No Paraná estão fechadas agências do Banco do Brasil e da Caixa
A Executiva Nacional dos Bancários decidiu reduzir de 25% para 19% a reivindicação de reajuste salarial. Diante da nova proposta, o vice-presidente do Senado, Paulo Paim (PT-RS), disse ontem que a categoria está disposta a negociar e colocar um ponto final na greve que completa hoje 22 dias, a mais longa desde 1990.
Reunidos em assembléia no fim da tarde de ontem, na Praça Carlos Gomes, em Curitiba, os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal decidiram continuar a greve, que atingia ontem 99 agências na Grande Curitiba e 212 em todo o Paraná.
A presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Marisa Stédile, disse que o interesse mostrado por líderes políticos nos dois últimos dias poderá resultar em alguma abertura das negociações salariais. Ela lembrou que a Confederação Nacional dos Bancários está pedindo uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da entidade, Vagner Freitas, se reuniu ontem com o presidente da Câmara, deputado petista João Paulo Cunha, que se comprometeu a tentar restabelecer as negociações entre bancos e bancários.
No Senado, Paulo Paim protocolou ontem um requerimento pedindo a realização de uma audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais do Senado para discutir a greve da categoria.
Marisa Stédile voltou a dizer ontem que é contra o dissídio coletivo, que poderá ser solicitado por qualquer uma das partes envolvidas. Ela destacou que nos dissídios anteriores os bancários foram prejudicados.
Álvaro Antunes, cliente da Caixa Econômica Federal, se queixava ontem por não ter sido atendido no Posto de Atendimento Bancário (PAB) que funciona no Sesc da Esquina. O posto voltou a atender porque esta é a semana de pagamento dos funcionários do Sesc. Segundo a gerência, somente estão sendo atendidos estes trabalhadores. Antunes reclamou porque sua conta é deste PAB. Segundo ele, “a Caixa está em greve para a maioria dos clientes, mas alguns estão sendo privilegiados”.
Já o diretor da Jertec Comércio Exterior, de Paranaguá, Celso Luiz Zacharias, disse ontem que está sendo duplamente prejudicado com as greves dos funcionários do Ibama e dos bancos. Zacharias informou que tem R$ 300 mil nas mãos de clientes e não consegue receber. Sem o dinheiro, não pode pagar os prestadores de serviços.
Fonte: Gazeta do Povo – Mirian Gasparin
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