Reunidos em São Paulo na manhã desta terça-feira (10), dirigentes da CUT, CGT, CGTB, Força e SDS definiram que vão defender amanhã, no encontro com os representantes do governo, em Brasília, o aumento do salário mínimo para R$ 360,00 e o reajuste de 10% na tabela do Imposto de Renda.
O presidente da CUT, João Antonio Felício, sublinhou a importância da unidade das centrais sindicais, seja na elaboração de propostas – com o apoio técnico do Dieese – ou nas mobilizações de rua e no Parlamento para garantir uma política de valorização permanente do salário mínimo. “Essa unidade tem sido fundamental pois saímos do debate estéril e da demagogia de alguns parlamentares para estabelecermos um novo tipo de relação com o poder público”.
“Os R$ 360,00 representam o meio do caminho entre os R$ 321,00 inicialmente propostos pelo governo no Orçamento e os R$ 400,00 reivindicados pelas centrais. Significa 14% de aumento real no salário mínimo, que é a mais bela, justa e eficiente forma de distribuição de renda no país”, declarou Felício, frisando que “o aumento impacta positivamente na melhoria das condições de vida da população mais pobre, mais miserável, e tem reflexo direto no piso das categorias profissionais, que serão elevados”.
ORÇAMENTO – O aumento de R$ 10,00 em relação a última proposta do governo (R$ 350,00), informou João Felicio, representa um impacto de R$ 1,6 bilhões nas contas públicas. “O dinheiro existe, o que necessitamos agora é mudar a peça orçamentária, garantindo uma maior aplicação de recursos nas áreas sociais. Reduzindo o superávit primário do atual patamar de cerca de 5%, que aloca mais de R$ 100 bilhões todos os anos para pagar o serviço da dívida, teremos recursos para o salário mínimo, reforma agrária, educação e saúde, para os serviços e servidores públicos. Precisamos desses recursos para alavancar o crescimento econômico”, enfatizou.
Além do reajuste do mínimo, declarou João Felício, a luta pelo reajuste de 10% na tabela do Imposto de Renda é outro ponto que merece atenção das centrais, já que iria desonerar milhões de contribuintes, “o que representa mais dinheiro no bolso da classe média”.
RECUPERAÇÃO – Para Antonio Neto, presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), “a constituição de uma Comissão Quadripartite no âmbito do Ministério do Trabalho e de uma Comissão Mista do Congresso Nacional para debater uma política de recuperação permanente do salário mínimo aponta para a necessidade da continuidade da mobilização unitária das centrais”. “Isso será decisivo para atingirmos o salário mínimo proposto pelo Dieese – atualmente de R$ 1.468,00 – o patamar necessário para a sobrevivência do povo brasileiro”, sublinhou.
Na avaliação do presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Antonio Carlos dos Reis (Salim), “os R$ 360,00 e o reajuste de 10% na tabela do IR representam uma conquista da luta das centrais, e aponta para a necessidade da mudança da política econômica, que possibilitaria um valor de salário mínimo mais adequado às necessidades dos brasileiros”.
CONQUISTA – O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, avaliou como muito importante a fixação dos R$ 360,00, “pois é o terceiro ano que estamos negociando e obtendo avanços nesta disputa pelo Orçamento da União, o que aponta uma conquista obtida pela nossa mobilização”.
A definição dos R$ 360,00 e sua aprovação pelo governo, declarou o presidente da Social Democracia Sindical (SDS), Enilson Simões de Moura (Alemão), “representará uma grande vitória para todos os brasileiros”. “Este é um momento em que as exportações estão crescendo e os números da economia são favoráveis a fortalecermos a distribuição de renda”, concluiu.
As centrais sindicais enfatizaram que não vão abrir mão dos R$ 360,00 e que irão ao Congresso Nacional, caso o governo não aceite a nova proposta. A CUT ainda vai continuar pressionando pelo aumento dos recursos para o funcionalismo e os serviços públicos e pela redução da jornada de trabalho sem diminuição de salário.
Fonte : CUT
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Por Mhais• 10 de janeiro de 2006• 13:28• Sem categoria
Reunião com o governo será nesta quarta-feira
Reunidos em São Paulo na manhã desta terça-feira (10), dirigentes da CUT, CGT, CGTB, Força e SDS definiram que vão defender amanhã, no encontro com os representantes do governo, em Brasília, o aumento do salário mínimo para R$ 360,00 e o reajuste de 10% na tabela do Imposto de Renda.
O presidente da CUT, João Antonio Felício, sublinhou a importância da unidade das centrais sindicais, seja na elaboração de propostas – com o apoio técnico do Dieese – ou nas mobilizações de rua e no Parlamento para garantir uma política de valorização permanente do salário mínimo. “Essa unidade tem sido fundamental pois saímos do debate estéril e da demagogia de alguns parlamentares para estabelecermos um novo tipo de relação com o poder público”.
“Os R$ 360,00 representam o meio do caminho entre os R$ 321,00 inicialmente propostos pelo governo no Orçamento e os R$ 400,00 reivindicados pelas centrais. Significa 14% de aumento real no salário mínimo, que é a mais bela, justa e eficiente forma de distribuição de renda no país”, declarou Felício, frisando que “o aumento impacta positivamente na melhoria das condições de vida da população mais pobre, mais miserável, e tem reflexo direto no piso das categorias profissionais, que serão elevados”.
ORÇAMENTO – O aumento de R$ 10,00 em relação a última proposta do governo (R$ 350,00), informou João Felicio, representa um impacto de R$ 1,6 bilhões nas contas públicas. “O dinheiro existe, o que necessitamos agora é mudar a peça orçamentária, garantindo uma maior aplicação de recursos nas áreas sociais. Reduzindo o superávit primário do atual patamar de cerca de 5%, que aloca mais de R$ 100 bilhões todos os anos para pagar o serviço da dívida, teremos recursos para o salário mínimo, reforma agrária, educação e saúde, para os serviços e servidores públicos. Precisamos desses recursos para alavancar o crescimento econômico”, enfatizou.
Além do reajuste do mínimo, declarou João Felício, a luta pelo reajuste de 10% na tabela do Imposto de Renda é outro ponto que merece atenção das centrais, já que iria desonerar milhões de contribuintes, “o que representa mais dinheiro no bolso da classe média”.
RECUPERAÇÃO – Para Antonio Neto, presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), “a constituição de uma Comissão Quadripartite no âmbito do Ministério do Trabalho e de uma Comissão Mista do Congresso Nacional para debater uma política de recuperação permanente do salário mínimo aponta para a necessidade da continuidade da mobilização unitária das centrais”. “Isso será decisivo para atingirmos o salário mínimo proposto pelo Dieese – atualmente de R$ 1.468,00 – o patamar necessário para a sobrevivência do povo brasileiro”, sublinhou.
Na avaliação do presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Antonio Carlos dos Reis (Salim), “os R$ 360,00 e o reajuste de 10% na tabela do IR representam uma conquista da luta das centrais, e aponta para a necessidade da mudança da política econômica, que possibilitaria um valor de salário mínimo mais adequado às necessidades dos brasileiros”.
CONQUISTA – O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, avaliou como muito importante a fixação dos R$ 360,00, “pois é o terceiro ano que estamos negociando e obtendo avanços nesta disputa pelo Orçamento da União, o que aponta uma conquista obtida pela nossa mobilização”.
A definição dos R$ 360,00 e sua aprovação pelo governo, declarou o presidente da Social Democracia Sindical (SDS), Enilson Simões de Moura (Alemão), “representará uma grande vitória para todos os brasileiros”. “Este é um momento em que as exportações estão crescendo e os números da economia são favoráveis a fortalecermos a distribuição de renda”, concluiu.
As centrais sindicais enfatizaram que não vão abrir mão dos R$ 360,00 e que irão ao Congresso Nacional, caso o governo não aceite a nova proposta. A CUT ainda vai continuar pressionando pelo aumento dos recursos para o funcionalismo e os serviços públicos e pela redução da jornada de trabalho sem diminuição de salário.
Fonte : CUT
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