Os sindicatos de todo Brasil estarão mobilizados nesta terça-feira, 21, fazendo mais um Dia Nacional de Luta para pressionar a Fenaban, cobrando uma proposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores, durante a nova negociação que ocorre nesta quarta-feira, dia 22, às 15h, em São Paulo. A mobilização foi definida pelo Comando Nacional dos Bancários, após a última rodada, ocorrida na quinta-feira, dia 16.
A categoria reivindica reajuste de 11% (inflação do período mais aumento real), PLR de três salários mais R$ 4 mil, valorização dos pisos, elevação dos auxílios (refeição, alimentação e creche/babá), auxílio-educação e previdência complementar para todos os bancários, dentre outros itens.
Ao lado do aumento da remuneração, os bancários priorizam melhores condições de trabalho e emprego, cobrando o fim das metas abusivas, o combate ao assédio moral, mais segurança contra assaltos e sequestros, proteção ao emprego, mais contratações, reversão das terceirizações e fim da precarização dos correspondentes bancários.
“Vamos mostrar a força de nossa mobilização em todo país e lutar para arrancar uma proposta decente com avanços econômicos e sociais”, conclama Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. “Outro banco é preciso, com as pessoas em primeiro lugar”, enfatiza.
Nova carta aberta
A Contraf-CUT está divulgando uma carta aberta aos bancários e aos clientes para subsidiar as ações dos sindicatos no Dia Nacional de Luta, a exemplo das manifestações anteriores.
O material já se encontra disponível às entidades sindicais filiadas na seção Download do sítio da CONTRAF_CUT.
Fonte: Contraf-CUT.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.
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Na véspera da negociação, Dia Nacional de Luta
Trabalhadores promovem ato nesta terça-feira por proposta digna. Se não vier, categoria pode parar
São Paulo – Os bancários realizam nesta terça-feira 21, o Dia Nacional de Luta da categoria, a partir das 7h na região central da capital paulista. O ato da Campanha Nacional Unificada 2010 acontece um dia antes da quinta rodada de negociação com a federação dos bancos (Fenaban), marcada para 15h. Os banqueiros, conforme se comprometeram, deverão apresentar proposta ao Comando Nacional dos Bancários.
A categoria tem data-base em 1º de setembro e a pauta de reivindicações foi entregue à Fenaban no dia 11 de agosto. Os bancários querem aumento real de 5%, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vales-refeição, alimentação, auxílio-creche e pisos maiores, além de auxílio-educação para todos e melhores condições de saúde.
“A economia brasileira está crescendo e as projeções do PIB aumentam quase que a cada mês; mais de 87% das categorias já tiveram aumento real de salários e as cinco maiores instituições financeiras lucraram no primeiro semestre R$ 21,3 bi, elevação de 28% em relação ao mesmo período do ano passado. Os bancos têm todas as condições para atender às reivindicações da categoria”, diz Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato. “Os bancários merecem acordo melhor do que o do ano passado. Se os banqueiros não apresentarem uma proposta digna à categoria, estarão levando os trabalhadores à greve”, ressaltou.
No Dia Nacional de Luta serão distribuídas as fitinhas da campanha de mídia “Outro banco é preciso. Amarre-se nessa ideia!”, na cor branca, que representa as reivindicações, e vermelha, da mobilização.
Por Elisângela Cordeiro – 20/09/2010.
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Reclamação contra bancos aumenta 14%
Informações são do Banco Central e se referem ao mês de agosto
São Paulo – Levantamento do Banco Central informa que o número de reclamações contra os bancos com mais de um milhão de clientes aumentou 14%. Foram 706 casos em agosto contra 618 queixas procedentes no mês de julho.
Em geral, “débitos não autorizados” foram os principais motivos das reclamações. Das 905 queixas procedentes contra todos os bancos do país no mês passado, 117 eram sobre essa operação. O número representa 12,9% do total e se divide em 44 contra o Banco do Brasil, 26 contra o Itaú, 18 sobre o Bradesco, o Santander vem logo depois com 16 reclamações desse tipo, a Caixa Econômica tem 10 queixas, e o BRB, 3 denúncias.
O item “débitos não autorizados” também ocupou o primeiro lugar da lista do BC em julho, com 119 queixas, 14,9% do total de 799 reclamações procedentes de todos os bancos daquele mês.
Mais reclamações – O segundo maior número de queixas refere-se a “esclarecimentos incompletos ou incorretos”, com 77 ocorrências, 8,50% do total. Os mais reclamados nesse quesito foram BMG, com 39 reclamações, Banco do Brasil com 14, Santander com 6, SS 5 e Itaú com 3. Schahin e BNP Paribas tiveram com duas reclamações, além de Cruzeiro do Sul, Citibank, Caixa Econômica Federal, Bonsucesso, Banco GE Capital S.A. e Safra, que receberam uma reclamação cada.
“Operações não reconhecidas” contou com 59 reclamações, em terceiro lugar na lista e 6,5% do total de queixas. E em quarto, com 50 denúncias ao BC, 5,52% do total, empate entre a “restrição aos canais de atendimento convencionais” e cobrança irregular de tarifas e serviços não contratados.
“As reclamações contra as instituições só fazem aumentar e isso é perfeitamente compreensível. Os bancos cobram tarifas altíssimas, mas não contratam bancários em número suficiente para melhorar o atendimento. E ainda pressionam os trabalhadores com metas altíssimas para a venda de produtos”, explica a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Nossa Campanha Nacional Unificada 2010 também se preocupa com o cliente, ao reivindicar mais contratações, fim das metas, juros mais baixos e acesso ao crédito.”
Por Cláudia Motta – 20/09/2010.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.
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Somente a greve cala esse chororô!
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), mais uma vez, enrolou na mesa de negociação e não apresentou nenhuma proposta para os itens de remuneração, em mais uma rodada frustrante, realizada na última quinta-feira, dia 16, em São Paulo. Os banqueiros prometem propor um índice de reajuste salarial para a próxima reunião, marcada para quarta, dia 22. “Não dá mais para aturar a mesma ladainha e o mesmo chororô de todos os anos. Vamos organizar uma greve nacional forte para arrancar um acordo coletivo digno”, convoca o presidente do Sindicato do Rio, Almir Aguiar.
O Comando Nacional dos Bancários cobrou também da Fenaban propostas para a PLR, vales e piso salarial, assim como questões de saúde, assédio moral, metas abusivas, segurança e emprego. Os sindicatos deram um prazo até o dia 23 para que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal também apresentem propostas para as negociações específicas. “Se os bancos não apresentarem uma proposta digna vamos parar já a partir do dia 29”, alerta Almir.
Tíquetes
Em relação ao tíquete-refeição e à cesta-alimentação, os representantes dos banqueiros disseram que os atuais valores “são adequados às necessidades dos bancários”.Os bancos anunciaram que pretendem reajustá-los no mesmo índice que for acordado para o os salários.“Banqueiro é tão unha-de-fome que acha que o trabalhador nem precisa comer”, critica Almir.
Em relação ao auxílio-educação e à previdência complementar, a Fenaban voltou a dizer que estes assuntos têm que ser tratados banco a banco. Quanto ao auxílio-creche, voltaram a defender a redução em um ano do prazo de pagamento. Os banqueiros rejeitaram também a proposta do 14º salário.
Paralisação parcial no Centro adverte os banqueiros
O Sindicato do Rio realizou, na última sexta-feira (17), mais uma manifestação para pressionar os bancos a avançarem nas negociações. Os bancários fizeram uma paralisação parcial em unidades do Centro da Cidade. “A receptividade dos bancários à nossa atividade foi a melhor possível. Os bancários estão revoltados com a postura da Fenaban e dispostos a entrar em greve”, comenta a diretora do Sindicato Vera Luza.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosrio.org.br.