Rosângela Oliveira
Manutenção dos empregos e reajuste salarial de 21,58%. Essas são as principais reivindicações dos bancários, que lançaram ontem a campanha salarial 2003. Com um ato público na Boca Maldita, no centro de Curitiba, e fechando por uma hora a agência do Banco do Brasil no bairro do Portão (zona sul), os trabalhadores queriam chamar a atenção para as solicitações da categoria, já que hoje acontece a primeira reunião com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
A presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, Marisa Stedile, disse que o índice de reajuste salarial está baseado na inflação do período de setembro de 2002 a agosto de 2003, mais o índice de produtividade e resíduo inflacionário. No ano passado a categoria fechou as negociações em 7% e mais um abono salarial de R$ 1,2 mil. “A nossa expectativa este ano é conseguir ficar perto do índice proposto”, comentou. Segundo a sindicalista, o sistema financeiro tem condições de repassar o índice, já que vem alcançando os maiores lucros da história do setor. Os doze principais bancos do País tiveram lucratividade de R$ 4,29 bilhões, resultado superior ao mesmo período do ano passado, quando o setor já havia batido recorde com R$ 4 bilhões.
Outra reivindicação da categoria é quanto à manutenção dos empregos. Segundo Marisa Stedile os bancos vêm adotando a rotatividade de funcionários (turn over), demitindo os mais antigos e contratando trabalhadores com salários mais baixos. Um levantamento do sindicato apontou que nos últimos dez anos os bancos demitiram 500 mil bancários, mais da metade dos 850 mil existentes no setor em 1990. No Paraná os campeões de demissões tem sido o HSBC e Itaú, que juntos demitiram, só este ano, quase quatrocentos funcionários em toda a Região Metropolitana de Curitiba. Segundo Marisa, a categoria vai pedir uma intervenção do Ministério do Trabalho no setor. “O governo federal já fez acordos com montadoras e setor de aviação e precisa interferir no sistema financeiro, que não aponta prejuízos nem a necessidade de reduzir funcionários”, finalizou.
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Por Mhais• 22 de agosto de 2003• 09:28• Sem categoria
BANCÁRIOS LANÇAM CAMPANHA SALARIAL – ESTADO DO PARANÁR
Rosângela Oliveira
Manutenção dos empregos e reajuste salarial de 21,58%. Essas são as principais reivindicações dos bancários, que lançaram ontem a campanha salarial 2003. Com um ato público na Boca Maldita, no centro de Curitiba, e fechando por uma hora a agência do Banco do Brasil no bairro do Portão (zona sul), os trabalhadores queriam chamar a atenção para as solicitações da categoria, já que hoje acontece a primeira reunião com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
A presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, Marisa Stedile, disse que o índice de reajuste salarial está baseado na inflação do período de setembro de 2002 a agosto de 2003, mais o índice de produtividade e resíduo inflacionário. No ano passado a categoria fechou as negociações em 7% e mais um abono salarial de R$ 1,2 mil. “A nossa expectativa este ano é conseguir ficar perto do índice proposto”, comentou. Segundo a sindicalista, o sistema financeiro tem condições de repassar o índice, já que vem alcançando os maiores lucros da história do setor. Os doze principais bancos do País tiveram lucratividade de R$ 4,29 bilhões, resultado superior ao mesmo período do ano passado, quando o setor já havia batido recorde com R$ 4 bilhões.
Outra reivindicação da categoria é quanto à manutenção dos empregos. Segundo Marisa Stedile os bancos vêm adotando a rotatividade de funcionários (turn over), demitindo os mais antigos e contratando trabalhadores com salários mais baixos. Um levantamento do sindicato apontou que nos últimos dez anos os bancos demitiram 500 mil bancários, mais da metade dos 850 mil existentes no setor em 1990. No Paraná os campeões de demissões tem sido o HSBC e Itaú, que juntos demitiram, só este ano, quase quatrocentos funcionários em toda a Região Metropolitana de Curitiba. Segundo Marisa, a categoria vai pedir uma intervenção do Ministério do Trabalho no setor. “O governo federal já fez acordos com montadoras e setor de aviação e precisa interferir no sistema financeiro, que não aponta prejuízos nem a necessidade de reduzir funcionários”, finalizou.
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