Os bancários decidiram ignorar a decisão da Justiça do Trabalho e vão manter a greve da categoria por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembléia realizada hoje à noite. A paralisação já dura 15 dias e atinge mais 23 capitais do país.
Hoje, o TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo determinou a abertura de todas as agências do Estado a partir de amanhã. O TRT-SP também ordenou que a greve atinja, no máximo, 40% dos funcionários de cada agência. O descumprimento da decisão pode implicar no pagamento de multa diária de R$ 200 mil.
O diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Dirceu Travesso, afirmou que a categoria não tem medo da multa. “Se formos abaixar a cabeça, vamos voltar para o tempo da escravidão. Se ameaçar com multa fosse alguma coisa, o presidente Lula não teria feito greve no tempo da ditadura.”
O presidente do sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, disse que a categoria deve não só manter, como também intensificar a paralisação. Segundo ele, a liminar concedida pelo TRT-SP é uma “afronta à lei de greve”.
“Temos claro que essa liminar é improcedente e que os trabalhadores estão cumprindo o atendimento à população. Boa parte das agências estão em funcionamento”, disse ele após audiência no TRT-SP.
Segundo ele, a liminar do TRT-SP não deve enfraquecer o movimento grevista. “Não é a decisão do TRT que vai diminuir o ânimo dos trabalhadores de continuar com a greve. Afronta é solicitar que 40% possa entrar em greve”, disse Marcolino.
Os bancários reivindicam 25% de reajuste salarial. Os bancos ofereceram 8,5% de aumento e mais adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500 por mês.
Os bancos
O coordenador de negociações trabalhistas da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), Magnus Apostólico, disse hoje que a solução para o conflito em relação à greve dos bancários está nas mãos dos grevistas.
“Estamos sempre abertos a receber do movimento sindical qualquer alternativa que seja viável para fechar o acordo. A última proposta foi uma construção da própria negociação. Se [a proposta] foi rejeitada em assembléia, cabe ao movimento apresentar a alternativa que seja viável.”
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Por Mhais• 29 de setembro de 2004• 22:42• Sem categoria
Bancários ignoram Justiça e decidem manter greve por tempo indeterminado
Os bancários decidiram ignorar a decisão da Justiça do Trabalho e vão manter a greve da categoria por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembléia realizada hoje à noite. A paralisação já dura 15 dias e atinge mais 23 capitais do país.
Hoje, o TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo determinou a abertura de todas as agências do Estado a partir de amanhã. O TRT-SP também ordenou que a greve atinja, no máximo, 40% dos funcionários de cada agência. O descumprimento da decisão pode implicar no pagamento de multa diária de R$ 200 mil.
O diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Dirceu Travesso, afirmou que a categoria não tem medo da multa. “Se formos abaixar a cabeça, vamos voltar para o tempo da escravidão. Se ameaçar com multa fosse alguma coisa, o presidente Lula não teria feito greve no tempo da ditadura.”
O presidente do sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, disse que a categoria deve não só manter, como também intensificar a paralisação. Segundo ele, a liminar concedida pelo TRT-SP é uma “afronta à lei de greve”.
“Temos claro que essa liminar é improcedente e que os trabalhadores estão cumprindo o atendimento à população. Boa parte das agências estão em funcionamento”, disse ele após audiência no TRT-SP.
Segundo ele, a liminar do TRT-SP não deve enfraquecer o movimento grevista. “Não é a decisão do TRT que vai diminuir o ânimo dos trabalhadores de continuar com a greve. Afronta é solicitar que 40% possa entrar em greve”, disse Marcolino.
Os bancários reivindicam 25% de reajuste salarial. Os bancos ofereceram 8,5% de aumento e mais adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500 por mês.
Os bancos
O coordenador de negociações trabalhistas da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), Magnus Apostólico, disse hoje que a solução para o conflito em relação à greve dos bancários está nas mãos dos grevistas.
“Estamos sempre abertos a receber do movimento sindical qualquer alternativa que seja viável para fechar o acordo. A última proposta foi uma construção da própria negociação. Se [a proposta] foi rejeitada em assembléia, cabe ao movimento apresentar a alternativa que seja viável.”
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