da Folha Online
Os bancários vão entrar em greve a partir de amanhã para pressionar por um maior reajuste salarial e esperam forte adesão de trabalhadores de diversos Estados de todo o país.
No último dia 28, a categoria fez uma paralisação de advertência que, segundo a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), fechou apenas 3% das agências bancárias.
O secretário de imprensa da CNB (Confederação Nacional dos Bancários, ligada à CUT), Miguel Pereira, disse, entretanto, que a paralisação que terá início amanhã tem sido bem mais divulgada pelos sindicatos e que espera uma adesão “bem maior.
Ele também afirmou que, em número de trabalhadores parados, a greve de 24h do último dia 28 foi bem mais representativa e que houve paralisações em 19 Estados e no Distrito Federal.
O sindicalista reclamou ainda da pressão dos banqueiros sobre o movimento grevista. Em algumas manifestações e assembléias realizadas, a Polícia Militar chegou a reprimir trabalhadores. Além disso, a Justiça têm garantido a entrada dos bancários que querem trabalhar nas agências.
“A intenção é intimidar o sindicato, isso é contra a Lei de Greve. Eles estão cometendo excessos, mas quanto mais eles fazem isso, mais correm o risco do tiro sair pela culatra. Os bancários vêem os lucros extraordinários dos bancos e não agüentam mais metas, tarifas e filas”, afirmou.
Nas últimas semanas, a Fenaban tem informado que não aceita a proposta inicial apresentada pelos trabalhadores e que espera uma nova oferta para voltar a negociar.
Os bancários pedem reajuste de 11,77%, participação nos lucros maior (um salário mais valor fixo de R$ 788 acrescidos de 5% do lucro líquido distribuídos de forma linear entre os funcionários), garantia de emprego e 14º salário, entre outras coisas.
Já os bancos oferecem 4% de reajuste, abono de R$ 1.000 e participação nos lucros de 80% do salário mais R$ 733 fixos.
A data-base da categoria é 1º de setembro. No Brasil há cerca de 400 mil bancários. Em São Paulo, Osasco e Região são 106 mil trabalhadores distribuídos em torno de 3 mil locais de trabalho. No ano passado, os bancários receberam reajuste salarial que variou entre 8,5% e 12,77%, contra uma inflação de 6,4%.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.uol.com.br.
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Por Mhais• 5 de outubro de 2005• 14:45• Sem categoria
Bancários entram em greve amanhã no país e esperam forte adesão
da Folha Online
Os bancários vão entrar em greve a partir de amanhã para pressionar por um maior reajuste salarial e esperam forte adesão de trabalhadores de diversos Estados de todo o país.
No último dia 28, a categoria fez uma paralisação de advertência que, segundo a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), fechou apenas 3% das agências bancárias.
O secretário de imprensa da CNB (Confederação Nacional dos Bancários, ligada à CUT), Miguel Pereira, disse, entretanto, que a paralisação que terá início amanhã tem sido bem mais divulgada pelos sindicatos e que espera uma adesão “bem maior.
Ele também afirmou que, em número de trabalhadores parados, a greve de 24h do último dia 28 foi bem mais representativa e que houve paralisações em 19 Estados e no Distrito Federal.
O sindicalista reclamou ainda da pressão dos banqueiros sobre o movimento grevista. Em algumas manifestações e assembléias realizadas, a Polícia Militar chegou a reprimir trabalhadores. Além disso, a Justiça têm garantido a entrada dos bancários que querem trabalhar nas agências.
“A intenção é intimidar o sindicato, isso é contra a Lei de Greve. Eles estão cometendo excessos, mas quanto mais eles fazem isso, mais correm o risco do tiro sair pela culatra. Os bancários vêem os lucros extraordinários dos bancos e não agüentam mais metas, tarifas e filas”, afirmou.
Nas últimas semanas, a Fenaban tem informado que não aceita a proposta inicial apresentada pelos trabalhadores e que espera uma nova oferta para voltar a negociar.
Os bancários pedem reajuste de 11,77%, participação nos lucros maior (um salário mais valor fixo de R$ 788 acrescidos de 5% do lucro líquido distribuídos de forma linear entre os funcionários), garantia de emprego e 14º salário, entre outras coisas.
Já os bancos oferecem 4% de reajuste, abono de R$ 1.000 e participação nos lucros de 80% do salário mais R$ 733 fixos.
A data-base da categoria é 1º de setembro. No Brasil há cerca de 400 mil bancários. Em São Paulo, Osasco e Região são 106 mil trabalhadores distribuídos em torno de 3 mil locais de trabalho. No ano passado, os bancários receberam reajuste salarial que variou entre 8,5% e 12,77%, contra uma inflação de 6,4%.
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