eventual greve irá interromper todos os setores de triagem e distribuição de encomendas e cartas.

“Estamos negociando desde junho e a nossa pauta não foi levada em conta”, disse o secretário-geral do Sintcom-PR, Luiz Antonio de Souza, em entrevista à Agência Brasil. “Se nos próximos dias não houver um contraproposta da empresa que atenda nossas reivindicações, não restará aos trabalhadores outra alternativa senão a greve.”

A diretoria da empresa ofereceu um reajuste salarial de 3%. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) reivindica 43,7%.

A Fentect pede ainda a negociação de R$ 200 de aumento linear, piso salarial de R$ 2,5 mil e vale-refeição de R$ 35 por dia, contratações por concurso público, fim das horas extras e da terceirização são outros itens da pauta de reivindicações. No Paraná, o Sintcom-PR realizará assembleias em Curitiba, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Londrina.

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério das Comunicações informou que não irá se manifestar sobre o assunto. Já a assessoria de imprensa da ECT disse que o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, tiveram ontem (3) uma reunião com dirigentes de quatro sindicatos dissidentes da Fentect.

Os quatro sindicatos, que se desfiliaram da federação, representam os trabalhadores de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Tocantins e de Bauru (SP). Essas entidades reivindicam 5,2% de reposição salarial, 5% de aumento real, reajuste linear de R$ 100 e vale-refeição de R$ 28 por dia.

Duas novas reuniões de negociação estão marcadas para esta quarta-feira (5), uma com os sindicatos dissidentes e outra com a Fentect. O dirigente do Sintcom-PR diz que a estratégia da direção da empresa teria o objetivo de tentar dividir os trabalhadores. “Essa negociação paralela dos Correios com alguns sindicatos não é legítima”, criticou Souza. “Quem negocia em nome da categoria é a Fentect, que reúne 31 dos 35 sindicatos do país.”

Os Correios informaram, por meio de sua assessoria de imprensa, que, desde o começo de julho, a empresa fez 12 reuniões de negociação com a federação. “Neste período, a empresa recebeu solicitação dos sindicatos de São Paulo, do Rio de Janeiro, Tocantins e de Bauru, que se desfiliaram da Fentect, para negociar e aceitou devido à representatividade dessas entidades que, juntas, representam 40 mil dos 120 mil trabalhadores”, declarou em nota.

A direção dos Correios disse ainda que, nos últimos nove anos, a maior parte dos trabalhadores dos Correios teve 138% de reajuste salarial, o que incluiria 35% de aumento real. O salário-base pago pela empresa, que era R$ 395,94 em 2003, e passou para R$ 942,75 em 2011.

Edição: Aécio Amado

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://agenciabrasil.ebc.com.br

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