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Banco do Brasil perde exclusividade na distribuição de cédulas para o BC

O Banco do Brasil não será mais a única instituição financeira autorizada a distribuir e recolher cédulas e moedas para o Banco Central. Ontem, o CMN (Conselho Monetário Nacional) autorizou que a operação seja feita por outras instituições que tenham interesse em explorar esse serviço.
O processo de seleção dos novos custodiantes só será concluído em 30 meses. Até lá, o BB vai atuar sozinho. Com isso, o banco, que cobra tarifa para prestar o serviço a outras instituições, espera cobrir o prejuízo que garante ter registrado até agora por dividir o mercado com o BC.
Hoje, como o Banco Central não cobra nada dos bancos que vão até uma das dez delegacias regionais buscar ou trocar moedas e notas, acaba prestando o serviço nas regiões mais rentáveis.
Já o BB fica responsável pela distribuição no restante do país, o que inclui as localidades mais distantes e cujos custos de transporte do dinheiro são maiores. Para isso, ele conta com 1.600 pontos de atendimento. Segundo o chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, João Sidney, o BB arrecada por ano R$ 80 milhões para fazer a distribuição do dinheiro, mas a quantia é insuficiente para cobrir as despesas.
“O BC nos autoriza a cobrar tarifa de até 0,016% sobre o valor movimentado, independentemente do local de entrega. Com isso, o serviço acaba sendo deficitário para o banco”, disse José Alves Pita, gerente-executivo de valores do BB, ressaltando que foi acertado com o BC prazo para ressarcir as despesas do atual custodiante. Ele explica que, para um banco localizado em Campinas, por exemplo, é mais vantagem pagar o transporte para sacar os recursos ou depositá-los no BC em São Paulo e não pagar essa tarifa do que recorrer ao BB.
Atualmente, existem em circulação R$ 54 bilhões em notas e moedas. Esse valor chegará a R$ 70 bilhões no final do ano, nos cálculos do BC, por causa da maior demanda típica desse período de festa e férias.
Neste ano, disse o diretor de Administração do BC, João Antônio Fleury, a instituição gastará R$ 350 milhões para produzir e administrar 5.000 toneladas de cédulas e moedas. A maior parte desse gasto, cerca de 80%, é para fabricação de moedas e notas.
Fonte: www.fenae.org.br

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Banco do Brasil perde exclusividade na distribuição de cédulas para o BC

O Banco do Brasil não será mais a única instituição financeira autorizada a distribuir e recolher cédulas e moedas para o Banco Central. Ontem, o CMN (Conselho Monetário Nacional) autorizou que a operação seja feita por outras instituições que tenham interesse em explorar esse serviço.

O processo de seleção dos novos custodiantes só será concluído em 30 meses. Até lá, o BB vai atuar sozinho. Com isso, o banco, que cobra tarifa para prestar o serviço a outras instituições, espera cobrir o prejuízo que garante ter registrado até agora por dividir o mercado com o BC.

Hoje, como o Banco Central não cobra nada dos bancos que vão até uma das dez delegacias regionais buscar ou trocar moedas e notas, acaba prestando o serviço nas regiões mais rentáveis.

Já o BB fica responsável pela distribuição no restante do país, o que inclui as localidades mais distantes e cujos custos de transporte do dinheiro são maiores. Para isso, ele conta com 1.600 pontos de atendimento. Segundo o chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, João Sidney, o BB arrecada por ano R$ 80 milhões para fazer a distribuição do dinheiro, mas a quantia é insuficiente para cobrir as despesas.

“O BC nos autoriza a cobrar tarifa de até 0,016% sobre o valor movimentado, independentemente do local de entrega. Com isso, o serviço acaba sendo deficitário para o banco”, disse José Alves Pita, gerente-executivo de valores do BB, ressaltando que foi acertado com o BC prazo para ressarcir as despesas do atual custodiante. Ele explica que, para um banco localizado em Campinas, por exemplo, é mais vantagem pagar o transporte para sacar os recursos ou depositá-los no BC em São Paulo e não pagar essa tarifa do que recorrer ao BB.

Atualmente, existem em circulação R$ 54 bilhões em notas e moedas. Esse valor chegará a R$ 70 bilhões no final do ano, nos cálculos do BC, por causa da maior demanda típica desse período de festa e férias.
Neste ano, disse o diretor de Administração do BC, João Antônio Fleury, a instituição gastará R$ 350 milhões para produzir e administrar 5.000 toneladas de cédulas e moedas. A maior parte desse gasto, cerca de 80%, é para fabricação de moedas e notas.

Fonte: www.fenae.org.br

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