(São Paulo) 73 agências amanheceram fechadas, nesta Quinta-feira, na Zona Oeste da capital paulista, em protesto contra a intransigência da Fenaban, na mesa de negociação desta campanha salarial.
A atividade conta com colaboração de sindicatos de todo o estado de SP e envolve cerca de 900 trabalhadores de todas as unidades das avenidas Faria Lima, Juscelino Kubitschek, Cidade Jardim, Europa, Brasil, e nas ruas Joaquim Floriano, João Cachoeira e Bandeira Paulista.
De acordo com o diretor de Bancos Privados da FETEC, Pedro Sardi, a previsão é manter o protesto durante todo o dia, com realização de mini assembléias para apreciação de uma proposta que já fora rejeitada por pelo menos 16 mil bancários de instituições públicas e privadas, apenas na capital paulista. “A única proposta feita até agora pela Fenaban, no dia 10 de agosto, prevê reajuste salarial de apenas 6%, o que não cobre sequer a inflação do período, e pagamento da Participação nos Lucros e Resultados nos moldes do ano passado. Esses termos estão muito aquém do que os banqueiros podem pagar e muito abaixo das reais necessidades da categoria”, destaca o dirigente.
Os bancários reivindicam reajuste salarial de 25% (6,22% de reposição da inflação mais 17,68% de aumento real), PLR de um salário mais R$ 1.200, além de 14º salário e 13º em tíquete. Também estão dentre as reivindicações, piso salarial de R$ 1.522,01, ampliação do horário de atendimento para das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho e ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho, que proíbe dispensas imotivadas.
De acordo com Pedro Sardi, a atividade de hoje servirá para esquentar ainda mais essa campanha salarial. “O clima por aqui é de otimismo e já estamos nos preparando para mais. Para o dia 25, está agendado o Encontro Nacional da categoria, em São Paulo, e no dia 31, a Executiva Nacional volta a se reunir com o Conselho Diretivo da CNB para avaliar a campanha e definir os próximos passos.
Jornalista: Lucimar Cruz Beraldo – FETEC/CUT-SP
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