Por: Vitor Nuzzi, Rede Brasil Atual – Publicado em 17/07/2012, 08:27 – Última atualização às 08:27
São Paulo – Entre as categorias com data-base no segundo semestre, quatro das mais numerosas reúnem 900 mil trabalhadores, incluindo os setores público e privado. As negociações começam ainda este mês no caso dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT): a primeira reunião entre o comando de negociação e a companhia está marcada para o próximo dia 26. Neste final de semana, os bancários fazem conferência nacional para aprovar a pauta. Metalúrgicos e petroleiros devem iniciar as negociações em breve.
Nos Correios, de hoje (17) até quinta-feira (19) os sindicatos da categoria organizam assembleias para confirmar a pauta discutida durante o congresso nacional do setor (Contect), realizado em junho. Eles vão reivindicar 43,7% de reajuste salarial, incluindo reposição e aumento real (acima da inflação). A data-base é 1º de agosto.
A campanha dos trabalhadores na ECT em 2011 foi conturbada, com greve que durou mais de um mês e acabou no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Mas foi um ano positivo do ponto de vista dos resultado, segundo relatório da administração. O lucro líquido da empresa cresceu 7,8% em relação a 2010, somando R$ 883 milhões. A receita de vendas de produtos e serviço atingiu R$ 13,7 bilhões, aumento de 8,7%. A ETC tem 115 mil funcionários, mas o quadro deverá ser ampliado em quase 10 mil até abril do ano que vem, com a autorização já dada pelo Ministério do Planejamento.
A Fentect, federação que representa os trabalhadores do setor, instituiu um rodízio na secretaria geral da entidade a partir deste mês. Neste semestre, o cargo será ocupado por Edson Dorta, de Campinas (SP), militante do Partido da Causa Operária. Outra mudança diz respeito à aprovação de acordos coletivos, que só poderá ocorrer com dois terços dos sindicatos – antes, era necessária a adesão de metade mais um.
O comando de negociação foi ampliado de sete para 41, com representantes da federação e dos sindicatos. Também em junho, quatro sindicatos, incluindo o de São Paulo, anunciaram sua desfiliação da Fentect – mas a ECT encaminhou comunicado informando que a federação “será reconhecida como a única entidade legitimada” para firmar acordo coletivo.
Com data-base em 1º de setembro, os bancários realizam conferência nacional de sexta (20) a domingo (22), em Curitiba, para aprovar a pauta que será encaminhada em agosto à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Na parte econômica, a reivindicação deverá ser de 10,25% de reajuste, incluindo 5% de aumento real, conforme discussão feita no último sábado (14) pelos sindicatos da categoria em São Paulo.
Os metalúrgicos paulistas – também com data-base em setembro – iniciaram a campanha em 29 de junho com manifestação diante da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp). Na base da CUT, a campanha envolve 200 mil trabalhadores dos diversos grupos econômicos. As montadoras não participaram da negociação, porque o acordo firmado em 2011 é válido por dois anos.
Já os petroleiros, antes de dar largada na campanha, tentam fechar acordo relativo à participação nos lucros ou resultados (PLR) de 2011. Eles rejeitaram proposta feita pela Petrobras e ameaçam entrar em greve na próxima sexta-feira. Nova reunião foi marcada para amanhã.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://www.redebrasilatual.com.br/temas/trabalho/2012/07/bancarios-metalurgicos-petroleiros-e-quimicos-campanhas-envolvem-900-mil
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Bancários de São Paulo definem propostas para Campanha Nacional 2012
Crédito: Seeb São Paulo
Os bancários do estado de São Paulo já definiram suas prioridades para a Campanha Nacional Unificada 2012. A conferência estadual realizada no sábado, dia 14, votou a pauta de reivindicações que será levada ao debate na 14ª Conferência Nacional, a ser realizada entre os dias 20 e 22, em Curitiba. A pauta final de reivindicações será entregue à federação dos bancos (Fenaban) no mês de agosto.
Entre as prioridades apontadas pela categoria no estado estão o índice de 10,25% (reajuste com inflação mais aumento real de 5%), combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, inclusão bancária e mais contratações, além do fim da rotatividade.
Eles também definiram o piso do Dieese e a PLR (três salários base mais verbas fixas além de R$ 4.961,25 de parcela fixa adicional). Temas como o fim do fator previdenciário e a redução dos spreads bancários também foram abordados.
“Saímos fortalecidos desse encontro democrático, onde prevaleceu a opinião da maioria. Temos orgulho dessa categoria, que negocia nacionalmente e este ano fará vinte anos de Convenção Coletiva de Trabalho”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Participaram 310 delegados eleitos em assembleias realizadas pelos sindicatos e nas conferências regionais preparatórias.
O evento também contou com a participação do presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, bem como de outros dirigentes da entidade e do novo presidente da CUT, Vagner Freitas.
Ainda estiveram presentes o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), o estadual Luiz Claudio Marcolino (PT).
Consulta
Durante a conferência foram apresentados os resultados das consultas realizadas nos sindicatos filiados à Fetec/CUT-SP (federação dos bancários da CUT). A pesquisa foi feita por 14 sindicatos, entre os meses de maio a junho, com um total de 15.733 questionários.
Os trabalhadores elegeram como prioridade deste ano cláusulas econômicas como aumento real, PLR maior e 14º salário. As sociais foram: vale alimentação e refeição maiores, auxilio-educação e plano de previdência complementar.
A categoria definiu também como prioridade o fim das metas abusivas, combate ao assédio moral e mais segurança nas agências.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br
