19/09/2003 – 09h38m
Juliana Rangel – Valor Online
RIO – O presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, reclamou hoje de medidas para reestruturação de empresas federalizadas. Atualmente administradas pela Eletrobrás estas companhias (Ceal, Ceam, Manaus Energia, Ceron, Eletroacre) foram preparadas para privatização, mas não chegaram a ser vendidas. Segundo Pinguelli, as empresas não poderão participar do programa de apoio às distribuidoras de energia, que prevê uma linha de financiamento de até R$ 3 bilhões do BNDES. O programa foi anunciado na terça-feira.
– Esse (a exclusão das federalizadas do programa) é um dos problemas que tenho com o Ministério de Minas e Energia – admitiu.
Pinguelli, no entanto, disse compreender o porquê dessas empresas não participarem do pacote, já que a mairoia não consegue se auto-sustentar e teria dificuldade para oferecer garantias financeiras ao banco.
– Mas é preciso medidas que tenham efeitos análogos para as federalizadas porque elas têm dívidas impagáveis, entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões.
De acordo com Pinguelli, a inadimplência é muito alta nessas regiões sendo provocada, inclusive, pela falta de pagamento do próprio governo federal. Atualmente, existe um fundo, o RGR (Reserva Geral de Reversão), cujos recursos deveriam ser usados para capitalizar essas empresas, mas grande parte do dinheiro é usado para subsidiar o consumidor de baixa renda.
Pinguelli reclamou também dos altos preços cobrados pela Petrobras pelo óleo combustível e óleo diesel usados na geração termelétrica.
– Vou reclamar da minha irmã Petrobras, que está vendendo muito caro para nós. Sou o maior comprador unificado de óleo combustível e óleo diesel da empresa.
O presidente da Eletrobrás participa do seminário “O futuro do setor elétrico brasileiro”, organizado pelo Globo e pela Câmara de Comércio Americana, na Bolsa de Valores do Rio.
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Por Mhais• 19 de setembro de 2003• 09:58• Sem categoria
DISTRIBUIDORAS FEDERALIZADAS NÃO TERÃO AJUDA DO BNDES, RECLAMA PINGUELLI
19/09/2003 – 09h38m
Juliana Rangel – Valor Online
RIO – O presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, reclamou hoje de medidas para reestruturação de empresas federalizadas. Atualmente administradas pela Eletrobrás estas companhias (Ceal, Ceam, Manaus Energia, Ceron, Eletroacre) foram preparadas para privatização, mas não chegaram a ser vendidas. Segundo Pinguelli, as empresas não poderão participar do programa de apoio às distribuidoras de energia, que prevê uma linha de financiamento de até R$ 3 bilhões do BNDES. O programa foi anunciado na terça-feira.
– Esse (a exclusão das federalizadas do programa) é um dos problemas que tenho com o Ministério de Minas e Energia – admitiu.
Pinguelli, no entanto, disse compreender o porquê dessas empresas não participarem do pacote, já que a mairoia não consegue se auto-sustentar e teria dificuldade para oferecer garantias financeiras ao banco.
– Mas é preciso medidas que tenham efeitos análogos para as federalizadas porque elas têm dívidas impagáveis, entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões.
De acordo com Pinguelli, a inadimplência é muito alta nessas regiões sendo provocada, inclusive, pela falta de pagamento do próprio governo federal. Atualmente, existe um fundo, o RGR (Reserva Geral de Reversão), cujos recursos deveriam ser usados para capitalizar essas empresas, mas grande parte do dinheiro é usado para subsidiar o consumidor de baixa renda.
Pinguelli reclamou também dos altos preços cobrados pela Petrobras pelo óleo combustível e óleo diesel usados na geração termelétrica.
– Vou reclamar da minha irmã Petrobras, que está vendendo muito caro para nós. Sou o maior comprador unificado de óleo combustível e óleo diesel da empresa.
O presidente da Eletrobrás participa do seminário “O futuro do setor elétrico brasileiro”, organizado pelo Globo e pela Câmara de Comércio Americana, na Bolsa de Valores do Rio.
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