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Atenção, interdito não proíbe a greve

Embora o Sindicato não possa intervir no fechamento das agências e centros administrativos, bancários devem continuar fazendo uso de seu direito de greve.

Em comunicado a imprensa, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informou que respeita o direito constitucional de greve. No entanto, não é respeito o que se tem observado na postura dos bancos diante da paralisação dos bancários. Como ocorre todos os anos, nesta campanha salarial, as instituições financeiras estão tentando, mais uma vez, se utilizar dos interditos proibitórios para desmobilizar a categoria. “Mas nós não vamos aceitar mais esta ‘provocação’. A greve é uma questão de consciência e cada bancário que realmente deseja preservar seus direitos deve se manter firme”, destaca Otávio Dias, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região.

O interdito proibitório é uma ação jurídica relacionada a situações em que o direito de posse ou de propriedade é ameaçado. Trata-se de um instrumento preventivo, pleiteado quando o proprietário tem provas do risco a que estaria exposto. Contudo, tornou-se uma prática corriqueira de empresas e instituições o uso dos interditos para inviabilizar os movimentos grevistas e a atuação dos sindicatos. “No caso dos bancos, é clara a utilização inapropriada e perversa deste tipo de ação, pois em nenhum momento o Sindicato ou os bancários atentam contra a propriedade dos banqueiros”, destaca Eustáquio Moreira dos Santos, secretário de Imprensa e Comunicação da entidade.

É evidente que, durante a greve, os bancários não pretendem tomar posse das agências e centros administrativos. Os trabalhadores permanecem do lado de fora de seus locais de trabalho, orientando a população sobre suas reivindicações e indicando alternativas para as agências sem expediente. Além disso, carro de som, faixas, cartazes e panfletos não constituem ameaça alguma ao patrimônio dos bancos. “Trata-se de uma leitura errada. A justiça julga que o Sindicato está impedindo que o banqueiro usufrua de sua posse, porém não tomam qualquer providência para punir a coerção e o desrespeito ao direto de greve por parte dos bancos”, acrescenta Eustáquio.

Bancário, a responsabilidade é sua – O Sindicato esclarece que os interditos proibitórios impedem que a entidade intervenha no fechamento de agências e centros administrativos, mas não proíbe a paralisação. Desta forma, é responsabilidade de cada bancário se manter firme na decisão de fazer valer seu direito de greve, pois só assim a categoria poderá garantir seus direitos e ampliar suas conquistas. “Os que os bancos pretendem é justamente desmobilizar o movimento. E quem se submete a esta postura desleal está indo contra o movimento da categoria e colaborando com os banqueiros”, afirma Otávio Dias. “O que a Fenaban mais quer é fechar um acordo sem aumento real. Agora, a reversão deste quadro depende de cada bancário!”, conclama o presidente do Sindicato.

Por: Renata Ortega
SEEB Curitiba

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.

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