(São Paulo) A luta contra as distorções provocadas pelo Programa Cobertura Previdenciária Estimada (Copes), que entre os trabalhadores é chamado de Altas Programadas, tem uma importante e decisiva batalha nesta segunda-feira, dia 16.
Pressionado pelo Sindicato, que desde a implementação do programa aponta suas falhas e os prejuízos provocados aos trabalhadores (principalmente por enquadrar doenças crônicas às suas regras), o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, convocou uma reunião, que acontecerá na Gerência Regional do INSS, em São Paulo.
Além dos bancários, participarão representantes de outras categorias profissionais, que também são vitimadas pelos equívocos do Copes. Representando o INSS estarão presentes Gabas, o presidente do órgão, Valdir Simão, e outros executivos, como o diretor de Benefícios, a coordenadora geral de Benefício por Incapacidade e o gerente regional/SP.
Só problemas – O Copes, também chamado de “Data Certa” estabelece antecipadamente uma data para o retorno às atividades do trabalhador ou trabalhadora que tenha de se afastar para tratamento de doença ou acidente de trabalho.
Vencido o prazo, além de obrigar um grande número de pessoas ainda incapacitadas a voltar ao trabalho, (quando o tratamento ministrado não alcança os resultados esperados), o INSS suspende o pagamento dos respectivos auxílios previdenciários, além de dificultar novas perícias para a renovação do benefício.
Com isso, além de não conseguir trabalhar, as pessoas ficam sem nenhuma renda, até que sejam liberadas para seguir o tratamento, ou obrigadas a voltar à empresa, onde geralmente enfrentam o despreparo destas para lidar com funcionários adoecidos pelas más condições de trabalho.
Na pressão – “A situação dos trabalhadores vai de mal a pior com a manutenção das Altas Programadas”, conta a médica sanitarista Maria Maeno, assessora da secretaria de Saúde do Sindicato. Ela relata absurdos como bancários lesionados a ponto de mal conseguirem caminhar ou com quadros de distúrbio mental grave serem chamados pelos bancos.
“Trata-se de uma violação aos direitos dos trabalhadores, que gera uma série infindável de injustiças. Queremos que os critérios das Altas Programadas sejam revisados”, afirma o diretor da secretaria de Saúde e Condições de Trabalho, Walcir Previtale Bruno.
Fonte: Fábio Michel – Seeb SP
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Por Mhais• 16 de janeiro de 2006• 13:06• Sem categoria
Altas Programadas voltam ao debate
(São Paulo) A luta contra as distorções provocadas pelo Programa Cobertura Previdenciária Estimada (Copes), que entre os trabalhadores é chamado de Altas Programadas, tem uma importante e decisiva batalha nesta segunda-feira, dia 16.
Pressionado pelo Sindicato, que desde a implementação do programa aponta suas falhas e os prejuízos provocados aos trabalhadores (principalmente por enquadrar doenças crônicas às suas regras), o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, convocou uma reunião, que acontecerá na Gerência Regional do INSS, em São Paulo.
Além dos bancários, participarão representantes de outras categorias profissionais, que também são vitimadas pelos equívocos do Copes. Representando o INSS estarão presentes Gabas, o presidente do órgão, Valdir Simão, e outros executivos, como o diretor de Benefícios, a coordenadora geral de Benefício por Incapacidade e o gerente regional/SP.
Só problemas – O Copes, também chamado de “Data Certa” estabelece antecipadamente uma data para o retorno às atividades do trabalhador ou trabalhadora que tenha de se afastar para tratamento de doença ou acidente de trabalho.
Vencido o prazo, além de obrigar um grande número de pessoas ainda incapacitadas a voltar ao trabalho, (quando o tratamento ministrado não alcança os resultados esperados), o INSS suspende o pagamento dos respectivos auxílios previdenciários, além de dificultar novas perícias para a renovação do benefício.
Com isso, além de não conseguir trabalhar, as pessoas ficam sem nenhuma renda, até que sejam liberadas para seguir o tratamento, ou obrigadas a voltar à empresa, onde geralmente enfrentam o despreparo destas para lidar com funcionários adoecidos pelas más condições de trabalho.
Na pressão – “A situação dos trabalhadores vai de mal a pior com a manutenção das Altas Programadas”, conta a médica sanitarista Maria Maeno, assessora da secretaria de Saúde do Sindicato. Ela relata absurdos como bancários lesionados a ponto de mal conseguirem caminhar ou com quadros de distúrbio mental grave serem chamados pelos bancos.
“Trata-se de uma violação aos direitos dos trabalhadores, que gera uma série infindável de injustiças. Queremos que os critérios das Altas Programadas sejam revisados”, afirma o diretor da secretaria de Saúde e Condições de Trabalho, Walcir Previtale Bruno.
Fonte: Fábio Michel – Seeb SP
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