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Por 10:38 Notícias

ATENTADOS SERIAM AMEAÇA AO FLUXO PARA EMERGENTES, EM ESPECIAL PARA O BRASIL

Reuters
NOVA YORK – O fluxo de recursos para mercados emergentes registrou forte movimento nas duas primeiras semanas de março, depois da calmaria de fevereiro, segundo dados do EmergingPortfolio.com Fund Research.
Os atentados em Madri na semana passada, entretanto, podem ser uma ameaça ao mercado em geral e ao Brasil em particular, avaliou a empresa, porque é provável que os investidores se desfaçam de seus bônus de emergentes se as persistentes ameaças à segurança global disseminarem a aversão ao risco.
Os fundos de mercados emergentes colocaram US$ 103,4 milhões na semana encerrada do dia 10 de março, informou o EmergingPortfolio.
Combinado com os US$ 118,4 milhões recebidos na semana anterior, o acumulado no ano vai para US$ 922,5 milhões. Essa cifra supera os US$ 864,6 milhões do mesmo período de 2003 -ano que registrou saldo positivo recorde em fundos de bônus de mercados emergentes.
EmergingPortfolio acompanha 251 fundos de bônus de mercados emergentes, com US$ 24,7 bilhões em ativos.
Os dados mais recentes referem-se a um período anterior aos ataques em Madri, que mataram 201 pessoas. O incidente “cada vez mais parece ter sido trabalho da Al Qaeda, que deve aumentar a aversão a risco e deve motivar busca por qualidade”, disse o EmergingPortfolio em um comunicado.
“Se houver um período longo de baixa no mercado de dívida emergente, isso inevitavelmente chamará atenção para o fato de que o Brasil, o maior componente dessa classe de ativos, tem forte necessidade de financiamento externo este ano”, informou a empresa.
Por isso, o Brasil é o que mais sofreria com o aumento dos juros pagos em títulos de dívidas de mercados emergentes.
Os títulos brasileiros pagaram aos detentores um retorno de 69 por cento no ano passado, um desempenho bem superior à média do mercado.
Este ano, entretanto, o preço dos títulos brasileiros caiu, em média, 1,3%, enquanto o mercado emergente como um todo subiu 2,6%, de acordo com o índice EMBI+ do JP Morgan.

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ATENTADOS SERIAM AMEAÇA AO FLUXO PARA EMERGENTES, EM ESPECIAL PARA O BRASIL

Reuters

NOVA YORK – O fluxo de recursos para mercados emergentes registrou forte movimento nas duas primeiras semanas de março, depois da calmaria de fevereiro, segundo dados do EmergingPortfolio.com Fund Research.

Os atentados em Madri na semana passada, entretanto, podem ser uma ameaça ao mercado em geral e ao Brasil em particular, avaliou a empresa, porque é provável que os investidores se desfaçam de seus bônus de emergentes se as persistentes ameaças à segurança global disseminarem a aversão ao risco.

Os fundos de mercados emergentes colocaram US$ 103,4 milhões na semana encerrada do dia 10 de março, informou o EmergingPortfolio.

Combinado com os US$ 118,4 milhões recebidos na semana anterior, o acumulado no ano vai para US$ 922,5 milhões. Essa cifra supera os US$ 864,6 milhões do mesmo período de 2003 -ano que registrou saldo positivo recorde em fundos de bônus de mercados emergentes.

EmergingPortfolio acompanha 251 fundos de bônus de mercados emergentes, com US$ 24,7 bilhões em ativos.

Os dados mais recentes referem-se a um período anterior aos ataques em Madri, que mataram 201 pessoas. O incidente “cada vez mais parece ter sido trabalho da Al Qaeda, que deve aumentar a aversão a risco e deve motivar busca por qualidade”, disse o EmergingPortfolio em um comunicado.

“Se houver um período longo de baixa no mercado de dívida emergente, isso inevitavelmente chamará atenção para o fato de que o Brasil, o maior componente dessa classe de ativos, tem forte necessidade de financiamento externo este ano”, informou a empresa.

Por isso, o Brasil é o que mais sofreria com o aumento dos juros pagos em títulos de dívidas de mercados emergentes.

Os títulos brasileiros pagaram aos detentores um retorno de 69 por cento no ano passado, um desempenho bem superior à média do mercado.

Este ano, entretanto, o preço dos títulos brasileiros caiu, em média, 1,3%, enquanto o mercado emergente como um todo subiu 2,6%, de acordo com o índice EMBI+ do JP Morgan.

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