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Bancário, denuncie as ameaças do Banco do Brasil no pós-greve

Mais uma vez o método da diretoria do Banco do Brasil para lidar com o pós-greve são as ameaças. Insinuam, novamente, como fizeram ano passado, que aqueles que não compensarem as horas de greve serão punidos em processos disciplinares.

 

A ameaça é tudo que sobrou para esse conselho diretor, que ainda está ressentido por não ter emplacado a proposta de compensação de duas horas diárias por 180 dias na mesa da Fenaban. Estão desmoralizados e agora querem adotar a prática do terror para afirmar uma autoridade perdida junto aos trabalhadores.

 

A debilidade desta diretoria do banco é tão evidente que, para criar um constrangimento aos trabalhadores que fizeram a greve, enviam uma carta parabenizando quem furou a greve num dia e no outro, antes mesmo dos funcionários iniciarem a compensação, já ameaçam com punições exemplares.

 

Importante frisar que a cláusula 57 prevê a compensação até o dia 15 de dezembro, limitada a 1 (uma) hora diária. Para um escriturário que fez todos os dias de greve, totalizando 102 horas, ou para um comissionado de 8 horas, que acumulam 136 horas, poderão compensar, no máximo, 36 horas. Todo restante será anistiado no dia 16 de dezembro, independente do saldo remanescente.

 

Os sindicatos, evidentemente, orientam que as pessoas façam a reposição das horas. É o que está no acordo. Mas não está no acordo qualquer previsão de punição, cancelamento de férias ou abonos já acordados anteriormente, atraso em posses ou ameaça de qualquer natureza. Certamente, esse não é o caminho para convencer os funcionários a assumirem qualquer compromisso com a reposição das horas. Além do mais, o banco deve considerar as situações extraordinárias de amamentação, horário de filhos na escola, entrada na faculdade, entre outras. Vale o bom senso! E é justamente isso que falta a diretoria do banco.

 

Os funcionários não devem assinar nenhum documento sobre “horas a compensar”, pois o acordo já foi assinado pelo sindicato e aprovado coletivamente em assembleia. Você pode se recusar a assinar e os gestores devem pegar testemunhas para dar ciência. Que façam desta forma!

 

Ao invés desta postura, a diretoria do BB deveria primar pelo diálogo e pelo respeito irrestrito aos funcionários que exerceram seu direito de greve.

 

Para os gestores, lembrem-se que foram os grevistas que garantiram mais um ano de ganho real no seu salário. Se o conselho diretor do banco vai adotar, mais uma vez, a estratégia do chicote, você pode adotar a postura do diálogo.

 

Para os funcionários que fizeram greve, parabéns. Vocês são o exemplo de cidadania para todos os demais colegas. Não se deixem intimidar. Se houver assédio ou ameaça, grave em seu celular e denuncie ao sindicato.

 

Temos uma ação judicial contra o banco, que prevê uma multa milionária para a empresa, que pode ser imputada contra o CPF do administrador, se houver qualquer intimidação ao direito de greve.

 

Tolerância zero para as práticas autoritárias da direção do BB. Nos ajudem a defender o seu direito de greve! Denuncie!

Por: André Machado
Representante do Paraná na Comissão de Empresa do Banco do Brasil e diretor da Secretaria de Imprensa e Comunicação do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região

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Bancários do BB protestam contra retaliação a grevistas

Os funcionários de duas das principais concentrações do Banco do Brasil, os complexos São João e Cenop Imobiliário, paralisaram suas atividades até as 12h desta quinta-feira 24. A manifestação organizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo é uma resposta à retaliação da direção da instituição financeira contra os empregados que aderiram à greve da categoria.

 

Entre as medidas do banco, está a imposição de que os bancários assinem termos pessoais sobre compensação dos dias da greve, o que não está previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

 

Por esse acordo, a compensação deve ser “limitada a uma hora diária”, de segunda a sexta, até 15 de dezembro.

 

“O banco está nos obrigando a fazer uma hora a mais por dia. Porém, o que foi acordado é que faremos até uma hora e não obrigatoriamente uma hora cheia. Eles têm cobrado a compensação mesmo antes de termos assinado o acordo aditivo. Quem não faz essa uma hora de compensação, tem o nome inserido em uma observação no ponto eletrônico”, afirma um funcionário.

 

Muitos que fizeram a greve tiveram férias reprogramadas, de forma arbitrária. Há relatos de bancários que perderam até R$ 3 mil em passagens já compradas. “Fui comunicado que minhas férias, que teriam início no final deste mês, foram reagendadas para o início do ano que vem. Disseram que era uma orientação geral e não deram mais explicações”, diz outro trabalhador.

 

O Sindicato exige que a direção do BB retire essa determinação e respeite os direitos dos bancários. A entidade orienta ainda que os funcionários não assinem o termo de compensação.

 

Protesto – Em frente ao Complexo São João, cerca de 2 mil funcionários se reuniram em um ato às 10h. Os dirigentes sindicais fizeram intervenções sobre a arbitrariedade do banco e foram aplaudidos pelos que estavam no local.

 

A secretária-geral do Sindicato, Raquel Kacelnikas, ressaltou o caráter solidário da mobilização. “O espírito que está presente aqui hoje é o da solidariedade. A participação de todos aqui em nada tem a ver com questões salariais, financeiras. Tem a ver com respeito. Na nossa convenção coletiva não está previsto que temos que apanhar da diretoria do banco”, pontuou.

 

O secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, William Mendes, reforçou que o movimento sindical lutará até que essas retaliações sejam revistas. “Esse é o primeiro de uma série de atos que vamos promover. Até 15 de dezembro estaremos lutando para derrubar essas medidas punitivas promovidas pela direção do banco. A greve acabou, mas os dirigentes do banco insistem no conflito”, concluiu.

 

Contraf-CUT e SEEB SP

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