São Paulo – A Confederação Nacional dos Bancários (CNB) acusou nesta quinta-feira os bancos de terem demitido 29.362 trabalhadores nos últimos dez meses, embora o saldo entre cortes e contratações, entre janeiro e outubro, seja positivo em 2.087 empregos. Os dados, baseados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que constam num estudo preparado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese), revelam, segundo os trabalhadores, um elevado índice de rotatividade de mão-de-obra no setor, o chamado turn over.
“As demissões são feitas sem análise de desempenho, com base no tempo de casa do funcionário. Os mais antigos, com salários melhores, são substituídos pelos mais novos, com salários menores”, disse o presidente da CNB, Vágner Freitas.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informou, por intermédio de sua Assessoria de Comunicação, que não tem notado nenhuma oscilação na quantidade de trabalhadores do setor e, pelo contrário, tem notícias que vários bancos estão aumentando o número de empregados. De qualquer maneira, a entidade representativa informou que pretende analisar a pesquisa do Dieese com mais profundidade antes de realizar qualquer pronunciamento final sobre o assunto.
Conforme a mesma pesquisa, a rotatividade no sistema financeiro ficou em 7,15% da força de trabalho dos bancos em 2003, ante taxas de 9,5%, em 2002, e 11,4%, em 2001. “A média das empresas brasileiras é de 3,15%, o que revela um índice muito alto no setor financeiro. Os bancos têm obtido lucros expressivos e seguem aplicando uma lógica perversa e nociva aos trabalhadores”, acusou.
Freitas também afirmou ter informações “obtidas pelas bases dos bancários” que os bancos estariam preparando novos cortes no setor por conta do acordo coletivo firmado com a categoria, de reajustes salariais entre 8,5% e 12,77%, dependendo da faixa salarial, acima da inflação do período, calculada em 6,56%. A Fenaban, por sua vez, informou “ignorar qualquer fundamento nessa acusação da CNB”.
Fonte: O Estadão – Jander Ramon
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Por Mhais• 17 de dezembro de 2004• 09:30• Sem categoria
Bancários acusam bancos de demissões injustas; Fenaban nega
São Paulo – A Confederação Nacional dos Bancários (CNB) acusou nesta quinta-feira os bancos de terem demitido 29.362 trabalhadores nos últimos dez meses, embora o saldo entre cortes e contratações, entre janeiro e outubro, seja positivo em 2.087 empregos. Os dados, baseados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que constam num estudo preparado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese), revelam, segundo os trabalhadores, um elevado índice de rotatividade de mão-de-obra no setor, o chamado turn over.
“As demissões são feitas sem análise de desempenho, com base no tempo de casa do funcionário. Os mais antigos, com salários melhores, são substituídos pelos mais novos, com salários menores”, disse o presidente da CNB, Vágner Freitas.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informou, por intermédio de sua Assessoria de Comunicação, que não tem notado nenhuma oscilação na quantidade de trabalhadores do setor e, pelo contrário, tem notícias que vários bancos estão aumentando o número de empregados. De qualquer maneira, a entidade representativa informou que pretende analisar a pesquisa do Dieese com mais profundidade antes de realizar qualquer pronunciamento final sobre o assunto.
Conforme a mesma pesquisa, a rotatividade no sistema financeiro ficou em 7,15% da força de trabalho dos bancos em 2003, ante taxas de 9,5%, em 2002, e 11,4%, em 2001. “A média das empresas brasileiras é de 3,15%, o que revela um índice muito alto no setor financeiro. Os bancos têm obtido lucros expressivos e seguem aplicando uma lógica perversa e nociva aos trabalhadores”, acusou.
Freitas também afirmou ter informações “obtidas pelas bases dos bancários” que os bancos estariam preparando novos cortes no setor por conta do acordo coletivo firmado com a categoria, de reajustes salariais entre 8,5% e 12,77%, dependendo da faixa salarial, acima da inflação do período, calculada em 6,56%. A Fenaban, por sua vez, informou “ignorar qualquer fundamento nessa acusação da CNB”.
Fonte: O Estadão – Jander Ramon
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