(São Paulo) O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban realizam nesta segunda-feira a primeira negociação da Campanha Nacional 2005. A rodada ocorre às 15h00, no L’Hotel, na Alameda Campinas, 266, em São Paulo.
A expectativa dos bancários é a de que os banqueiros, já nesta primeira rodada, estejam dispostos a atender as suas reivindicações. Eles já tiveram tempo suficiente para analisar a minuta de reivindicações, entregue no dia 11 de agosto. “Não há razão para que isto não aconteça. Os altos lucros garantem a saúde financeira do setor. O trabalho agora quer a sua parte”, reforça Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT.
Os bancários esperam que nesta primeira não se discuta a reposição da inflação. “A reposição tem de ser automática. Queremos iniciar as discussões sobre o aumento real e a nova formulação para a Participação nos Lucros e Resultados, assim como as demais questões da nossa Minuta”, diz Freitas.
Mobilização
Para que a campanha seja bem sucedida, os bancários devem elaborar um calendário de mobilização que coloque os bancos no centro das pressões. “Para que eles negociem com seriedade, será preciso muita pressão. Os bancários devem ser os sujeitos de sua própria história, por isso vamos começar a mobilização”, afirma Freitas.
O Comando Nacional dos Bancários reúne-se na manhã de segunda, na sede da CNB/CUT, para preparar a negociação que ocorre à tarde e discutir as formas de pressão.
Vejam as principais reivindicações dos bancários:
– Reajuste de 11,77%
– 14º salário
– Proteção salarial – reajuste sempre que a inflação acumulada alcançar 3%
– Pisos:
Portaria, Contínuos e Serventes: R$1.048,06 ;
Escritório: R$1.497,23 ;
Caixas: R$2.245,85
Primeiro comissionado: R$2.545,29
Primeiro gerente: R$3.368,77.
– PLR: Regra básica (um salário+ 788 fixos) + 5% do lucro líquido do banco distribuído linearmente pelos empregados
– Auxílio-refeição – R$ 14,15, inclusive nos períodos de licença maternidade/adoção, gozo de férias e nos afastamentos por doença de qualquer natureza ou acidente de trabalho.
– Auxílio cesta-alimentação: R$ 242,54, inclusive em período de licença maternidade/adoção, gozo de férias e nos afastamentos de qualquer natureza relativos a doenças ou acidentes
– 13ª cesta-alimentação: R$ 782,39
– Auxílio creche/babá: 1 salário mínimo
– Auxílio filho em período escolar: R$419,67
– Auxílio filho excepcionais ou portadores de deficiência física: 2 salários mínimos
– Auxílio-educação: de 40% a 90% da mensalidade de acordo com curso e período
– Isenção de tarifas para bancários
– Garantia de emprego
– Fim da terceirização e recontratação dos terceirizados
– Ampliação do horário de atendimento ao público para das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho
– Controle de filas nas agências: máximo 15 minutos
– Implementação de políticas para promoção da igualdade de oportunidades
– Medidas para coibir e combater o assédio moral
– Segurança: continuidade dos trabalhos da Comissão de Segurança Bancária
– Eleição de delegados sindicais nos locais de trabalho
Por Meire Bicudo – CNB/CUT.
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Por Mhais• 27 de agosto de 2005• 01:16• Sem categoria
Primeira negociação é na segunda-feira, dia 29/08
(São Paulo) O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban realizam nesta segunda-feira a primeira negociação da Campanha Nacional 2005. A rodada ocorre às 15h00, no L’Hotel, na Alameda Campinas, 266, em São Paulo.
A expectativa dos bancários é a de que os banqueiros, já nesta primeira rodada, estejam dispostos a atender as suas reivindicações. Eles já tiveram tempo suficiente para analisar a minuta de reivindicações, entregue no dia 11 de agosto. “Não há razão para que isto não aconteça. Os altos lucros garantem a saúde financeira do setor. O trabalho agora quer a sua parte”, reforça Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT.
Os bancários esperam que nesta primeira não se discuta a reposição da inflação. “A reposição tem de ser automática. Queremos iniciar as discussões sobre o aumento real e a nova formulação para a Participação nos Lucros e Resultados, assim como as demais questões da nossa Minuta”, diz Freitas.
Mobilização
Para que a campanha seja bem sucedida, os bancários devem elaborar um calendário de mobilização que coloque os bancos no centro das pressões. “Para que eles negociem com seriedade, será preciso muita pressão. Os bancários devem ser os sujeitos de sua própria história, por isso vamos começar a mobilização”, afirma Freitas.
O Comando Nacional dos Bancários reúne-se na manhã de segunda, na sede da CNB/CUT, para preparar a negociação que ocorre à tarde e discutir as formas de pressão.
Vejam as principais reivindicações dos bancários:
– Reajuste de 11,77%
– 14º salário
– Proteção salarial – reajuste sempre que a inflação acumulada alcançar 3%
– Pisos:
Portaria, Contínuos e Serventes: R$1.048,06 ;
Escritório: R$1.497,23 ;
Caixas: R$2.245,85
Primeiro comissionado: R$2.545,29
Primeiro gerente: R$3.368,77.
– PLR: Regra básica (um salário+ 788 fixos) + 5% do lucro líquido do banco distribuído linearmente pelos empregados
– Auxílio-refeição – R$ 14,15, inclusive nos períodos de licença maternidade/adoção, gozo de férias e nos afastamentos por doença de qualquer natureza ou acidente de trabalho.
– Auxílio cesta-alimentação: R$ 242,54, inclusive em período de licença maternidade/adoção, gozo de férias e nos afastamentos de qualquer natureza relativos a doenças ou acidentes
– 13ª cesta-alimentação: R$ 782,39
– Auxílio creche/babá: 1 salário mínimo
– Auxílio filho em período escolar: R$419,67
– Auxílio filho excepcionais ou portadores de deficiência física: 2 salários mínimos
– Auxílio-educação: de 40% a 90% da mensalidade de acordo com curso e período
– Isenção de tarifas para bancários
– Garantia de emprego
– Fim da terceirização e recontratação dos terceirizados
– Ampliação do horário de atendimento ao público para das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho
– Controle de filas nas agências: máximo 15 minutos
– Implementação de políticas para promoção da igualdade de oportunidades
– Medidas para coibir e combater o assédio moral
– Segurança: continuidade dos trabalhos da Comissão de Segurança Bancária
– Eleição de delegados sindicais nos locais de trabalho
Por Meire Bicudo – CNB/CUT.
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