Opresidente Luiz Inácio Lula da Silva faz nesta terça-feira (31) uma reunião ministerial que marca a saída de integrantes do primeiro escalão para a disputa das eleições de 2026. Segundo a própria Revista Fórum, mais de 20 ministros devem deixar o governo até o prazo de desincompatibilização, que termina em 4 de abril.
Nos bastidores do Planalto, a orientação é manter a continuidade administrativa e preencher as vagas, em boa parte dos casos, com secretários-executivos ou nomes já integrados à Esplanada. Veja abaixo quem sai e quem deve assumir:
Ministros que deixam o governo e substitutos já encaminhados
• Geraldo Alckmin, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços: deixa a pasta para disputar a vice-presidência na chapa de Lula. O substituto encaminhado é Márcio Elias Rosa, atual secretário-executivo do ministério.
• Carlos Fávaro, Agricultura e Pecuária: deve sair para disputar uma vaga no Senado. O nome cotado para assumir é André de Paula, atual ministro da Pesca.
• Silvio Costa Filho, Portos e Aeroportos: vai deixar o cargo para concorrer ao Senado. A tendência é que Tomé França, secretário-executivo da pasta, fique no comando.
• Sônia Guajajara, Povos Indígenas: deixará o ministério para disputar vaga na Câmara dos Deputados. O nome mais citado para a sucessão é Eloy Terena, secretário-executivo da pasta.
• Renan Filho, Transportes: sai do governo para disputar o governo de Alagoas. O substituto encaminhado é George Santoro, secretário-executivo do ministério.
• Rui Costa, Casa Civil: deve deixar o Palácio do Planalto para concorrer ao Senado pela Bahia. A sucessora prevista é Miriam Belchior, atual secretária-executiva da Casa Civil.
• Marina Silva, Meio Ambiente e Mudança do Clima: deixará o cargo para tentar uma vaga no Senado. O mais cotado para assumir é João Paulo Capobianco, secretário-executivo da pasta.
• Fernando Haddad, Fazenda: já deixou o ministério para disputar o governo de São Paulo. O cargo foi assumido por Dario Durigan, que era secretário-executivo da pasta.
Trocas ainda em aberto no governo Lula
Outras mudanças seguem em negociação no Planalto. A situação mais sensível é a da Secretaria de Relações Institucionais, pasta estratégica na articulação política do governo. A definição sobre o nome que substituirá Gleisi Hoffmann ainda não estava fechada até a manhã desta terça.
A reunião convocada por Lula funciona, ao mesmo tempo, como despedida dos ministros que saem e como passagem de bastão para os futuros titulares. A movimentação também serve de base para a reforma ministerial que o governo tenta concluir sem abrir nova crise política no Congresso.
Foto: Ricardo Stuckert
Texto: Diego Feijó de Abreu
Fonte: Revista Fórum