A Caravana da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT/PR) esteve em Campo Mourão para fortalecer a mobilização da Campanha Salarial dos Bancários e Bancárias, dialogando com a categoria sobre a importância da unidade e da organização na luta por valorização, direitos e melhores condições de trabalho. A ação já ocorreu em Guarapuava, Toledo e Campo Mourão. Nesta quinta-feira (16) será a vez de Umuarama.
A visita reforçou que nenhuma conquista da categoria veio sem mobilização. Em um cenário de lucros bilionários dos bancos, é inadmissível que os banqueiros insistam em dificultar o avanço das negociações e deixem de atender às reivindicações dos trabalhadores.
Durante a atividade, dirigentes sindicais destacaram que a campanha salarial será construída com participação e pressão da categoria. A mensagem é clara: os bancários e bancárias estão preparados para lutar por reajuste digno, valorização dos salários, manutenção dos direitos, melhores condições de trabalho e respeito à saúde da categoria.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão, Bruno Murante da Silva, destacou que a caravana tem como objetivo mobilizar a categoria por melhores condições de trabalho, mas também dialogar com a sociedade sobre a importância da campanha salarial. “As reivindicações dos bancários beneficiam toda a população, já que melhores condições de trabalho refletem em um atendimento mais digno e de qualidade aos clientes”, afirma.
O presidente da Fetec/PR, Deonisio Schmidt, afirmou que o fechamento de agências e a redução do número de empregados prejudicam tanto os bancários quanto a população que utiliza estes serviços. “Nossas reivindicações não visam apenas aos bancários e bancárias, mas também para a sociedade. Com a redução no número de trabalhadores nas agências, o atendimento fica precário e a categoria adoece. É preciso valorizar os serviços prestados pelos bancários e não ficar falando com robôs no atendimento digital.
Deonisio também reforçou que os bancos registram lucros elevados e têm condições de atender às reivindicações da categoria, que busca aumento real de salários e melhores condições de trabalho. “Caso não haja avanços nas negociações, nós poderemos recorrer à greve como forma legítima de pressionar os bancos. A categoria deve acompanhar a campanha salarial e permanecer mobilizada até o fim das negociações”, encerra.
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Texto e foto: Flávio Augusto Laginski
Fonte: Fetec/PR