Representantes do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e dos Vigilantes realizam protesto a partir das 9h30 desta quinta-feira, 19, em frente à agência Bradesco, da Marechal Deodoro.
O objetivo é protestar contra a falta de segurança das agências do Bradesco e denunciar à população o descaso da direção da empresa diante do problema.
Os mais significativos meios de comunicação do Paraná fazem a cobertura da manifestação, que deve ser divulgada hoje nos principais jornais do Estado.
Quem poderá ser a próxima vítima nos assaltos a bancos? É o que os sindicalistas questionam ao colocar um caixão em frente da agência, com esta alusão os bancários também lembram as vítimas fatais de assaltos ao banco.
No local serão estendidas faixas esclarecendo a população e panfletos serão entregues aos clientes relatando a situação no banco.
A iniciativa do protesto foi incentivada por uma tentativa de assalto à agência Bradesco do Juvevê, no último dia 27. A falta de segurança da empresa facilitou a morte da cliente Ana Cristina dos Santos, de 25 anos.
Outras três pessoas foram feridas: a bancária Cristina de Morais, o cliente Arlindo Narciso de Oliveira, 67 anos, e o segurança Amauri Braulino de Oliveira, 37.
A falta de portas giratórias com detector de metal tem feito do banco um alvo visado por assaltantes, as últimas quatro invasões a bancos em Curitiba e Região ocorreram no Bradesco.
Só a agência Juvevê foi assaltada duas vezes em um mês. Outro alvo foi a agência Kennedy, na Vila Guaíra. E na última terça-feira,17, a agência Portão do Bradesco também foi assaltada.
Atualmente 53 agências bancárias de Curitiba não possuem portas de segurança, sendo 29 do Bradesco. Das 48 unidades que o banco tem na Capital, apenas 19 possuem portas giratórias, ou seja, menos de 40%.
Essa porcentagem foi conquistada porque o Sindicato pressionou o banco com constantes manifestações.
“Banco com porta quase nunca tem assalto”, foi o que disse o superintendente do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Roberto Assis, a um jornal.
O delegado chefe do Cope, Marcus Vinicius Michelotto, também constatou o que o Bradesco insiste em ignorar. “Os bancos têm que ter porta de segurança para evitar a entrada de bandidos armados e câmera de filmagem, para ajudar na identificação dos assaltantes. Como o Bradesco não se adapta a isso, ele tem mais ocorrências”, disse.
O lucro do Bradesco foi de R$ 2,3 bilhões, valor 14% maior do que em 2002. O que mostra que se trata de uma empresa muito hábil com negócios.
No entanto, no lado humanitário tem sido negligente a ponto de esquecer que está lidando com vidas, com clientes como a diarista Ana Cristina de apenas 25 anos e a o aposentado Narciso Oliveira, de 67 anos.
A categoria bancária sindicalista vai lutar até o fim pela causa, inúmeras manifestações e atos públicos já estão programados até que o Bradesco propicie mais segurança aos clientes, em todas as suas agências.
Fetec/PR
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Por Mhais• 19 de fevereiro de 2004• 11:07• Sem categoria
BANCÁRIOS E VIGILANTES PROTESTAM CONTRA NEGLIGÊNCIA DO BRADESCO
Representantes do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e dos Vigilantes realizam protesto a partir das 9h30 desta quinta-feira, 19, em frente à agência Bradesco, da Marechal Deodoro.
O objetivo é protestar contra a falta de segurança das agências do Bradesco e denunciar à população o descaso da direção da empresa diante do problema.
Os mais significativos meios de comunicação do Paraná fazem a cobertura da manifestação, que deve ser divulgada hoje nos principais jornais do Estado.
Quem poderá ser a próxima vítima nos assaltos a bancos? É o que os sindicalistas questionam ao colocar um caixão em frente da agência, com esta alusão os bancários também lembram as vítimas fatais de assaltos ao banco.
No local serão estendidas faixas esclarecendo a população e panfletos serão entregues aos clientes relatando a situação no banco.
A iniciativa do protesto foi incentivada por uma tentativa de assalto à agência Bradesco do Juvevê, no último dia 27. A falta de segurança da empresa facilitou a morte da cliente Ana Cristina dos Santos, de 25 anos.
Outras três pessoas foram feridas: a bancária Cristina de Morais, o cliente Arlindo Narciso de Oliveira, 67 anos, e o segurança Amauri Braulino de Oliveira, 37.
A falta de portas giratórias com detector de metal tem feito do banco um alvo visado por assaltantes, as últimas quatro invasões a bancos em Curitiba e Região ocorreram no Bradesco.
Só a agência Juvevê foi assaltada duas vezes em um mês. Outro alvo foi a agência Kennedy, na Vila Guaíra. E na última terça-feira,17, a agência Portão do Bradesco também foi assaltada.
Atualmente 53 agências bancárias de Curitiba não possuem portas de segurança, sendo 29 do Bradesco. Das 48 unidades que o banco tem na Capital, apenas 19 possuem portas giratórias, ou seja, menos de 40%.
Essa porcentagem foi conquistada porque o Sindicato pressionou o banco com constantes manifestações.
“Banco com porta quase nunca tem assalto”, foi o que disse o superintendente do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Roberto Assis, a um jornal.
O delegado chefe do Cope, Marcus Vinicius Michelotto, também constatou o que o Bradesco insiste em ignorar. “Os bancos têm que ter porta de segurança para evitar a entrada de bandidos armados e câmera de filmagem, para ajudar na identificação dos assaltantes. Como o Bradesco não se adapta a isso, ele tem mais ocorrências”, disse.
O lucro do Bradesco foi de R$ 2,3 bilhões, valor 14% maior do que em 2002. O que mostra que se trata de uma empresa muito hábil com negócios.
No entanto, no lado humanitário tem sido negligente a ponto de esquecer que está lidando com vidas, com clientes como a diarista Ana Cristina de apenas 25 anos e a o aposentado Narciso Oliveira, de 67 anos.
A categoria bancária sindicalista vai lutar até o fim pela causa, inúmeras manifestações e atos públicos já estão programados até que o Bradesco propicie mais segurança aos clientes, em todas as suas agências.
Fetec/PR
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