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As circunstâncias da privatização no Paraná e a venda do Banestado para o Itaú

O Banco do Estado do Paraná foi privatizado por R$ 1,65 bilhão e mais vantagens previstas no acordo de compra, como a manutenção das contas do governo para o comprador por cinco anos, e ainda, 20% das ações da Copel em títulos precatórios.
A justificativa do governo foi a de que o Banestado tinha um mau desempenho, mas a realidade é que a venda do banco tinha como intuito acobertar bilhões de reais desviados em esquemas como empréstimos fraudulentos e contratações superfaturadas, além de encobrir dívidas do governo e financiamento de publicidade ilegal.
O banco Itaú, comprador do Banestado, prestou ao então governador Lerner um belo serviço, escondendo as irregularidades que vinham praticando no banco.
A privatização do Banestado foi um golpe contra o grande movimento de resistência, construído pelos sindicatos e funcionários que trabalharam sem cessar na esperança de evitar sua venda.
O Comitê Movimento União em Defesa do Banestado levantou vários documentos que comprovavam o desvio de verbas e as irregularidades no banco em prol do mesmo grupo político que defendia a privatização. As denúncias originaram a CPI do Banestado e diversas ações que estão em tramitação na Justiça Federal.
Houve ações populares contra a privatização, liminares conquistadas pelos sindicatos dos bancários e parlamentares suspendendo a venda, além de diversas manifestações públicas.
O fim do Banco do Estado do Paraná, sob o controle do povo paranaense, significou o desemprego para 9 mil trabalhadores, a maioria com mais de dez anos de banco, ou seja, os trabalhadores mais velhos e com os maiores salários.
Também significou acentuada redução no número de agências, comprometendo assim, a democratização do acesso ao sistema bancário por todo o povo do Paraná.
Para o Sistema Financeiro Nacional, o Banestado significou apenas um bom negócio, uma excelente aquisição devido à posição estratégica do Paraná, tanto no território brasileiro, quanto na área de abrangência do Mercosul.
Candidato ao governo do estado propõe a criação de um novo banco estatal no Paraná
Roberto Requião, governador licenciado e candidato à reeleição pelo PMDB, defende a criação de um banco público no Paraná que substituiria o Banestado, vendido ao banco Itaú. Requião afirma que existe uma lei aprovada pela Assembléia Legislativa autorizando a fundação de uma caixa econômica estadual.
Para o candidato a reabertura de um banco público paranaense é um sonho pessoal. Em 2002, o governador criticou a venda do banco público paranaense. A privatização do Banestado ainda é um tema presente no governo do Estado, que tenta renegociar com o governo federal a dívida deixada pelo processo de saneamento do banco.
FETEC-CUT-PR.

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As circunstâncias da privatização no Paraná e a venda do Banestado para o Itaú

O Banco do Estado do Paraná foi privatizado por R$ 1,65 bilhão e mais vantagens previstas no acordo de compra, como a manutenção das contas do governo para o comprador por cinco anos, e ainda, 20% das ações da Copel em títulos precatórios.

A justificativa do governo foi a de que o Banestado tinha um mau desempenho, mas a realidade é que a venda do banco tinha como intuito acobertar bilhões de reais desviados em esquemas como empréstimos fraudulentos e contratações superfaturadas, além de encobrir dívidas do governo e financiamento de publicidade ilegal.

O banco Itaú, comprador do Banestado, prestou ao então governador Lerner um belo serviço, escondendo as irregularidades que vinham praticando no banco.

A privatização do Banestado foi um golpe contra o grande movimento de resistência, construído pelos sindicatos e funcionários que trabalharam sem cessar na esperança de evitar sua venda.

O Comitê Movimento União em Defesa do Banestado levantou vários documentos que comprovavam o desvio de verbas e as irregularidades no banco em prol do mesmo grupo político que defendia a privatização. As denúncias originaram a CPI do Banestado e diversas ações que estão em tramitação na Justiça Federal.

Houve ações populares contra a privatização, liminares conquistadas pelos sindicatos dos bancários e parlamentares suspendendo a venda, além de diversas manifestações públicas.

O fim do Banco do Estado do Paraná, sob o controle do povo paranaense, significou o desemprego para 9 mil trabalhadores, a maioria com mais de dez anos de banco, ou seja, os trabalhadores mais velhos e com os maiores salários.

Também significou acentuada redução no número de agências, comprometendo assim, a democratização do acesso ao sistema bancário por todo o povo do Paraná.

Para o Sistema Financeiro Nacional, o Banestado significou apenas um bom negócio, uma excelente aquisição devido à posição estratégica do Paraná, tanto no território brasileiro, quanto na área de abrangência do Mercosul.

Candidato ao governo do estado propõe a criação de um novo banco estatal no Paraná

Roberto Requião, governador licenciado e candidato à reeleição pelo PMDB, defende a criação de um banco público no Paraná que substituiria o Banestado, vendido ao banco Itaú. Requião afirma que existe uma lei aprovada pela Assembléia Legislativa autorizando a fundação de uma caixa econômica estadual.

Para o candidato a reabertura de um banco público paranaense é um sonho pessoal. Em 2002, o governador criticou a venda do banco público paranaense. A privatização do Banestado ainda é um tema presente no governo do Estado, que tenta renegociar com o governo federal a dívida deixada pelo processo de saneamento do banco.

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