SÉRGIO RIPARDO
da Folha Online
Pela primeira vez no mês, o risco Brasil cai para um patamar abaixo de 500 pontos. O indicador, medido pelo banco americano JP Morgan, opera em queda de 2,56%, aos 494 pontos, o menor patamar desde 29 de janeiro passado.
Na prática, uma queda do risco tende a reduzir os custos da tomada de empréstimos no exterior por empresas e bancos brasileiros. A baixa reflete a valorização dos títulos da dívida externa do país, um dia após o presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), Alan Greenspan, descartar uma alta dos juros no país no curto prazo, o que provocou uma euforia nos mercados emergentes.
Foram os juros baixos nos EUA que provocaram, em 2003, uma corrida dos investidores estrangeiros aos papéis de países emergentes, que oferecem prêmios mais elevados. Desde junho do ano passado a taxa americana está em 1% ao ano, a menor desde 1948.
No final do mês passado, o mercado temeu que uma alta dos juros americanos neste semestre provocasse uma fuga de capitais dos países emergentes. Mas ontem, Greenspan disse que o Fed será “paciente”, a inflação nos EUA está sob controle, e o mercado de trabalho ainda não acompanhou o ritmo do crescimento da economia.
Apesar da queda do risco brasileiro hoje, o indicador ainda acumula uma alta de 5,5% neste ano. No final de 2003, estava em 468 pontos. Em janeiro, chegou a ficar abaixo dos 400 pontos. O C-Bond, principal título da dívida externa do país, valoriza 0,25%, cotado a 98,25% do valor de face. Em janeiro, esse papel chegou a superar 100% do seu valor.
O risco-país também acompanha o rendimento dos títulos do Tesouro americano, que recua devido à expectativa de que a taxa no país permaneça baixa por algum tempo. Esse risco é medido pelo número de pontos percentuais de juros que determinado governo tem de pagar a mais que os EUA para conseguir empréstimos no exterior.
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Por Mhais• 12 de fevereiro de 2004• 11:22• Sem categoria
RISCO BRASIL CAI E FICA ABAIXO DOS 500 PONTOS PELA 1ª VEZ NO MÊS
SÉRGIO RIPARDO
da Folha Online
Pela primeira vez no mês, o risco Brasil cai para um patamar abaixo de 500 pontos. O indicador, medido pelo banco americano JP Morgan, opera em queda de 2,56%, aos 494 pontos, o menor patamar desde 29 de janeiro passado.
Na prática, uma queda do risco tende a reduzir os custos da tomada de empréstimos no exterior por empresas e bancos brasileiros. A baixa reflete a valorização dos títulos da dívida externa do país, um dia após o presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), Alan Greenspan, descartar uma alta dos juros no país no curto prazo, o que provocou uma euforia nos mercados emergentes.
Foram os juros baixos nos EUA que provocaram, em 2003, uma corrida dos investidores estrangeiros aos papéis de países emergentes, que oferecem prêmios mais elevados. Desde junho do ano passado a taxa americana está em 1% ao ano, a menor desde 1948.
No final do mês passado, o mercado temeu que uma alta dos juros americanos neste semestre provocasse uma fuga de capitais dos países emergentes. Mas ontem, Greenspan disse que o Fed será “paciente”, a inflação nos EUA está sob controle, e o mercado de trabalho ainda não acompanhou o ritmo do crescimento da economia.
Apesar da queda do risco brasileiro hoje, o indicador ainda acumula uma alta de 5,5% neste ano. No final de 2003, estava em 468 pontos. Em janeiro, chegou a ficar abaixo dos 400 pontos. O C-Bond, principal título da dívida externa do país, valoriza 0,25%, cotado a 98,25% do valor de face. Em janeiro, esse papel chegou a superar 100% do seu valor.
O risco-país também acompanha o rendimento dos títulos do Tesouro americano, que recua devido à expectativa de que a taxa no país permaneça baixa por algum tempo. Esse risco é medido pelo número de pontos percentuais de juros que determinado governo tem de pagar a mais que os EUA para conseguir empréstimos no exterior.
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