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Trabalhadores paranaenses apontam demandas específicas do ambiente de trabalho no banco Itaú Unibanco

ORGANIZANDO

Dirigentes sindicais no Itaú no Paraná se reúnem em Curitiba

Os dirigentes sindicais cutistas no Itaú no Paraná levantaram as demandas do Estado a serem discutidas nas negociações específicas com o banco

O Coletivo Estadual dos trabalhadores no banco Itaú Unibanco, formado por representantes dos 10 Sindicatos filiados à FETEC-CUT-PR, se reuniu ontem (16/10), em Curitiba, para organizar a luta junto ao banco para o próximo período.

Participaram da reunião o presidente da FETEC, Elias Jordão, e o vice-presidente da CUT-PR, Márcio Kieller.

Sobre previdência complementar foram dados relatos sobre a situação do Funbep (Fundo de Pensão dos Funcionários do Banestado). Uma das principais reclamações dos participantes deste Fundo é a falta de informações prestadas. Os Sindicatos cobrarão providências do Itaú para que essa situação seja sanada e que o Funbep seja mais transparente, repassando informações aos participantes.

Dentre os problemas apresentados na reunião, destacam-se os seguintes: a cobrança junto aos caixas para que eles obtenham a certificação CPA-10, inclusive com ameaças de demissão; o “Projeto Corredor”, que o banco implementou de forma arbitrária e sem negociação com o movimento sindical, e que tem apresentado uma série de problemas para os funcionários; a precarização de trabalho nas agências, notadamente na área operacional, com uma gritante falta de funcionários; a pressão pelo cumprimento de metas cada vez mais absurdas e que tem levado ao adoecimento físico e mental dos trabalhadores.

Sobre as demissões, os números que o banco Itaú apresenta são alarmantes: em 2010, foram 158 demissões nas bases sindicais da FETEC-CUT-PR; em 2011 o número subiu para 266; até o mês de setembro de 2012 as demissões já somam 280.

“O Itaú, que é o banco que mais lucra neste país, também é o banco que mais demite. As condições de trabalho nas agências são deploráveis; os funcionários são poucos, a sobrecarga de trabalho é enorme e o medo constante de perder o emprego gera um péssimo clima interno”, critica Wanderley Crivellari, presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina e Região e integrante da coordenação nacional da COE Itaú.

Wanderley afirma que a péssima gestão de pessoas, principalmente na área operacional do Itaú, é inaceitável. “Iremos combater estas práticas do banco com muita mobilização”, acrescenta.

Juntam-se a estes assuntos todas as outras demandas nacionais, como, por exemplo, a discussão dos programas próprios (AGIR), o plano de saúde e a PCR (Participação Complementar nos Resultados), entre outras.

Notícia colhida no sítio www.vidabancaria.com.br

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