Acordo incentiva servidor a poupar
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, assinou ontem (11) com a Caixa Vida Previdência, ligada à Caixa Econômica Federal, e a Brasilprev, vinculada ao Banco do Brasil, acordo de cooperação com o objetivo de incentivar as aplicações em fundos de investimentos com característica de previdência privada, produto exclusivo colocado à disposição dos servidores públicos federais.
Segundo Bernardo, o governo tem insistido na necessidade de aumentar o crédito no Brasil que, em 2002, era de 22% do PIB, um valor muito baixo em relação a vários países. Com este objetivo, o governo vem incentivando as iniciativas para aumentar o crédito no Brasil, como o crédito consignado que, segundo as últimas estimativas, já está em cerca de R$ 100 bilhões.
O ministro do Planejamento disse que a questão do crédito é muito importante, tanto que foi uma das metas colocadas no PAC, lançado em janeiro de 2007, ou seja, elevar o volume de crédito no Brasil, do patamar de 22% do PIB para 50% do PIB em 2010, meta que deverá ser alcançada, disse Bernardo, uma vez que hoje “já estamos em 47% do PIB”.
O acordo não substitui ao projeto de previdência complementar do servidor, mas pretende iniciar um processo de educação previdenciária no Brasil que é muito disseminada em outros países do mundo. Prevê oferecer aos servidores a possibilidade de contratar uma nova modalidade de investimentos, em condições melhores que as de mercado, além de permitir abater no imposto de renda o gasto efetuado, observados os limites legais.
Os produtos oferecidos prevêem um valor mínimo mensal de contribuição de R$ 80,00 para o benefício básico. O prazo de carência para resgate é de 60 dias. Com isso, o servidor pode formar um fundo de reserva para si próprio ou para seus dependentes.
Qualquer que seja a decisão do servidor, no entanto, ela será tomada de maneira individual, diretamente com a instituição financeira, sem a participação direta do Ministério do Planejamento.
O acordo firmado terá vigência de sessenta meses a contar da data de sua assinatura, admitida sua prorrogação. As contribuições poderão ser descontadas sob a forma de boleto bancário ou débito em conta, no caso de correntistas da Caixa e do Banco do Brasil.
As informações são do Ministério do Planejamento.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.anfip.org.br.
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BB e Caixa lançam plano de previdência privada para servidor federal
BRASÍLIA – O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal vão vender produtos diferenciados de previdência privada a cerca de 1,8 milhão de servidores federais. O valor da contribuição mensal mínima será de R$ 80, e o custo terá taxas reduzidas da média do mercado de 7% para até 1% ao ano.
Segundo o vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Paulo Caffarelli, “são alternativas de investimento” para o servidor público, no atual cenário de juros em queda e baixa rentabilidade de aplicações tradicionais como a caderneta de poupança. Ele lembrou que o servidor terá a opção de levar a aplicação até a aposentadoria, “ou sacar antes disso e usufruir do dinheiro.”
BB e Caixa vão ofertar o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Ambos fixaram a cota mínima mensal em R$ 80,00, com zero de taxa de carregamento, cobrada no mercado em até 4% anuais. No caso da Caixa será acoplado um seguro de cobertura mínimo de R$ 20,00 ao mês.
” Se o investidor morrer, o seguro integraliza o plano para todo o período contratado, em valor proporcional, ou seja, com base nos R$ 20 mensais ” , disse o vice-presidente de Pessoa Física da Caixa, Fábio Lanza.
A BrasilPrev vai cobrar taxa de administração financeira de 1,5% para aplicações em renda fixa e de 2% anuais para renda variável. Já a Caixa Vida e Seguro quer 1% em renda fixa e 1,25% sobre a parcela destinada a seus fundos de investimentos em ações.
Segundo Mauro Guadanholi, superintendente comercial da BrasilPrev, o VGBL e o PGBL tornaram-se ” excelentes opções de diversificação de investimento ” de longo prazo, com a queda dos juros no Brasil e no mundo. Ele explicou que ofertará aos servidores públicos condições que a Brasilprev só pratica na venda de balcão quando o cliente faz aporte inicial de R$ 100 mil e aceita cotas mínimas mensais de R$ 400,00.
Como o BB detém a folha de pagamentos de 75% dos ativos e inativos do funcionalismo federal, Guadanholi espera vender entre 150 mil e 160 mil novos planos de previdência privada ao segmento, em até 24 meses. Já Lanza quer abocanhar “30% de tudo o que for vendido nos próximos dois anos”.
(Azelma Rodrigues | Valor)
Por Valor Online. 11/11/2009 17:18
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.valor.com.br.