O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região discutiu, ontem (09/08), junto aos trabalhadores bancários a Minuta de Reivindicações da Campanha Salarial 2006. Durante a assembléia, realizada no Hotel Caravelle, os bancários aprovaram a minuta, desautorizaram a Contec a representar a entidade, e também, autorizaram o Comando Nacional a realizar as negociações com a Fenaban.
Outra decisão importante diz respeito à contribuição assistencial, sendo que o valor estipulado será decidido na assembléia de aprovação da convenção coletiva ao final da campanha. Aprovada democraticamente em assembléia, a contribuição assistencial é um desconto legítimo com o objetivo de custear as despesas de campanha salarial. Neste período surgem despesas extraordinárias de mobilização e organização da luta dos trabalhadores para a repactuação da convenção coletiva.
O secretário de Finanças do Sindicato, Otávio Dias, que também representa o Sindicato no Comando Nacional, relembrou os eixos centrais da campanha salarial: aumento real; PLR; fim do assédio moral, das metas abusivas e da insegurança bancária; e isonomia para todos os bancários. Otávio Dias apontou ainda outras reivindicações, como o 14º salário e a 13ª cesta-alimentação e falou sobre a melhoria no salário de ingresso ou piso salarial. “Todos os anos pedimos a melhoria do salário de ingresso. A valorização do piso não apenas beneficia quem entra no banco como também impede que ele demita um companheiro mais antigo, o substituindo por novos trabalhadores com salários mais baixos”, esclarece. Dias também esclareceu que as mesas de negociação serão da mesma forma que no ano passado. Uma mesa de negociação com a Fenaban e ao mesmo tempo, as mesas específicas com a Caixa e com o Banco do Brasil estarão tratando das peculiaridades de cada corporação.
O secretário de assuntos dos bancos privados, Júnior Cesar Dias, ressaltou que os trabalhadores bancários já compreenderam a importância da campanha unificada e que até conseguirmos a concretização das conquistas, será necessária muita mobilização. Já o secretário de assuntos dos bancos públicos, Gilberto Reck, disse que a eleição não pode determinar o ritmo da campanha salarial. “Temos duas questões importantes este ano, as eleições majoritárias e a campanha, são dinâmicas diferentes”.
A secretaria de imprensa, Sônia Boz, comentou que a estabilidade econômica torna a qualidade de vida uma bandeira fundamental. “Precisamos nos voltar para a qualidade de vida e do trabalho, especialmente em relação ao combate às metas abusivas e ao assédio moral. A pressão dos banqueiros está saindo muito caro para os trabalhadores, tanto monetária, em remédios para tratamentos, quanto em desgaste emocional”.
As discussões da assembléia giraram em torno de duas questões principais: a gradativa incorporação ao salário dos benefícios indiretos, favorecendo principalmente aos trabalhadores em via de se aposentar e em avaliações de que maneira as eleições influenciam na condução da campanha salarial. “O centro da luta econômica deve ser a valorização do salário e a unificação favorece os bancários nesta queda de braço na mesa de negociação”, concluiu Jefferson Tramontini, secretário de Assuntos das Demais Categorias do Ramo Financeiro.
Quem tem medo do sindicato?
Quem deve ter medo do Sindicato é o banqueiro. A assembléia também pontuou que alguns trabalhadores temem a repressão dos bancos.
Não esqueça: é a luta dos bancários que permite que a organização sindical negocie com objetivo de manter as conquistas anteriores e almejar novas vitórias, melhorando as condições de vida e trabalho dos bancários.
Informe-se, conheça a minuta. A campanha salarial já começou.
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Por Mhais• 10 de agosto de 2006• 15:21• Sem categoria
Bancários de Curitiba e Região referendaram a minuta nesta quarta (09/08)
O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região discutiu, ontem (09/08), junto aos trabalhadores bancários a Minuta de Reivindicações da Campanha Salarial 2006. Durante a assembléia, realizada no Hotel Caravelle, os bancários aprovaram a minuta, desautorizaram a Contec a representar a entidade, e também, autorizaram o Comando Nacional a realizar as negociações com a Fenaban.
Outra decisão importante diz respeito à contribuição assistencial, sendo que o valor estipulado será decidido na assembléia de aprovação da convenção coletiva ao final da campanha. Aprovada democraticamente em assembléia, a contribuição assistencial é um desconto legítimo com o objetivo de custear as despesas de campanha salarial. Neste período surgem despesas extraordinárias de mobilização e organização da luta dos trabalhadores para a repactuação da convenção coletiva.
O secretário de Finanças do Sindicato, Otávio Dias, que também representa o Sindicato no Comando Nacional, relembrou os eixos centrais da campanha salarial: aumento real; PLR; fim do assédio moral, das metas abusivas e da insegurança bancária; e isonomia para todos os bancários. Otávio Dias apontou ainda outras reivindicações, como o 14º salário e a 13ª cesta-alimentação e falou sobre a melhoria no salário de ingresso ou piso salarial. “Todos os anos pedimos a melhoria do salário de ingresso. A valorização do piso não apenas beneficia quem entra no banco como também impede que ele demita um companheiro mais antigo, o substituindo por novos trabalhadores com salários mais baixos”, esclarece. Dias também esclareceu que as mesas de negociação serão da mesma forma que no ano passado. Uma mesa de negociação com a Fenaban e ao mesmo tempo, as mesas específicas com a Caixa e com o Banco do Brasil estarão tratando das peculiaridades de cada corporação.
O secretário de assuntos dos bancos privados, Júnior Cesar Dias, ressaltou que os trabalhadores bancários já compreenderam a importância da campanha unificada e que até conseguirmos a concretização das conquistas, será necessária muita mobilização. Já o secretário de assuntos dos bancos públicos, Gilberto Reck, disse que a eleição não pode determinar o ritmo da campanha salarial. “Temos duas questões importantes este ano, as eleições majoritárias e a campanha, são dinâmicas diferentes”.
A secretaria de imprensa, Sônia Boz, comentou que a estabilidade econômica torna a qualidade de vida uma bandeira fundamental. “Precisamos nos voltar para a qualidade de vida e do trabalho, especialmente em relação ao combate às metas abusivas e ao assédio moral. A pressão dos banqueiros está saindo muito caro para os trabalhadores, tanto monetária, em remédios para tratamentos, quanto em desgaste emocional”.
As discussões da assembléia giraram em torno de duas questões principais: a gradativa incorporação ao salário dos benefícios indiretos, favorecendo principalmente aos trabalhadores em via de se aposentar e em avaliações de que maneira as eleições influenciam na condução da campanha salarial. “O centro da luta econômica deve ser a valorização do salário e a unificação favorece os bancários nesta queda de braço na mesa de negociação”, concluiu Jefferson Tramontini, secretário de Assuntos das Demais Categorias do Ramo Financeiro.
Quem tem medo do sindicato?
Quem deve ter medo do Sindicato é o banqueiro. A assembléia também pontuou que alguns trabalhadores temem a repressão dos bancos.
Não esqueça: é a luta dos bancários que permite que a organização sindical negocie com objetivo de manter as conquistas anteriores e almejar novas vitórias, melhorando as condições de vida e trabalho dos bancários.
Informe-se, conheça a minuta. A campanha salarial já começou.
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