DEZ AGÊNCIAS ONDE FUNCIONA O PROJETO CORREDOR FICAM FECHADAS NESTA QUARTA, 05
Bancários de todo Brasil realizam nesta quarta-feira, 05 de dezembro, um Dia de Lutas contra o Projeto Corredor do Itaú Unibanco, que amplia o horário de atendimento de agências, que passam a funcionar das 9h às 19h. Em Curitiba e região, estão fechadas todas as dez agências em que o Projeto funciona. São as agências: Rua das Flores, XV de Novembro, Paraná, Santo Amaro, Hauer, Carmo, duas agências na Av. República Argentina e duas em São José dos Pinhais. As agências devem permanecer fechadas até o fim do dia.
Apesar da aparente comodidade para clientes e usuários, o projeto gera impacto direto na jornada dos bancários, que ficam sobrecarregados e expostos à insegurança. O banco implementou o projeto de forma unilateral, sem conversa com o movimento sindical. Após alguns protestos dos trabalhadores, o banco prometeu que só ampliaria o projeto após uma reunião com os sindicatos. “Não foi o que aconteceu, antes mesmo desta conversa acontecer, o projeto já havia alcançado 450 agências de todo Brasil. Realizamos este Dia Nacional de Lutas para cobrar que o banco nos atenda em uma negociação séria e pare de desrespeito. Se isso não acontecer, iremos intensificar as mobilizações”, conta Junior Dias, diretor do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região e funcionário do Itaú.
Há anos, os bancários sugerem que o expediente dos bancos seja ampliado, com agências funcionando das 9h às 17h. No entanto, a proposta da categoria inclui a criação de dois turnos de trabalho, o que geraria empregos e novas contratações.
Queremos mais emprego – Somente nos nove primeiros meses de 2012, o Itaú obteve R$ 10,102 bilhões de lucro líquido. Apesar deste resultado, o banco cortou 7.831 postos de trabalho até setembro deste ano. Desta forma, o Itaú aprofundou ainda mais o processo de extinção de empregos iniciado em abril de 2011, totalizando, desde então, o fechamento de 13.595 vagas. A redução do emprego aumenta a lucratividade do banco, mas piora a qualidade do atendimento e as condições de trabalho dos bancários.
Queremos mais segurança – Ainda considerando o lucro de R$ 10,102 bilhões, nos primeiros nove meses deste ano, o Itaú investiu apenas R$ 384,7 milhões em segurança e vigilância bancária, o que representa apenas 3,8% da lucratividade. Além disso, com a ampliação do horário de atendimento, o banco obriga vigilantes a fazerem a triagem dos clientes e usuários, devido a falta de funcionários. A insegurança já resultou, inclusive, na retirada de quatro agências do Projeto Corredor (em São Paulo e Brasília).
SEEB Curitiba
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Protestos contra horário estendido no Itaú e demissões no Santander
Crédito: Contraf-CUT, com CUT
Bancários realizam manifestações contra abusos do Itaú e Santander
Os bancários realizam protestos com paralisações nesta quarta-feira (5) em todo Brasil. No Itaú, os trabalhadores promovem um Dia Nacional de Luta contra o horário estendido de atendimento ao público. Já no Santander a mobilização é contra as demissões em massa que atingiram a rede de agências e os centros administrativos em pleno fim de ano, às vésperas do Natal.
Itaú
A implantação do horário estendido feito pelo Itaú em diversas agências no último dia 27 de agosto deste ano tem sobrecarregado os funcionários e causado consequências diretas no emprego, jornada, organização de trabalho e principalmente na qualidade de vida dos trabalhadores, fragilizando a segurança dos bancários e clientes.
Devido à forma unilateral e sem transparência de colocar em prática o projeto, a Contraf-CUT, federações e sindicatos de bancários de todo país realizam um Dia Nacional de Luta, como forma de pressionar o Itaú para que reveja esse horário diferenciado e discuta com os trabalhadores um novo modo de organizar o atendimento. Uma edição especial do jornal Itaunido, elaborado pela Contraf-CUT, está sendo distribuída aos funcionários e clientes do banco.
> Clique aqui para ler o jornal Itaunido.
“Não somos contra a ampliação do horário de atendimento das agências. Temos uma reivindicação antiga para ampliar o horário das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho e mais contratações de bancários, a fim de atender melhor os clientes e a população. Essa proposta está com a Fenaban há muitos anos. Por que não começamos a discussão a partir daí?”, questiona Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
Com o horário estendido, as agências localizadas nos shoppings passaram a abrir das 12h às 20h. Nos corredores, as agências têm agora quatro horários diferentes: 8h às 16h, 9h às 16h, 11h às 18h e 11h às 19h. Hoje são 450 agências que esticaram o expediente ao público. O objetivo do banco é chegar a 1.500 agências com horários ampliados em todo o país.
O Itaú argumenta que o projeto visa atender os clientes do banco que desejam realizar operações de negócios. Desta forma, essas agências ampliaram em duas horas diárias o atendimento para transações e destinaram outras cinco horas diárias ininterruptas para atendimento ao público, conforme exigido pela norma do Banco Central.
Para Jair Alves, diretor da Fetec-SP e um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, o programa está acarretando inúmeros prejuízos aos bancários em todo o país. “As informações recebidas dos sindicatos é que diversas agências não possuem o movimento de clientes que o banco afirma ter. Além disso, a medida sequer amplia o número de contratações, e os bancários estão sendo obrigados a trabalhar no limite”, denuncia.
Santander
Os bancários protestam contra as demissões em massa. A onda de dispensas foi deflagrada na semana passada com o desligamento de 40 funcionários na Torre Santander e disparou na segunda-feira (3) com cerca de mil demissões e que podem chegar a 5 mil até sexta-feira (7), segundo informações extraoficiais.
A luta das entidades sindicais é pela reintegração de todos os funcionários desligados e a manutenção dos empregos. A Contraf-CUT já cobrou uma negociação com o banco, mas até o momento não obteve retorno.
“Solicitamos uma negociação com o Santander para discutir a suspensão imediata das dispensas e a manutenção dos empregos dos trabalhadores”, destaca Ademir Wiederkehr, funcionário do banco e secretário de imprensa da Contraf-CUT.
A denúncia dos bancários repercutiu na imprensa. O Santander disse que “os números não correspondem à realidade” e alegou que “está procedendo um ajuste em sua estrutura de forma a adequá-la ao contexto competitivo da indústria”.
Não há motivos para cortar empregos. “O banco não demite na Espanha onde há crise, nem em outros países da América Latina. Não aceitamos que dispensem os funcionários daqui”, afirma Maria Rosani, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.
“Ao invés de promover um Natal de demissões em massa, o Santander deveria fazer contratações, acabar com a rotatividade, melhorar as condições de trabalho e apostar no crescimento do país. Por isso, exigimos a reintegração dos desligados e a manutenção dos empregos dos trabalhadores”, conclui Ademir.
Fonte: Contraf-CUT