23/09/2004 –
Fenae Net
A manutenção da greve nacional da categoria bancária nesta quinta-feira, dia 23 de setembro, foi aprovada por novas assembléias e passeatas realizadas em todo o país na tarde e na noite de ontem, um dia depois da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não ter apresentado nova proposta de acordo coletivo, durante rodada de negociações com a Executiva Nacional dos Bancários.
A paralisação completa hoje nove dias. Continua forte e se amplia em diversas cidades importantes espalhadas pelo país. Tanto que a adesão já chega a mais de 200 mil bancários, dos 400 mil existentes no Brasil. Cerca de 105 sindicatos do interior também já aderiram ao movimento.
A greve nacional dos bancários foi deflagrada na quarta-feira da semana passada, inicialmente em cinco capitais – Brasília (DF), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) -, e tem como objetivo atingir todos os locais de trabalho no Brasil inteiro, de modo a forçar a Fenaban a apresentar proposta de reajuste salarial que atenda às reivindicações da minuta mínima unificada.
Muitos sindicatos realizaram passeatas contra as liminares de interditos proibitórios concedidas pela Justiça do Trabalho às direções das instituições financeiras públicas e privadas. Este foi o caso dos bancários do Rio de Janeiro, que em manifestação ocorrida ontem em frente à sede do TRT/RJ (Tribunal Regional do Trabalho) também denunciaram a onda de pressões e ameaças sofridas pela categoria.
As perseguições contra bancários no país foi o principal assunto da audiência entre representantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o presidente da CNB/CUT (Confederação Nacional dos Bancários), Vagner Freitas, com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Nelson Jobim, realizada ontem à noite em Brasília. Na ocasião, Jobim recebeu documento com denúncias sobre as pressões exercidas pelos bancos públicos e privados para que seus trabalhadores em greve retornem ao trabalho. Boa parte dessas pressões ocorre por meio de interditos proibitórios, instrumento jurídico que visa impedir os sindicatos de se aproximarem dos locais de trabalho.
A entrega do documento à STF completa o ciclo promovido pela CUT de denunciar perseguições contra dirigentes sindicais. Documentos com este teor já foram entregues à Casa Civil, TST (Tribunal Superior do Trabalho) e MPT (Ministério Público do Trabalho).
Confira abaixo o quadro de paralisações pelo Brasil, por base sindical, conforme informações que foram repassadas à Fenae e à CNB/CUT:
Acre: continuidade da greve.
Alagoas: continuidade da greve.
Alto Uruguai Catarinense (SC): continuidade da greve.
Amazonas: continuidade da greve.
Bauru (SP): continuidade da greve.
Belo Horizonte (MG): continuidade da greve.
Brasília (DF): continuidade da greve.
Campinas (SP): continuidade da greve.
Campo Grande (MS): continuidade da greve.
Ceará: continuidade da greve.
Cuiabá e Várzea Grande (MT): continuidade da greve.
Curitiba (PR): continuidade da greve.
Espírito Santo: continuidade da greve.
Florianópolis (SC): continuidade da greve.
Goiás: continuidade da greve.
Guarulhos (SP): continuidade da greve.
Irecê (BA): continuidade da greve.
Juiz de Fora (MG): continuidade da greve.
Maranhão: continuidade da greve.
Mogi das Cruzes (SP): continuidade da greve.
Pará e Amapá: continuidade da greve.
Paraíba: continuidade da greve.
Pernambuco: continuidade da greve.
Piauí: continuidade da greve.
Porto Alegre (RS): continuidade da greve.
Porto Velho (RO): continuidade da greve.
Rio Grande do Norte: continuidade da greve.
Rio de Janeiro (RJ): continuidade da greve.
Rio do Sul (SC): continuidade da greve.
Salvador (BA): continuidade da greve.
São Paulo (SP): continuidade da greve.
Sergipe: continuidade da greve.
Tocantins: continuidade da greve.
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Comentários
Por Mhais• 23 de setembro de 2004• 22:59• Sem categoria
Greve continua forte
23/09/2004 –
Fenae Net
A manutenção da greve nacional da categoria bancária nesta quinta-feira, dia 23 de setembro, foi aprovada por novas assembléias e passeatas realizadas em todo o país na tarde e na noite de ontem, um dia depois da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não ter apresentado nova proposta de acordo coletivo, durante rodada de negociações com a Executiva Nacional dos Bancários.
A paralisação completa hoje nove dias. Continua forte e se amplia em diversas cidades importantes espalhadas pelo país. Tanto que a adesão já chega a mais de 200 mil bancários, dos 400 mil existentes no Brasil. Cerca de 105 sindicatos do interior também já aderiram ao movimento.
A greve nacional dos bancários foi deflagrada na quarta-feira da semana passada, inicialmente em cinco capitais – Brasília (DF), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) -, e tem como objetivo atingir todos os locais de trabalho no Brasil inteiro, de modo a forçar a Fenaban a apresentar proposta de reajuste salarial que atenda às reivindicações da minuta mínima unificada.
Muitos sindicatos realizaram passeatas contra as liminares de interditos proibitórios concedidas pela Justiça do Trabalho às direções das instituições financeiras públicas e privadas. Este foi o caso dos bancários do Rio de Janeiro, que em manifestação ocorrida ontem em frente à sede do TRT/RJ (Tribunal Regional do Trabalho) também denunciaram a onda de pressões e ameaças sofridas pela categoria.
As perseguições contra bancários no país foi o principal assunto da audiência entre representantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o presidente da CNB/CUT (Confederação Nacional dos Bancários), Vagner Freitas, com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Nelson Jobim, realizada ontem à noite em Brasília. Na ocasião, Jobim recebeu documento com denúncias sobre as pressões exercidas pelos bancos públicos e privados para que seus trabalhadores em greve retornem ao trabalho. Boa parte dessas pressões ocorre por meio de interditos proibitórios, instrumento jurídico que visa impedir os sindicatos de se aproximarem dos locais de trabalho.
A entrega do documento à STF completa o ciclo promovido pela CUT de denunciar perseguições contra dirigentes sindicais. Documentos com este teor já foram entregues à Casa Civil, TST (Tribunal Superior do Trabalho) e MPT (Ministério Público do Trabalho).
Confira abaixo o quadro de paralisações pelo Brasil, por base sindical, conforme informações que foram repassadas à Fenae e à CNB/CUT:
Acre: continuidade da greve.
Alagoas: continuidade da greve.
Alto Uruguai Catarinense (SC): continuidade da greve.
Amazonas: continuidade da greve.
Bauru (SP): continuidade da greve.
Belo Horizonte (MG): continuidade da greve.
Brasília (DF): continuidade da greve.
Campinas (SP): continuidade da greve.
Campo Grande (MS): continuidade da greve.
Ceará: continuidade da greve.
Cuiabá e Várzea Grande (MT): continuidade da greve.
Curitiba (PR): continuidade da greve.
Espírito Santo: continuidade da greve.
Florianópolis (SC): continuidade da greve.
Goiás: continuidade da greve.
Guarulhos (SP): continuidade da greve.
Irecê (BA): continuidade da greve.
Juiz de Fora (MG): continuidade da greve.
Maranhão: continuidade da greve.
Mogi das Cruzes (SP): continuidade da greve.
Pará e Amapá: continuidade da greve.
Paraíba: continuidade da greve.
Pernambuco: continuidade da greve.
Piauí: continuidade da greve.
Porto Alegre (RS): continuidade da greve.
Porto Velho (RO): continuidade da greve.
Rio Grande do Norte: continuidade da greve.
Rio de Janeiro (RJ): continuidade da greve.
Rio do Sul (SC): continuidade da greve.
Salvador (BA): continuidade da greve.
São Paulo (SP): continuidade da greve.
Sergipe: continuidade da greve.
Tocantins: continuidade da greve.
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