CUT, FUP e Movimentos Sociais
A FUP, junto com as centrais sindicais CUT e CTB, MST e outros movimentos sociais, realizam manifestação em frente ao Congresso Nacional para reafirmar a urgência de uma nova lei do petróleo que acabe com os leilões e crie um fundo social soberano para gerir as riquezas do pré-sal. Os manifestantes estão desde o início da manhã desta quarta-feira, 03, tentando ocupar o Salão Verde do Senado Federal, em protesto contra a CPI da Petrobrás, que estava prevista para ser instalada hoje, mas foi adiada.
O Congresso armou um forte esquema de segurança, tentando impedir o acesso dos manifestantes às instalações do Senado, dificultando, inclusive, o trânsito entre os gabinetes dos parlamentares. A FUP, CUT e CTB decidiram transferir o ato para o Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, onde começa nesta quarta-feira o seminário “O Brasil diante do pré-sal”, organizado pela Comissão de Minas e Energia.
Do lado de fora do Congresso, cerca de três mil manifestantes participam do ato político, que cobra a retomada do monopólio estatal do petróleo e uma Petrobrás 100% pública e com compromisso social. Dirigentes sindicais, lideranças sociais e parlamentares da esquerda criticam veementemente a CPI, esclarecendo que é uma manobra politiqueira da oposição para dificultar mudanças na atual legislação do petróleo e retomar o projeto neoliberal de privatização da Petrobrás.
Dezenas de caravanas de trabalhadores e militantes dos movimentos sociais chegaram à Brasília para o ato, vindas de vários estados do país. Os sindicatos de petroleiros filiados à FUP enviaram 11 ônibus para a manifestação, com trabalhadores da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Duque de Caxias, Norte Fluminense e de São Paulo.
A FUP distribuiu no Congresso uma Carta Aberta aos Parlamentares, onde ressalta a urgência de uma nova lei do petróleo e manifesta preocupação em relação à CPI, que pode paralisar a Petrobrás e os investimentos que estão sendo feitos no país. Leia abaixo a íntegra do documento.
Maiores informações:
João Antônio de Moraes – coordenador da FUP – 21-7674-1786
Marlúzio Dantas – diretor de comunicação da FUP – 21-7672-8168
CARTA ABERTA AOS PARLAMENTARES
Por uma Petrobrás 100% pública e com compromisso social!
Pela retomada do monopólio estatal do petróleo!
Os trabalhadores, estudantes, militantes sociais e todos os brasileiros que defendem a soberania nacional estão nas ruas, de prontidão, para impedir qualquer tentativa de retomada do projeto de privatização da Petrobrás. A CPI instalada no Senado tem por objetivo desestabilizar a maior empresa pública da América Latina, que tem sido fundamental para alavancar o crescimento do nosso país, movimentando a economia, gerando empregos e fazendo do Brasil uma potência mundial na produção de petróleo e gás e no desenvolvimento de tecnologias de ponta.
Tanto o Banco Mundial, quanto o FMI, vêm destacando que a economia brasileira apresenta um diferencial em relação aos demais países nesta que é a maior crise econômica que o mundo moderno já passou. Este diferencial tem nome: a Petrobrás, que, sozinha, responde por mais de 20% de todos os investimentos anualmente feitos no país. É neste cenário de mundo em crise, com claros reflexos na economia brasileira, que os parlamentares da oposição resolveram instalar uma CPI para investigar a empresa. Eles sabem que uma investigação do Senado Federal pode dificultar a captação dos recursos internacionais que são fundamentais para a Petrobrás realizar seus investimentos previstos.
Querem parar a Petrobrás para que os efeitos da crise internacional no país se agravem. Mais do que isso, querem que o governo recue na sua intenção de fazer chegar aos mais pobres a riqueza gerada com a exploração do pré-sal. Uma riqueza estimada entre US$ 3 trilhões e US$ 9 trilhões! Estas são as reais intenções da CPI armada contra a Petrobrás, que tem por objetivo impedir mudanças na atual legislação, beneficiando as multinacionais que querem continuar explorando, de forma predatória, o petróleo brasileiro.
A campanha “O petróleo tem que ser nosso” aglutinou trabalhadores, estudantes, movimentos populares e frentes de esquerda na luta por uma nova legislação, que restabeleça o monopólio estatal do petróleo e uma Petrobrás 100% pública e com compromisso social. Só assim, garantiremos que as riquezas geradas pelo pré-sal sejam utilizadas em benefício da população e não dos grupos econômicos privados. Portanto, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) continuarão nas ruas, de prontidão, defendendo o patrimônio público e a soberania nacional, desmascarando esses parlamentares entreguistas e antipatriotas.
Brasília, 03 junho de 2009.
Federação Única dos Petroleiros – FUP
Central Única dos Trabalhadores – CUT
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.
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Movimentos populares do Paraná demonstram unidade na luta em defesa do petróleo e da Petrobrás
Nem o dia mais frio do ano, Curitiba registrou a temperatura mínima de 3,1ºC nesta terça-feira, dia 02 de junho, conseguiu esfriar os ânimos dos movimentos populares do Paraná. Representantes de entidades sindicais, partidos políticos e organizações ligadas ao movimento social, tiraram os casacos do armário e participaram do protesto “por uma nova lei do petróleo, pela retomada do monopólio estatal e em defesa da Petrobrás”.
A manifestação aconteceu no fim da manhã, na Boca Maldita, região central da capital paranaense. O destaque da atividade foi a mística, na qual um padre e seus auxiliares vestidos de preto fizeram o enterro do projeto neoliberal das privatizações, representado pelos partidos direitistas PSDB e DEM. Um caixão e plaquetas que traziam ilustrações do tucano e do demônio foram carregadas durante o cômico cortejo.
O ato faz parte da campanha nacional “O Petróleo tem que ser nosso!”, cujo objetivo é defender que esse recurso natural estratégico fique sob o controle público e ainda que sua renda seja revertida em investimentos sociais. Gustavo Erwin, o ‘Red’, da Coordenação dos Movimentos Sociais [CMS], explica que o desafio da campanha é fazer o debate sobre a importância dessa riqueza para a emancipação do povo brasileiro. “Não podemos permitir que as multinacionais se apropriem dessa riqueza estratégica. Isso é luta de libertação nacional. Precisamos da efetiva participação de todas as organizações comprometidas com a luta antiimperialista e com a construção do projeto popular para o Brasil”, diz.
Os leilões da Agência Nacional de Petróleo [ANP], onde áreas com potencial para extração de petróleo são ofertadas a quem pagar mais, foram duramente criticados pelo presidente estadual da CUT, Roni Anderson Barbosa. “Isso é um absurdo. O patrimônio do povo brasileiro acaba indo muitas vezes para as mãos de transnacionais. Não há controle preciso sobre a quantidade de petróleo e gás natural que são retirados e, para piorar ainda mais, a tributação sobre essa atividade é muito pequena. Em outras palavras, essas empresas sugam nossas riquezas e deixam migalhas como forma de impostos. Daí a necessidade de um novo marco regulatório do setor petróleo que restabeleça o monopólio estatal, quebrado durante a era FHC”, afirmou Barbosa.
A mobilização popular contou com a presença do secretário de relações internacionais da CUT, João Felício. Em sua intervenção, ele repudiou a CPI da Petrobrás, proposta pelo senador Álvaro Dias [PSDB-PR]. “A CUT sempre foi contra as privatizações e essa CPI é uma forma de enfraquecer a Petrobrás e indispor o Governo Federal perante a população. Esses, que agora querem investigar a estatal, são os mesmos que tentaram vendê-la. A Petrobrás sempre financiou projetos sociais e culturais, não foi diferente no governo FHC. Se querem a CPI, tudo bem, mas que a era FH também seja levantada. Trata-se de uma proposta meramente eleitoreira”.
Durante o ato foram coletadas assinaturas para o abaixo-assinado de iniciativa popular de projeto de lei a ser enviado ao Congresso Nacional a fim de assegurar a consolidação do monopólio estatal do petróleo, a reestatização da Petrobrás, o fim das concessões brasileiras de petróleo e gás, e a destinação social dos recursos gerados pela produção.
:: Calendário Nacional
As mobilizações em defesa do petróleo do e para o povo brasileiro continuam. Novas manifestações ocorerrão em Brasília, nesta quarta-feira [03/06], e em Manaus [11/06]. Para o ato na Capital Federal, a CUT traçou como meta a mobilização de 300 dirigentes sindicais para uma ocupação pacífica do Congresso Nacional.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cutpr.org.br.