Pesquisadores americanos deram o motivo que faltava para não ficar até tarde no trabalho. Um estudo realizado na Universidade de Massachusetts – divulgado na quinta-feira pela BBC Internacional – alerta para os riscos que as longas jornadas de trabalho trazem para a saúde.
De acordo com a equipe de pesquisadores, profissionais que fazem hora extra são 61% mais propensos a ficar doente ou se machucar, independentemente de idade ou sexo. Para piorar a situação, trabalhar mais de 12 horas por dia triplica esse risco. Uma jornada de 60 horas semanais eleva em 63% as chances de sofrer algum problema de saúde.
A pesquisa foi feita com base em mais de 110 mil registros de jornadas de trabalhos nos Estados Unidos, entre 1987 e 2000. Cada jornada é referente ao que a pessoa passou em uma firma. Assim, o estudo teve avaliar algumas pessoas por mais de uma vez. Os resultados foram publicados na revista especializada Occupational and Environmental Health Journal.
Segundo Allard Dembe, um dos autores da pesquisa, o risco independe de o trabalho ser ou não pesado.
– Os resultados sugerem que os empregos que exigem muitas horas do profissional não se tornam mais maléficos à saúde apenas porque são mais intensos – disse. – Nossas descobertas são condizentes com a hipótese de que várias horas dentro das empresas precipitam acidentes de trabalho devido a problemas como fatiga ou estresse.
Entre os resultados, os pesquisadores verificaram mais de cinco mil casos de machucados e doenças, que variaram de cortes e queimaduras a lesões musculares e estresse. Mais da metade desses casos aconteceu em lugares onde é comum trabalhar longas jornadas ou fazer hora extra.
Os pesquisadores identificaram 5.139 doenças e lesões relacionadas ao trabalho – estresse, cortes, queimaduras e lesões musculares, entre outros problemas.
Com base no estudo, Dembe disse apoiar iniciativas que propõem redução da jornada de trabalho. Para Dembe e sua equipe, pesquisas epidemiológicas sobre o risco para a saúde das longas jornadas de trabalho abrem portas para mudanças viáveis.
Fonte: Globo Online
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Por Mhais• 22 de agosto de 2005• 14:52• Sem categoria
Longas jornadas de trabalho fazem mal para a saúde
Pesquisadores americanos deram o motivo que faltava para não ficar até tarde no trabalho. Um estudo realizado na Universidade de Massachusetts – divulgado na quinta-feira pela BBC Internacional – alerta para os riscos que as longas jornadas de trabalho trazem para a saúde.
De acordo com a equipe de pesquisadores, profissionais que fazem hora extra são 61% mais propensos a ficar doente ou se machucar, independentemente de idade ou sexo. Para piorar a situação, trabalhar mais de 12 horas por dia triplica esse risco. Uma jornada de 60 horas semanais eleva em 63% as chances de sofrer algum problema de saúde.
A pesquisa foi feita com base em mais de 110 mil registros de jornadas de trabalhos nos Estados Unidos, entre 1987 e 2000. Cada jornada é referente ao que a pessoa passou em uma firma. Assim, o estudo teve avaliar algumas pessoas por mais de uma vez. Os resultados foram publicados na revista especializada Occupational and Environmental Health Journal.
Segundo Allard Dembe, um dos autores da pesquisa, o risco independe de o trabalho ser ou não pesado.
– Os resultados sugerem que os empregos que exigem muitas horas do profissional não se tornam mais maléficos à saúde apenas porque são mais intensos – disse. – Nossas descobertas são condizentes com a hipótese de que várias horas dentro das empresas precipitam acidentes de trabalho devido a problemas como fatiga ou estresse.
Entre os resultados, os pesquisadores verificaram mais de cinco mil casos de machucados e doenças, que variaram de cortes e queimaduras a lesões musculares e estresse. Mais da metade desses casos aconteceu em lugares onde é comum trabalhar longas jornadas ou fazer hora extra.
Os pesquisadores identificaram 5.139 doenças e lesões relacionadas ao trabalho – estresse, cortes, queimaduras e lesões musculares, entre outros problemas.
Com base no estudo, Dembe disse apoiar iniciativas que propõem redução da jornada de trabalho. Para Dembe e sua equipe, pesquisas epidemiológicas sobre o risco para a saúde das longas jornadas de trabalho abrem portas para mudanças viáveis.
Fonte: Globo Online
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