Assaltos e sequestros assustam bancários
Cinco sequestros de bancários em 2013 assustam região de Niterói
A onda de violência que assola Niterói e municípios vizinhos no interior do Rio de Janeiro atinge também os bancários. Os sequestros são frequentes e, somente neste ano, foram cinco, sendo quatro no Itaú e um no Bradesco, segundo informações do Sindicato dos Bancários de Niterói e Região.
Em quatro dos casos, a suspeita é de que a mesma quadrilha tenha praticado os crimes. O grupo foi preso quando ainda mantinha em cativeiro os reféns do penúltimo sequestro. A polícia já suspeitava de que a tesoureira de uma agência do Itaú no centro de Niterói seria a próxima vítima.
A bancária foi rendida e seus pais foram levados a um cativeiro em local ignorado. Quando a trabalhadora chegou à agência pela manhã, o superintendente e os policiais já a aguardavam. O roubo não se consumou e a quadrilha acabou presa naquele mesmo dia. Os reféns foram liberados mais tarde.
A trabalhadora e seus pais estão muito abalados, mas o banco não emitiu CAT. “O médico do ambulatório do Itaú que atendeu a tesoureira alegou que não houve agressão e, portanto, não há motivo para emissão do documento. Ele queria que ela tivesse levado uma coronhada, um tiro, para, então, emitir a CAT?”, questiona Simone Torres, diretora do Sindicato. O banco registrou o Boletim de Ocorrência da tentativa de assalto junto à Delegacia de Roubos e Furtos, mas não fez o registro do sequestro.
O tesoureiro de outra agência do Itaú, também no centro de Niterói – que já havia sido sequestrado em outra ocasião – chegava em casa com a esposa, mas percebeu a presença dos bandidos e os dois escaparam. Mas seus familiares – todos moravam em residências construídas no mesmo terreno – sofreram nas mãos dos sequestradores.
“Além do terror psicológico imposto a toda a família, os assaltantes saquearam a casa do cunhado do bancário. O banco ignorou os prejuízos financeiros sofridos pela família e o Sindicato já está acionando judicialmente o Itaú para obter ressarcimento dos prejuízos. Toda a família está muito abalada”, relata a sindicalista. Novamente, o banco não emitiu CAT, embora as sequelas psicológicas sejam visíveis.
Um funcionário do Itaú Personalité e seus familiares também viveram drama semelhante. A esposa e os dois filhos do bancário foram levados a um local desconhecido e o trabalhador teve que ir ao local de trabalho. O assalto foi frustrado e os reféns foram soltos numa rodovia, a muitos quilômetros de distância. Não houve emissão de CAT.
Mas com dois funcionários do Bradesco em São Gonçalo a situação foi ainda pior, porque houve outras consequências. O tesoureiro da agência costumava dar carona diariamente à gerente operacional, que já tinha 30 anos de banco.
Os dois foram sequestrados e os bandidos acabaram levando R$ 600 mil da agência. Algum tempo depois do sequestro, ambos foram demitidos, uma prática comum no banco.
A última ocorrência foi em Cabo Frio, na chamada região dos Lagos, na última sexta-feira, dia 6. O marido e o filho da gerente comercial de uma agência do Itaú foram mantidos em poder dos bandidos.
Vítimas em silêncio
Os dirigentes sindicais sabem que os sequestros são provocados pelas falhas na segurança bancária e pela prática amplamente difundida do tesoureiro ter a senha do cofre e levar para casa a chave da agência. Os sindicalistas reivindicam há muitos anos que toda esta operação de abertura de unidades e cofres seja feita por funcionários de empresas de segurança, mas os bancos nunca concordaram.
Os assaltantes só precisam observar o movimento das agências e a rotina dos funcionários para identificar quem devem sequestrar. “E quando acontece um assalto e o sindicato vai até o local dar assistência aos bancários, o banco ainda reclama, diz que não precisamos fazer nada, que eles já estão fazendo tudo que é preciso”, destaca Waldemiro Baptista da Silva, diretor do Sindicato.
Embora o número de sequestros – e crimes contra bancos em geral – esteja aumentando na região, o Sindicato tem encontrado dificuldades em monitorar os problemas de segurança bancária em sua base territorial.
Os bancos – principalmente o Itaú – têm orientado os funcionários a não informarem à entidade sobre os assaltos e arrombamentos, consumados ou não, saidinhas, sequestros e demais ocorrências envolvendo agências e PABs.
“Muitas vezes ficamos sabendo através de bancários de outras agências que nos ligam para informar, ou até pela imprensa. O banco não quer que o sindicato se meta, porque exigimos que todos os procedimentos sejam cumpridos e isso eles não querem fazer”, critica Waldemiro.
Fonte: Contraf-CUT com Fetraf-RJ/ES e Seeb Niterói
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Bandidos espalham terror e assaltam BB, Bradesco, Sicredi e Correios em MT
Cerca de oito homens armados invadiram no final da manhã da segunda-feira 9, as agências bancárias do Banco do Brasil e Sicredi. Em seguida, entraram na agência do Bradesco, em Vila Rica, no extremo Nordeste de Mato Grosso. Fortemente armados, também assaltaram a agência do Correios. Eles usaram duas camionetes numa ação denominada como “Novo Cangaço”, que consiste em aterrorizar a população.
O assalto começou por volta das 10h30 – horário de Cuiabá. Tiros foram disparados para o alto várias vezes, no intuito de amedrontar população e a Polícia. As duas caminhonetes – uma Hilux e uma L200 – estariam cheias de reféns, segundo as primeiras informações.
Os bandidos ainda usaram um terceiro veículo, um Ford Fiesta, que estaria dando suporte a operação. Marcas de tiros ficaram espalhadas em comércios e casas do centro de Vila Rica. Moradores relataram o medo vivido nesta manhã de horror na cidade.
O prédio da Prefeitura também foi atingido por balas disparadas pelos criminosos. Os bandidos fugiram da cidade levando os reféns e disparando tiros. Segundo informações os criminosos seguiram sentido o município de Santa Terezinha.
De acordo com a Rádio Eldorado FM, os os ladrões deixaram cerca de 20 reféns no “Trevo do Cupim”, encruzilhada que fica a 15 km de Vila Rica sentido Santa Terezinha-MT. E seguiram sentido Pará.
Segundo um funcionário da Cooperativa de Crédito Sicredi, os assaltantes adentraram o banco para fazer o assalto, mas não conseguiram levar o dinheiro porque o cofre não abriu. A Policia Militar informou que o Bope de Cuiabá já está a caminho de Vila Rica de helicóptero.
Vila Rica
Vila Rica localiza-se ao nordeste do Mato Grosso, na triplice fronteira com os estados do Pará e do Tocantins. A principal fonte de renda do município é a pecuária, o município atualmente é a a 5° maior cidade em rebanho bovino do estado e a 17° maior do país. Destaca-se por ser umas das localidades do Baixo Araguaia que mais cresceu nos últimos anos.
Fonte: Edição MS
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Assalto à agência do Bradesco aumenta insegurança na Paraíba
Uma agência do Bradesco, localizada no localizada no “Retão” do bairro de Manaíra, em João Pessoa, foi atacada por cinco homens armados na tarde de segunda-feira (9). Munidos de revólveres e pistolas, os bandidos renderam os vigilantes da agência e assaltaram o estabelecimento.
Segundo o Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), os cinco homens chegaram à agência, todos armados, mas apenas dois deles entraram no local. Após passar pela porta giratória, eles renderam os vigilantes, tomaram seus coletes à prova de bala e anunciaram o assalto. A agência estava lotada. Além de levar dinheiro do banco, os bandidos também levaram celulares de alguns clientes que aguardavam atendimento.
Depois de pegar o dinheiro, os assaltantes fugiram em um veículo que já os aguardava em frente à agência. Na fuga, tomaram por assalto um carro na altura do viaduto do Cristo Redentor e trocaram de veículo, despistando assim a polícia. Em seguida, continuaram a fuga em direção ao município de Santa Rita.
Mais insegurança
O Sindicato dos Bancários da Paraíba divulgou uma nota lamentando o ocorrido e ressaltando que a quantidade de assaltos a bancos registrados em 2013 no Estado preocupa a categoria, que se sente insegura. Já foram contabilizados 101 ações criminosas este ano no Estado, sendo que essa foi a quarta investida este mês.
Entre as ocorrências há 15 assaltos, 29 arrombamentos, 13 tentativas de assalto ou arrombamento, 36 explosões de caixas eletrônicos e oito “saidinhas de banco”.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb Paraíba e NE10
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Funcionário de Oscip perde R$ 820 mil em “saidinha de banco” em BH
Marcelo Portela
O Estado de S.Paulo
O Instituto Mundial de Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC) já era investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais e pela Procuradoria-Geral da República no Estado por suspeita de uma série de irregularidades.
Pouco antes das eleições de 2010, um funcionário da Oscip foi vítima da maior “saidinha de banco” já registrada pela polícia mineira. Em setembro daquele ano, o funcionário foi roubado na saída de uma agência bancária após sacar R$ 820 mil em dinheiro.
O Ministério Público suspeita que os recursos seriam usados para irrigar campanhas eleitorais. Segundo a PF, “nenhuma pessoa detentora de prerrogativa de função foi investigada” na Operação Esopo.
O presidente do IMDC, Deivson Oliveira Vidal, possui patrimônio que inclui mansão no condomínio Alphaville, na região metropolitana de Belo Horizonte – onde foram apreendidos carros de luxo, joias, R$ 80 mil em dinheiro e um helicóptero.
Fonte: O Estado de S.Paulo
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Quadrilha assalta três agências e Correios e faz reféns em Vila Rica
Uma quadrilha fortemente armada e encapuzada assaltou ao mesmo tempo três agências bancárias e uma dos Correios no município de Vila Rica (1.259 km a nordeste de Cuiabá), na manhã de segunda-feira (9). Os assaltantes fugiram em direção a Santana do Araguaia, extremo sul do do Pará.
As informações sobre o número de integrantes do bando são desencontradas. A Polícia Civil informou serem vinte bandidos. A PM falou em oito.
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, os criminosos estavam armados com fuzis de uso restrito das Forças Armadas. Eles invadiram uma agência do Banco do Brasil, uma do Bradesco, a cooperativa de crédito Sicred, além da agência dos Correios.
Conforme informações de moradores, apenas no Sicred a ação não teve êxito, pois o cofre não abriu. A ação demorou menos de uma hora. Durante os assaltos, os bandidos dispararam diversos tiros para o alto na intenção de intimidar a população. Duas pessoas tiveram ferimentos leves com estilhaços.
Os assaltantes renderam clientes e funcionários e os utilizaram como reféns durante a fuga. Eles fugiram a bordo de ao menos três caminhonetes, sendo duas Chevrolet S-10 e duas Mitsubish L-200, e um VW Crossfox.
A 15 quilômetros da cidade, eles soltaram parte dos reféns e incendiaram dois veículos, uma caminhonete e um carro de passeio, em cima da ponte que dá acesso ao município de Santa Terezinha (1.312 km a nordeste de Cuiabá), na rodovia MT-431
A assessoria da Polícia Militar de Mato Grosso informou que um grupo de 10 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) de Cuiabá foi enviado para a região para ajudar na perseguição. Um helicóptero também foi enviado para o local.
Equipes de policiais civis da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da Companhia de Operações Aéreas (CIO Paer) também foram deslocadas para a região.
Segundo informações não-oficiais, a quadrilha fugiu em direção ao Estado do Pará e já teria atravessado o rio, na região conhecida como “Tio Patinhas”, perto de Santana do Araguaia, no extremo sul do Pará. O último ataque do tipo chamado de “Novo Cangaço” foi realizado no final do ano passado, no município de Comodoro (644 km a oeste de Cuiabá).
Fonte: Diário de Cuiabá
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Vídeo mostra ação de assaltantes em ‘saidinhas de banco’ em Rio Preto
Um crime que está cada vez mais comum na região noroeste paulista é a conhecida “saidinha de banco”. Só no primeiro semestre deste ano, 30 pessoas morreram dentro e fora das agências bancárias de todo o país, vítimas dos assaltantes.
Imagens obtidas com exclusividade pelo Tem Notícias mostram a ação de bandidos em instituições financeiras de São José do Rio Preto (SP). Elas mostram uma agência, que fica no centro da cidade. A vítima entra no banco e segue direto para o caixa. Em seguida, um dos integrantes da quadrilha passa pela porta giratória e começa a observar a movimentação dos clientes dentro do banco, sem levantar suspeitas. Ele anda pelo local e não utiliza de nenhum dos serviços prestados pela agência.
> Clique aqui para ver a reportagem.
As imagens mostram quando o homem chega perto dos caixas. O cliente saca o dinheiro, passa ao lado do assaltante e sai do banco sem saber que estava sendo seguido. O assaltante usa o celular ainda dentro da agência e avisa os comparsas que esperam do lado de fora. Dez minutos depois a vítima é rendida numa rua que fica a um quarteirão do banco. Sob a mira de um revolver, é obrigada a entregar cerca de R$15 mil.
Outra imagem mostra o momento em que os clientes são rendidos no estacionamento que fica ao lado de uma agência bancária. Segundo investigações da Polícia Civil, os homens pertencem a uma quadrilha que age na região. A ação dos bandidos é rápida armados, eles obrigam a vítima a entregar o dinheiro que havia acabado de sacar no banco.
Uma lei estadual foi criada em 2011 para tentar coibir esses crimes que ficaram conhecidos como “saidinha de banco”. As agências teriam que instalar divisórias para dar mais segurança a quem utiliza esse tipo de serviço. Os bancos estariam sujeitos a multas de quase R$ 9 mil, em caso de descumprimento. Mas, essa ela ainda não saiu do papel. Segundo a assessoria do governo do Estado, a lei está à espera de regulamentação para entrar em vigor.
Em Rio Preto, a lei municipal que determina a instalação de divisórias entre os caixas e também de espaço reservado para as filas de clientes que aguardam o atendimento, existe desde 2010. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, já foram aplicadas quase 800 multas e o valor chega a quase R$ 5 milhões.
Com uma câmera escondida, o produtor do Tem Notícias entrou em vários bancos que deveriam ter instalado estes dispositivos de segurança conforme determina a lei. Em algumas agências, a situação é mais complicada. Em uma delas, a porta giratória não existe e qualquer um consegue entrar com todo tipo de objeto. Em outra, o produtor fica tão perto do caixa que é possível ver o dinheiro na mão da cliente que acabou de sacar. No local, adivisória foi instalada, mas o vidro não impede que outras pessoas vejam o que se faz na boca do caixa.
De acordo com uma pesquisa divulgada recentemente pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, no primeiro semestre deste ano, 30 pessoas morreram em assaltos dentro e fora dos bancos, 14 só no estado de São Paulo, um aumento de 11,1% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), informou que o investimento em segurança nas agências de todo o país, ultrapassou R$ 8 bilhões nos últimos anos. Sobre a legislação, a Federação informou que segue uma lei federal que obriga todos os bancos a ter um plano, aprovado pela Polícia Federal e que os prédios contam com equipamentos e equipes de vigilância para aumentar a segurança dos clientes.
A Febraban disse ainda que atua em parceria com as polícias para a elaboração de ações de combate à criminalidade. Para a polícia, é preciso redobrar os cuidados e evitar a retirada de grandes quantias em dinheiro.
Fonte: G1 Rio Preto e Araçatuba
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Bancários param agência do Bradesco após tentativa de assalto em Salvador
Crédito: Seeb Bahia
Bancários cobram atendimento às vítimas e mais investimentos em prevenção
Os funcionários do Bradesco localizado no Cabula, em Salvador, pararam as atividades na última sexta-feira (6) após uma tentativa de assalto ocorrida na quinta (5). Cerca de seis homens fortemente armados tentaram assaltar o banco. Durante perseguição feita por policiais militares, um PM foi atingido por tiro, sendo protegido pelo colete.
Além do pânico ao presenciar uma ação violenta, com trocas de tiros, armas apontadas para cabeça, pertences roubados, os bancários ainda teriam de prestar atendimento normalmente um dia depois da ocorrência. A agência só fechou graças à atuação dos diretores do Sindicato dos Bancários da Bahia, que foram ao local para impedir a abertura.
“Queremos garantir que os bancários tenham atendimento psicológico adequado. Se não cuidarmos da saúde agora, no futuro, muitos podem desenvolver doenças relacionadas à ação, como síndrome do pânico e depressão”, alerta o diretor de Saúde do Sindicato, Reinaldo Martins.
O medo e a sensação de insegura dominam entre os trabalhadores. “Não sei o que fazer agora com a insegurança”, desabafa um dos bancários. Há tempo, o Sindicato cobra dos bancos investimento efetivo em segurança para coibir os ataques. Até o momento, foram registrados 133 casos na Bahia.
Para piorar, quando não há danos à estrutura física, a maioria das agências abre normalmente logo depois dos ataques. Em alguns casos, além de obrigar o retorno imediato às atividades, o banco ainda se recusa a emitir a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), deixando o empregado mais vulnerável.
Assalto frustrado
Os criminosos quebraram os vidros da agência, que fica na Avenida Silveira Martins, e renderam dois vigilantes. O assalto foi frustrado devido à ação dos policiais militares. O PM atingido foi socorrido para o Hospital Roberto Santos para avaliação e liberado em seguida.
Segundo informações da polícia, durante rondas de radio patrulhamento no bairro, a PM percebeu a ação criminosa contra o banco e trocou tiros com os bandidos, conseguindo atingir um deles.
Ainda assim, os assaltantes conseguiram fugir levando as armas dos vigilantes. Um dos veículos utilizados na fuga, um Siena verde, foi localizado em Água de Meninos, na Cidade Baixa.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb Bahia e G1
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Vigilante do Sicredi é sequestrado e família vira refém em Morro Reuter
Uma agência da Sicredi em Morro Reuter, no interior do Rio Grande do Sul, foi assaltada nesta sexta-feira, dia 6, por volta das 8h40. O 32º Batalhão da Brigada Militar, que mobilizou reforços para a guarnição de Morro Reuter atender à ocorrência, relatou que cinco homens armados com fuzis e pistolas renderam um vigilante da agência, sua mulher e a filha dentro da casa da família às 20h de quinta-feira, dia 5, para terem acesso ao cofre na manhã desta sexta.
Testemunhas viram o vigilante chegando ao banco acompanhado de dois estranhos e acionaram a BM local. Durante a ação, os bandidos amarraram o segurança e funcionários que chegaram à agência.
Eles fugiram em um Focus prata com uma quantia não revelada retirada de um dos caixas e do cofre. Os familiares do vigilante foram liberados no interior do município por volta das 9h45. O 32º BPM faz buscas pela região.
Fonte: Contraf-CUT com Fetrafi-RS e ZH
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Três gerentes do BB são sequestrados e familiares viram reféns em Lages
Depois das quase 15 horas de confinamento em um cativeiro no Centro de Lages, os 10 reféns da tentativa de assalto à agência do Banco do Brasil – entre eles, quatro crianças – passaram o dia acolhidos na sede da Divisão de Investigação Criminal (DIC). Precisavam contar detalhes do que tinham passado e ajudar a polícia a entender a teia de ação do sequestro que terminou com troca de tiros e dois presos. Mais do que isso: precisavam receber apoio profissional de psicólogos, que foram cedidos pelo próprio Banco do Brasil.
As famílias dos três gerentes foram abordadas em casa por volta de 21h no domingo, dia 1º de setembro. Os sequestradores se dividiram em três grupos.
Um deles adentrou no apartamento da primeira gerente, no Bairro Sagrado Coração de Jesus, e manteve ela, os dois filhos, a mãe, a irmã e o namorado dela sob a mira de revólveres. Enquanto isso, o outro bando invadia a casa de outro gerente, no Bairro Coral, obrigando ele, a mulher e uma filha a entrarem no próprio carro e seguir em direção ao apartamento da primeira refém. O último dos gerentes também foi rendido em casa, no Centro, e levado com a família – a mulher e dois filhos – para o mesmo apartamento. O carro da família também foi usado.
Chegando lá, reuniram os 10 familiares, os amarraram com lençóis e elástico e abandonaram os carros – uma Tucson, um Peugeot 207 e um Peugeot 208. Os três gerentes, porém, foram levados para a casa de outro deles. A intenção era esperar amanhecer para usá-los para abrir o cofre da agência bancária – já que a senha só é ativada com a presença dos três.
O plano, no entanto, não deu certo. Às 9h30, quando entraram no estabelecimento, os funcionários perceberam que o único dinheiro da agência estava nos caixas – e não no cofre – frustrando os bandidos. Foi quando a polícia soube do caso.
Sozinhos no apartamento de uma das gerentes, os 10 familiares aproveitavam para tentar se desvencilhar dos lençóis. Enquanto isso, uma viatura da Polícia Militar seguia em direção às casas das vítimas para averiguar a situação e preparar a perícia. Era cerca de 11h30min quando os agentes foram surpreendidos pelos reféns abrindo a janela do apartamento para pedir socorro. Acabava ali o sofrimento do grupo, 15 horas depois.
ENTREVISTA – Vítima do sequestro
“Eles eram bem profissionais”
As vítimas ficaram na sede da Divisão de Investigação Criminal de Lages até o fim da tarde de segunda-feira para depoimento. Falaram com agentes e psicólogos, já que alguns estavam sob estresse.
Não quiseram falar com a imprensa, mas, ao serem liberados, o namorado da irmã da gerente do banco falou por cinco minutos com o DC. O nome dele não foi revelado porque a procura pelos sequestradores continua.
Diário Catarinense – Como foram as quase 15 horas no cativeiro?
Vítima do sequestro – Estávamos em casa quando eles chegaram. Ficamos presos lá até as 11h30min do dia seguinte. No momento em que estavam com a gente, não nos sentimos realmente ameaçados. Eles não nos deixaram em pânico. Fomos tratados até com certa cordialidade.
Diário Catarinense – Teve alguma violência?
Vítima do sequestro – Não. Foi só a violência psicológica mesmo. Pareciam estar acostumados com esse tipo de situação. Eles eram bem profissionais.
Fonte: Diário Catarinense