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Por 10:19 Notícias

“Atordoado”: o desespero de Eduardo Bolsonaro após reunião “muito positiva” entre Rubio e Vieira

Perambulando a esmo por Washington na tentativa de frear as negociações entre Lula e Donald Trump, que podem se encontrar nos próximos dias, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) mostrou seu desespero nas redes ao pinçar a palavra “atordoado”, dita por um jornalista da Jovem Pan, para tentar criar uma narrativa em torno do encontro em o secretário de Estado dos EUA, Maro Rubio, e o chanceler brasileiro Mauro Vieira.

Após divulgar as informações de “bastidores” do jornalista da Jovem Pan – que ressalta que a reunião propiciou um “degelo” na relação entre Brasil e EUA -, Eduardo gravou um vídeo em uma calçada nos EUA para responder as próprias indagações: “E agora que as portas dos EUA estão abertas para Lula? Quais os resultados?”.

“Acaba de acontecer hoje a reunião entre Estados Unidos e Brasil para tratar das relações entre os países. Tudo o que o Brasil pediu não conseguiu nada. Não acabou com a sanção contra Alexandre de Moraes e Vivi, sua esposa, também não reaveu (SIC) os vistos cancelados, e tampouco conseguiu se posicionar como mediador a questão da crise entre Venezuela e Estados Unidos. Isso daí mostra aquilo que nós sempre falamos e que a realidade se impõe. Os Estados Unidos estão preocupados com a questão política brasileira”, disparou Eduardo sobre a reunião preliminar, de apenas uma hora, entre os dois representantes.

O filho “03” de Jair Bolsonaro ainda cometeu um ato falho, que mostra como as interlocuções no próprio Departamento de Estado dos EUA foram encerradas. 

Eduardo afirmou que “o que Mauro Vieira ouviu de Marco Rubi, segundo a imprensa ter noticiado, a sua preocupação com eleições transparentes e o fim do lawfare”. Ou seja, Eduardo ouviu da imprensa – entenda-se Jovem Pan – as informações sobre o encontro e tentou construir uma narrativa.

No dia anterior, em vídeo ao lado de Paulo Figueiredo em frente à autarquia dos EUA, o deputado disse ter tido reuniões – sem citar com quem –  fazendo “o nosso trabalho de atualizações, trazendo as perspectivas e tudo mais que for necessário para esclarecer tudo aquilo que realmente ocorre no Brasil”.

O filho de Bolsonaro, que havia celebrado que Trump não havia escalado ninguém da área de “comércio” dos EUA, citou ainda o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, que estava na reunião com Vieira.

Com a narrativa esvaziada, Eduardo apelou para a submissão do pai, que quando presidiu o Brasil aguardou Trump nos bastidores da assembleia geral das Nações Unidas para dar um breve “i love you”.

“E eu queria só rememorar a vocês que todos esses pontos, nenhum deles foi um obstáculo para Jair Bolsonaro. Por quê? Porque ele tratava com respeito os Estados Unidos. Porque ele colocava o Brasil numa posição de seriedade, não numa posição de querer estar aliado ao que há de pior no mundo, até mesmo o Hamas. No tempo de Bolsonaro você não via prisões em massa, como ocorreu no Rio de Janeiro. A prisão de velhinhas. Mesmo Daniel Silveira recebeu o perdão presidencial e foi solto, e só retornou para a cadeia depois que Bolsonaro já não era mais presidente. Então todos os problemas postos na mesa foram evitados pelo presidente Jair Bolsonaro. Que saudade que a gente tinha enquanto a gente tinha um presidente de verdade. Certamente Bolsonaro retornando ao poder, podendo se candidatar e será eleito nessa possibilidade, a gente vai retornar a ter essa boa relação com o nosso principal e tradicionalíssimo parceiro comercial que é os Estados Unidos. Deus abençoe o Brasil, Deus abençoe os Estados Unidos”, disparou Eduardo.

Pânico

O desespero aumentou após Brasil e EUA soltarem nota conjunta que ignora Bolsonaro e fala da “conversa muito positiva” entre Vieira, Rubio e Greer, que estabelece “uma rota de trabalho conjunto”.

“Venderam que um telefonema teria mudado toda a dinâmica, que sanções e tarifas ficariam para trás e que agora em diante era a química Trump-Lula. Hoje caiu mais uma narrativa. Eis a nota conjunta do Itamaraty com State Departament. Nenhum ganho para o Brasil”, escreveu Eduardo, marcando Trump em uma lista sobre os “feitos” do pai.

Em overposting, Eduardo ainda publicou um meme dizendo que “Moraes é a bola de ferro do Brasil” e um print com o “significado de atordoado”, adjetivo que tentou colar, via jornalista da Jovem Pan, em Mauro Vieira, mas que mostra realmente seu estado emocional.

“Que se atordoou, que teve seus sentimentos perturbados”, diz o texto que define ainda o termo como o “que se sente tonto ou que deixou de ter noção lógica das coisas, normalmente por influência de alguma coisa (emoção, embriaguez, sedação, etc)”.

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