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Artigo: Viva o sindicato!

O sindicato sempre foi e continua sendo a instância máxima de representação coletiva dos trabalhadores em todo mundo.
E apesar de vivermos em um mundo em que o culto do individualismo exacerbado busca fechar cada vez mais espaço para projetos coletivos, um mundo que insiste em sacrificar todas as conquistas coletivas em nome do deus mercado, o sindicalismo de luta continua resistindo e se impondo como principal instrumento do trabalhador em defesa dos seus direitos.
Mas, apesar de toda essa evidente resistência – que tem assegurado não somente a manutenção e ampliação de direitos de várias categorias, mas também impedido, em diversos países, a entrega do patrimônio nacional –, há uma significativa parcela de nossos intelectuais afirmando que o sindicalismo morreu.
O pior é que muitos desses teóricos do caos que hoje engrossam o coro dos que dizem que o sindicato perdeu seu poder de fogo, que a sociedade do trabalho chegou ao fim e que não há outra alternativa ao trabalhador a não ser a inserção submissa no mercado de trabalho são os mesmos que há algum tempo atrás se diziam comprometidos com os trabalhadores.
Esquecem-se eles que a organização dos trabalhadores em seus sindicatos ao longo da história sempre sofreu reveses e sempre renasceu ainda mais forte após o período de arrefecimento.
Assim foi durante o nazi-fascismo na Europa e durante os períodos negros da ditadura Vargas e da ditadura militar no Brasil. O chamado “novo sindicalismo”, surgido a partir da mobilização dos metalúrgicos do ABC paulista contra o regime militar que culminou com as greves históricas do final da década de 70 e a criação da Central Única dos Trabalhares (CUT) no início da década seguinte, é apenas um exemplo de como o movimento sindical se fortalece na adversidade.
O momento vivido hoje pelo movimento sindical no Brasil não é diferente. Desde a implantação do neoliberalismo, a partir do governo Collor, que trouxe a reestruturação produtiva, a automação, a terceirização e a demissão em massa, que o movimento sindical vem enfrentando ataques nunca antes vistos em sua história.
Principalmente no governo Fernando Henrique, quando enfrentamos o desmonte das empresas públicas visando a privatização, os ataques aos direitos trabalhistas, o congelamento salarial dos trabalhadores do setor público e inúmeras tentativas de desmoralização do movimento sindical.
Resistimos bravamente a tudo isso. E, agora, no governo democrático- popular do presidente Lula – quando os sindicatos voltaram a atuar com total liberdade e quando buscamos modernizar a relação capital e trabalho através de uma reforma sindical –, podemos afirmar com toda a segurança dos resistentes: o sindicato está vivo. Viva o sindicato!
João Antonio Felício
Fonte: CUT

Por 09:45 Sem categoria

Artigo: Viva o sindicato!

O sindicato sempre foi e continua sendo a instância máxima de representação coletiva dos trabalhadores em todo mundo.

E apesar de vivermos em um mundo em que o culto do individualismo exacerbado busca fechar cada vez mais espaço para projetos coletivos, um mundo que insiste em sacrificar todas as conquistas coletivas em nome do deus mercado, o sindicalismo de luta continua resistindo e se impondo como principal instrumento do trabalhador em defesa dos seus direitos.

Mas, apesar de toda essa evidente resistência – que tem assegurado não somente a manutenção e ampliação de direitos de várias categorias, mas também impedido, em diversos países, a entrega do patrimônio nacional –, há uma significativa parcela de nossos intelectuais afirmando que o sindicalismo morreu.

O pior é que muitos desses teóricos do caos que hoje engrossam o coro dos que dizem que o sindicato perdeu seu poder de fogo, que a sociedade do trabalho chegou ao fim e que não há outra alternativa ao trabalhador a não ser a inserção submissa no mercado de trabalho são os mesmos que há algum tempo atrás se diziam comprometidos com os trabalhadores.

Esquecem-se eles que a organização dos trabalhadores em seus sindicatos ao longo da história sempre sofreu reveses e sempre renasceu ainda mais forte após o período de arrefecimento.

Assim foi durante o nazi-fascismo na Europa e durante os períodos negros da ditadura Vargas e da ditadura militar no Brasil. O chamado “novo sindicalismo”, surgido a partir da mobilização dos metalúrgicos do ABC paulista contra o regime militar que culminou com as greves históricas do final da década de 70 e a criação da Central Única dos Trabalhares (CUT) no início da década seguinte, é apenas um exemplo de como o movimento sindical se fortalece na adversidade.

O momento vivido hoje pelo movimento sindical no Brasil não é diferente. Desde a implantação do neoliberalismo, a partir do governo Collor, que trouxe a reestruturação produtiva, a automação, a terceirização e a demissão em massa, que o movimento sindical vem enfrentando ataques nunca antes vistos em sua história.

Principalmente no governo Fernando Henrique, quando enfrentamos o desmonte das empresas públicas visando a privatização, os ataques aos direitos trabalhistas, o congelamento salarial dos trabalhadores do setor público e inúmeras tentativas de desmoralização do movimento sindical.

Resistimos bravamente a tudo isso. E, agora, no governo democrático- popular do presidente Lula – quando os sindicatos voltaram a atuar com total liberdade e quando buscamos modernizar a relação capital e trabalho através de uma reforma sindical –, podemos afirmar com toda a segurança dos resistentes: o sindicato está vivo. Viva o sindicato!

João Antonio Felício

Fonte: CUT

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