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Pesquisa Atlas/Bloomberg: Vazamento de áudios derruba Flávio Bolsonaro e amplia vantagem de Lula no segundo turno

A nova pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (19), aponta uma mudança expressiva na corrida presidencial após o escândalo político envolvendo o vazamento de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na pesquisa Atlas divulgada em 25 de março de 2026, a disputa entre Lula e Flávio era acirrada. O petista aparecia com 46,6% de intenção de voto no segundo turno, enquanto Flávio aparecia com 1 ponto a mais, registrando 47,6%. Agora, a roda virou. Lula subiu. Flávio desceu. Entre os dois? Um espaço de 7 pontos de distância. Leia em TVT News.

episódio das mensagens divulgadas pelo The Intercept, em que Flávio pedia R$ 134 milhões de reais emprestados para Vorcaro, gerou um forte impacto negativo nas intenções de voto do parlamentar do PL, que vinha registrando trajetórias de crescimento e estabilidade em levantamentos anteriores. Com a queda do pré-candidato da direita, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expandiu sua vantagem nas simulações de segundo turno.

Segundo turno: Lula cresceu 2 pontos, Flávio caiu 6

No comparativo direto entre as duas principais forças políticas, medido no bloco 8 do estudo, a liderança de Lula consolidou-se fora da margem de erro. O atual presidente registra 48,9% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que aparece com 41,8%. Votos brancos, nulos e indecisos somam 9,3%.

O impacto do vazamento fica evidente ao confrontar estes dados com a edição da pesquisa de abril, quando os dois concorrentes apareciam em situação de empate técnico real. Na rodada anterior, o senador do PL liderava numericamente com 47,8% contra 47,5% do petista. A reviravolta contábil indica que Flávio perdeu seis pontos percentuais no confronto direto de segundo turno após a vinda a público das conversas sobre o financiamento do filme “Dark Horse”.

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Intenção de voto para possível Segundo Turno ao longo dos meses – Fonte: Pesquisa Atlas

A conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

O último tópico da pesquisa detalha especificamente como esse acontecimento afetou a percepção pública. Após realizar o levantamento, definindo cenários de primeiro e segundo turno, perfil do eleitor, aprovação/rejeição do governo, a pesquisa mediu o grau de conhecimento e a disposição de voto após o escândalo.

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Dos entrevistados, 95,6% ficaram sabendo do caso do áudio envolvendo o Flávio e o Vorcaro. Para 43,3% das pessoas, os aliados do Bolsonaro são os mais envolvidos com o escândalo do Banco Master, enquanto 32,8% acredita que são os aliados de Lula os mais envolvidos. 16,1% acreditam que os dois estão evolvidos e 7,1% deposita a principal parcela da culpa no Centrão.

Já 51,7% entende que a conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro significa que Flávio teria envolvimento direto com o escândalo do Banco Master. Apenas 33,3% acredita que se trata de uma tentativa legítima de financiamento de uma obra cinematográfica.

Medo de Flávio

A inversão de humor do eleitorado também se refletiu no índice de temor institucional: 47,4% dos entrevistados agora apontam que o maior receio é uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, enquanto 40,5% declaram ter medo da reeleição de Lula. Na amostragem anterior, o medo da continuidade do governo petista era o principal indicador, com 47,3%.

Disputa de primeiro turno reproduz efeitos do desgaste da direita

Os reflexos da crise política envolvendo a denúncia contra o senador redesenharam as intenções de voto para o primeiro turno.

No principal cenário estimulado com a presença dos atuais pré-candidatos, o presidente Lula lidera com 47% das preferências. Flávio Bolsonaro aparece na segunda posição, registrando 34,3%. O resultado indica uma retração significativa para o campo conservador, visto que o parlamentar pontuava 39,7% antes da divulgação dos áudios.

No pelotão seguinte da disputa de possível cenário de primeiro turno, os candidatos remanescentes aparecem distanciados dos dois líderes: Renan Santos (Missão): 6,9%; Romeu Zema (Novo): 5,2%.

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Cenário possível para primeiro turno levantado pela Atlas – Fonte: Atlas

Os votos brancos e nulos contabilizam 1,4%, ao passo que os eleitores que declaram não saber em quem votar somam 1,9%.

E se Michelle for no lugar de Flávio?

A pesquisa realizou ainda simulações alternativas para avaliar o comportamento do eleitorado sem a presença do filho do ex-presidente. Em um cenário onde o campo bolsonarista é representado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a liderança permanece com o atual presidente. Nesse quadro específico, Lula alcança 47,8% das intenções de voto, enquanto Michelle Bolsonaro registra 30,4%. O candidato Renan Santos sobe para 7,5% nessa conjuntura.

Aprovação do governo federal apresenta estabilidade dentro da polarização

A avaliação político-administrativa do governo do presidente Lula apresenta indicadores de estabilidade, mantendo o retrato de um país dividido.

O desempenho pessoal do presidente da República é aprovado por 47,4% dos brasileiros, o que representa uma oscilação positiva de 1,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. Por outro lado, a desaprovação da atuação do chefe do Executivo recuou 1,1 ponto, fixando-se em 51,3%.

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Aprovação do governo Lula – Fonte: Atlas

No que tange à classificação geral da gestão federal, os dados coletados revelam que 42,9% dos entrevistados consideram a administração ótima ou boa.

O índice demonstra uma recuperação frente aos dados de abril. Aqueles que definem o governo como regular somam 8,7% da amostra. A parcela da população que avalia a gestão do Partido dos Trabalhadores de forma negativa, classificando-a como ruim ou péssima, atinge 48,4%, assinalando uma redução de 0,8 ponto percentual na comparação com o relatório passado.

Índices de rejeição das principais lideranças nacionais

O mapeamento da rejeição política constitui outro fator determinante para o entendimento do xadrez eleitoral de 2026. O instituto mensurou o potencial de veto popular aos nomes colocados no debate público, evidenciando o desgaste sofrido pelas figuras ligadas ao escândalo financeiro recente.

A rejeição a Flávio e a membros de sua família apresentou oscilações para cima no rastro do vazamento das mensagens trocadas com Daniel Vorcaro. As taxas de recusa sistemática a uma candidatura do senador dificultam sua capacidade de expansão para além do eleitorado tradicional alinhado à direita.

Lula também preserva índices de rejeição consolidados entre as parcelas que desaprovam a condução da economia e da política social, desenhando um ambiente de alta volatilidade e forte dependência da agenda de notícias para a movimentação das franjas moderadas do eleitorado.

Metodologia da Atlas/Bloomerg

pesquisa Atlas/Bloomberg coletou os dados entre os dias 13 e 18 de maio de 2026. Ao todo, foram realizadas 5.032 entrevistas com cidadãos brasileiros de 16 anos ou mais, cobrindo o território nacional de forma proporcional às variáveis demográficas de sexo, idade, nível de escolaridade, faixa de renda e distribuição geográfica regional.

O método aplicado para a captação das respostas baseia-se na tecnologia Atlas RDR (Recrutamento Digital Aleatório). Os informantes são recrutados de maneira orgânica durante o processo de navegação rotineira na internet, por meio de questionários eletrônicos dispostos em dispositivos como smartphones, computadores e tablets.

A margem de erro padrão do levantamento é de um ponto percentual para mais ou para menos em relação aos resultados globais, com um nível de confiança estatística de 95%. O estudo encontra-se devidamente registrado perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo de identificação BR-06939/2026.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Texto: Emanuela Godoy

Fonte: Ag. Brasil

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