RH do banco diz que problema existe e que já tomou providências para acabar com esta determinação que atinge cerca de 70 pessoas dentro do Call Center.
(São Paulo) Nesta terça-feira, o site do Sindicato divulgou uma reportagem em que no ABN Real, cerca de 70 funcionários do setor RIB (Real Internet Banking) – do Call Center – eram proibidos de ir ao banheiro na última hora de trabalho (veja abaixo a reportagem). Nesta quarta-feira, um novo memorando circulou pelo setor desmentindo esta proibição.
“Apesar da negação, há um memorando com a determinação expressa para os funcionários cumprirem a ordem”, ressalta a diretora do Sindicato Karina Carla Prenholato.
Mesmo com esta negação, o próprio RH do banco reconheceu, no final da tarde, o problema e disse que já tomou medidas contra a proibição.
“Em uma ligação telefônica, o RH disse que já reorientou o setor”, diz a diretora do Sindicato. De acordo com ela, no local, todo trabalhador que tem jornada de seis horas, tem direito a 10 minutos para ir ao banheiro e outros 20 para a refeição.
“Reconhecer o erro já é um grande passo, mas outro precisa ser dado. O banco precisa respeitar a lei que estabelece uma pausa de 10 minutos a cada 50 trabalhados. É com este parâmetro que o banco deve se comprometer”, afirma a diretora.
Para a diretora do Sindicato, essa ordem só existe graças à pressão abusiva por metas, que prevê o funcionário no atendimento ao público em 94% do seu tempo no trabalho.
No ABN, bancário não pode ir ao banheiro
Em um setor dentro do Call Center trabalhadores são proibidos de sair do lugar na última hora de trabalho
Após a invasão de pulgas do Call Center, e como se já não bastasse o assédio moral e a pressão por metas, agora uma estranha comunicação interna chegou aos funcionários do ABN Real na última semana. Um memorando oficial dizia aos trabalhadores que eles estavam proibidos de utilizar o banheiro na última hora de trabalho.
Essa medida atinge aos trabalhadores do setor RIB (Real Internet Banking), que tem cerca de 70 trabalhadores, sendo quase 90% mulheres. Mesmo sendo comunicada, a direção de RH do ABN ainda não se manifestou. No local, todo trabalhador tem jornada de seis horas, com direito a 10 minutos para ir ao banheiro e outros 20 para a refeição.
“É tão absurdo que até parece que não é real. Mas é”, lembra a diretora do Sindicato Karina Carla Prenholato, que completa: “parece ironia, mas o ABN Real está fazendo mais que o possível para atormentar a vida dos seus funcionários”.
Trocadilhos à parte, o certo é que os desmandos continuam e a diretoria ainda não tomou nenhuma providência. “Queremos saber se o banco vai se mexer logo ou vai esperar como no caso das pulgas, que atormentaram quase um ano os bancários”, diz.
De acordo com a médica sanitarista, Maria Maeno, essa proibição pode causar problemas de saúde, especialmente às mulheres, como uma infecção urinária. “Nós temos exemplos de muitas empresas em que o índice aumento muito”, lembra.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
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Por Mhais• 10 de agosto de 2005• 22:35• Sem categoria
ABN Real recua e reconhece proibição
RH do banco diz que problema existe e que já tomou providências para acabar com esta determinação que atinge cerca de 70 pessoas dentro do Call Center.
(São Paulo) Nesta terça-feira, o site do Sindicato divulgou uma reportagem em que no ABN Real, cerca de 70 funcionários do setor RIB (Real Internet Banking) – do Call Center – eram proibidos de ir ao banheiro na última hora de trabalho (veja abaixo a reportagem). Nesta quarta-feira, um novo memorando circulou pelo setor desmentindo esta proibição.
“Apesar da negação, há um memorando com a determinação expressa para os funcionários cumprirem a ordem”, ressalta a diretora do Sindicato Karina Carla Prenholato.
Mesmo com esta negação, o próprio RH do banco reconheceu, no final da tarde, o problema e disse que já tomou medidas contra a proibição.
“Em uma ligação telefônica, o RH disse que já reorientou o setor”, diz a diretora do Sindicato. De acordo com ela, no local, todo trabalhador que tem jornada de seis horas, tem direito a 10 minutos para ir ao banheiro e outros 20 para a refeição.
“Reconhecer o erro já é um grande passo, mas outro precisa ser dado. O banco precisa respeitar a lei que estabelece uma pausa de 10 minutos a cada 50 trabalhados. É com este parâmetro que o banco deve se comprometer”, afirma a diretora.
Para a diretora do Sindicato, essa ordem só existe graças à pressão abusiva por metas, que prevê o funcionário no atendimento ao público em 94% do seu tempo no trabalho.
No ABN, bancário não pode ir ao banheiro
Em um setor dentro do Call Center trabalhadores são proibidos de sair do lugar na última hora de trabalho
Após a invasão de pulgas do Call Center, e como se já não bastasse o assédio moral e a pressão por metas, agora uma estranha comunicação interna chegou aos funcionários do ABN Real na última semana. Um memorando oficial dizia aos trabalhadores que eles estavam proibidos de utilizar o banheiro na última hora de trabalho.
Essa medida atinge aos trabalhadores do setor RIB (Real Internet Banking), que tem cerca de 70 trabalhadores, sendo quase 90% mulheres. Mesmo sendo comunicada, a direção de RH do ABN ainda não se manifestou. No local, todo trabalhador tem jornada de seis horas, com direito a 10 minutos para ir ao banheiro e outros 20 para a refeição.
“É tão absurdo que até parece que não é real. Mas é”, lembra a diretora do Sindicato Karina Carla Prenholato, que completa: “parece ironia, mas o ABN Real está fazendo mais que o possível para atormentar a vida dos seus funcionários”.
Trocadilhos à parte, o certo é que os desmandos continuam e a diretoria ainda não tomou nenhuma providência. “Queremos saber se o banco vai se mexer logo ou vai esperar como no caso das pulgas, que atormentaram quase um ano os bancários”, diz.
De acordo com a médica sanitarista, Maria Maeno, essa proibição pode causar problemas de saúde, especialmente às mulheres, como uma infecção urinária. “Nós temos exemplos de muitas empresas em que o índice aumento muito”, lembra.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
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