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Bradesco dobra lucro no 1o semestre e ações sobem

SÃO PAULO (Reuters) – O Bradesco surpreendeu os analistas nesta segunda-feira com um lucro de 1,416 bilhão de reais no segundo trimestre, 120 por cento superior ao registrado de abril a junho de 2004. No semestre, o ganho mais que dobrou, para 2,621 bilhões de reais.
Às 10h52, as ações do banco subiam 1,92 por cento, ante uma alta de 1,04 por cento do Ibovespa.
“Foi bom”, comentou o especialista da corretora Ágora Senior para o setor, Rafael Quintanilha, que esperava um ganho de 1,145 bilhão de reais para o trimestre. “O ROE (sigla em inglês para retorno sobre o patrimônio líquido) melhorou muito e está quase alcançando o Itaú”, ressaltou Quintanilha.
O Itaú lucrou 1,333 bilhão de reais no segundo trimestre, mas teve um ROE ainda um pouco maior, acima de 40 por cento. O do Bradesco foi de 38,1 por cento.
Boa parte do ganho do Bradesco veio do crédito. A carteira do maior banco privado brasileiro alcançou 78,3 bilhões de reais no final de junho, com crescimento de 4,4 por cento em relação a março e de 20,2 por cento na comparação anual.
Se excluídos avais e fianças, a carteira cresceu 5,77 por cento em relação ao final de março, para 69,787 bilhões de reais. Na comparação anual, se expandiu em 19,49 por cento. O destaque coube aos empréstimos à pessoa física, com crescimento de 13,1 por cento no trimestre e de 50,6 por cento, em 12 meses.
Com isso, a participação desse segmento na carteira passou a ser dominante, com 38,5 por cento do total. Um ano antes, era de 30,5 por cento. Com o spread maior nessa área, a margem de ganho com crédito cresceu.
“Essa parte de pessoa física impulsionou mesmo a carteira de crédito”, disse Quintanilha.
A margem financeira foi de 8,354 bilhões de reais no primeiro semestre, com crescimento de 30,3 por cento em 12 meses. Entre abril e junho deste ano, a margem financeira foi de 4,355 bilhões de reais, 41,3 por cento maior que no mesmo período do ano passado.
O Bradesco também não teve que sobrecarregar provisões como pensavam analistas, devido a essa ampliação do crédito em segmentos mais arriscados.
“A qualidade da carteira está melhor do que esperava”, disse o analista da corretora Itaú, Tomás Awad. Ele previa provisões para créditos de liquidação duvidosa em 660 milhões de reais. O Bradesco provisionou 562 milhões de reais.
O banco também ganhou com a prestação de serviços, que rendeu receitas de 3,421 bilhões de reais no primeiro semestre, um crescimento de 27 por cento em relação à primeira metade do ano passado.
Por Marcelo Mota/uol.com.br

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Bradesco dobra lucro no 1o semestre e ações sobem

SÃO PAULO (Reuters) – O Bradesco surpreendeu os analistas nesta segunda-feira com um lucro de 1,416 bilhão de reais no segundo trimestre, 120 por cento superior ao registrado de abril a junho de 2004. No semestre, o ganho mais que dobrou, para 2,621 bilhões de reais.

Às 10h52, as ações do banco subiam 1,92 por cento, ante uma alta de 1,04 por cento do Ibovespa.

“Foi bom”, comentou o especialista da corretora Ágora Senior para o setor, Rafael Quintanilha, que esperava um ganho de 1,145 bilhão de reais para o trimestre. “O ROE (sigla em inglês para retorno sobre o patrimônio líquido) melhorou muito e está quase alcançando o Itaú”, ressaltou Quintanilha.

O Itaú lucrou 1,333 bilhão de reais no segundo trimestre, mas teve um ROE ainda um pouco maior, acima de 40 por cento. O do Bradesco foi de 38,1 por cento.

Boa parte do ganho do Bradesco veio do crédito. A carteira do maior banco privado brasileiro alcançou 78,3 bilhões de reais no final de junho, com crescimento de 4,4 por cento em relação a março e de 20,2 por cento na comparação anual.

Se excluídos avais e fianças, a carteira cresceu 5,77 por cento em relação ao final de março, para 69,787 bilhões de reais. Na comparação anual, se expandiu em 19,49 por cento. O destaque coube aos empréstimos à pessoa física, com crescimento de 13,1 por cento no trimestre e de 50,6 por cento, em 12 meses.

Com isso, a participação desse segmento na carteira passou a ser dominante, com 38,5 por cento do total. Um ano antes, era de 30,5 por cento. Com o spread maior nessa área, a margem de ganho com crédito cresceu.

“Essa parte de pessoa física impulsionou mesmo a carteira de crédito”, disse Quintanilha.

A margem financeira foi de 8,354 bilhões de reais no primeiro semestre, com crescimento de 30,3 por cento em 12 meses. Entre abril e junho deste ano, a margem financeira foi de 4,355 bilhões de reais, 41,3 por cento maior que no mesmo período do ano passado.

O Bradesco também não teve que sobrecarregar provisões como pensavam analistas, devido a essa ampliação do crédito em segmentos mais arriscados.

“A qualidade da carteira está melhor do que esperava”, disse o analista da corretora Itaú, Tomás Awad. Ele previa provisões para créditos de liquidação duvidosa em 660 milhões de reais. O Bradesco provisionou 562 milhões de reais.

O banco também ganhou com a prestação de serviços, que rendeu receitas de 3,421 bilhões de reais no primeiro semestre, um crescimento de 27 por cento em relação à primeira metade do ano passado.

Por Marcelo Mota/uol.com.br

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