(São Paulo) Hoje é dia de protestos contra o Grupo Santander/Banespa, que pretende fechar quatorze agências em todo o Brasil no próximo dia 13 de agosto, sexta-feira. Apesar da lucratividade e do reduzido número de funcionários, o banco espanhol pretende demitir dezenas de bancários, sucateando o atendimento e ampliando cada vez mais o número de estagiários, hoje estimado em 5 mil.
Para evitar o fechamento das agências e a demissão de funcionários, bancários do Brasil todo realizarão uma série de protestos e distribuirão carta-aberta aos clientes explicando as condições de trabalho e a falta de respeito do Santander/Banespa com os usuários, obrigados a enfrentar filas cada vez maiores e a pagar novas tarifas periodicamente. Os sindicalista ainda agendaram uma entrevista coletiva com a imprensa, na sede da CNB/CUT, para denunciar a política dos banqueiros espanhóis.
Segundo informou Luiz Campestrim, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e membro da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, as atividades programadas para todo o Brasil tem o objetivo de sensibilizar os clientes e pressionar o banco a manter as agências abertas, e assim evitar mais demissões. “No próximo dia 10 teremos uma nova rodada de negociações com o banco e o fechamento destas agências é a prioridade nas discussões. Esperamos sensibilizar os banqueiros com os protestos desta quarta-feira”, afirmou.
Campestrim destacou que o banco não tem motivo para fechar agências e demitir mais bancários, já que há espaço, inclusive, para novas contratações. “Só o Banespa fechou o primeiro semestre com um lucro de R$ 865 milhões. Este resultado prova que o Santander pode investir mais no atendimento, efetivando estagiários como funcionários e gerando empregos”, finalizou.
Ministério do Trabalho mobilizado – Até o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, está mobilizado para impedir o fechamento das agências do Santader/Banespa e a demissão de dezenas de bancários. Em reunião realizada com o movimento sindical, no último dia 30, Berzoini afirmou que pedirá explicações ao banco sobre o assunto e se comprometeu a ajudar as entidades sindicais na solução do problema.
Para o secretário de Finanças da CNB/CUT, Paulo Stekel, que participou da audiência, a intervenção do ministro será muito importante para barrar o processo de demissões. “O Brasil está se esforçando para reduzir o desemprego e as notícias têm sido positivas. Mas os bancos, apesar de não enfrentarem crise, estão na contramão e causam mais desemprego”, reforçou.
Na audiência com Berzoini, os bancários denunciaram ao ministro do Trabalho a decisão do Santander de fechar 14 agências, as demissões que estão feitas pelo banco – apenas em fevereiro foram cerca de 500 – e a falta de disposição da direção em negociar com seus funcionários.
Confira abaixo a relação das agências que o Santander pretende fechar:
1- Américo Brasiliense (São Paulo)
2- Avenida Bedi Bassit (São José do Rio Preto-SP)
3- Avenida Brasil (Maringá-PR) com 5 demissões confirmadas
4- Boqueirão (Canoas-RS)
5- Borges de Medeiros (Porto Alegre-RS)
6- Caxias do Sul (RS)
7- Cumbica (Guarulhos-SP), com 2 demissões
8- Estreito (Florianópolis-SC)
9- Inhauma (RJ)
10- Centro (Niterói-RJ)
11- Londrina (PR) com 5 demissões
12- Medianeira (Santa Maria-RS) com 3 demissões
13- Praça Osvaldo Cruz (São Paulo)
14- Siqueira Campos (Porto Alegre-RS)
Veja a carta aberta que será distribuída nesta quarta aos clientes:
Responsabilidade social só se for na Espanha
Os bancários do Grupo Santander Banespa estão vivendo sob permanente ameaça de desemprego, que tende a crescer com o fechamento de 14 agências em todo o país no dia 13 de agosto de 2004. Mas este não é um problema que atinge somente o trabalhador bancário, o desemprego tem suas repercussões pessoais e sociais, enquanto o fechamento das agências faz aumentar o número de pessoas sem acesso ao atendimento bancário e agrava-o nas unidades que restam.
A atitude do Grupo Santander Banespa demonstra que o discurso de responsabilidade social que o banco faz é mera publicidade e não tem correspondência no dia-a-dia. O seu lucro é um dos maiores do mundo e para ele foram importantes os bancários e o público brasileiros, contribuindo no ano passado com 25% de todo o valor. A contrapartida é o aumento do desemprego e o fechamento de agências em todo o Brasil. Um tratamento diferente do concedido aos trabalhadores espanhóis que, no caso de fusões, por exemplo, têm garantia de emprego.
Hoje, enquanto o governo brasileiro se esforça para criar empregos, o Grupo Santander Banespa vai no sentido contrário. Dos seus 20 mil trabalhadores, 5 mil são estagiários e terceirizados, burlando às leis brasileiras.
Só em fevereiro foram demitidos 500 bancários, muitos com doenças profissionais e que agora estão com ações na Justiça para retornarem ao banco. Tais fatos foram comunicados e denunciados ao Ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, na última sexta-feira, dia 30/07, em São Paulo, quando os bancários pediram providências contra a política do banco. O ministro se comprometeu a procurar o banco e ajudar os sindicatos na solução do problema.
Essas demissões e o fechamento de agências não podem ser atribuídas à falta de recursos para investimento. No início da semana passada, o Santander anunciou a compra do banco inglês Abbey National, um banco maior do que o Banco do Brasil, por aproximadamente 50 bilhões de reais.
Elas revelam a busca do lucro sem limites e a visão de Brasil e brasileiros como território e gente a serem explorados. Uma visão arcaica e colonialista, que atinge em cheio aos clientes e usuários.
Diante de toda esta situação, os bancários do Grupo Santander Banespa estão realizando neste dia 4 um Dia Nacional de Luta e de Denúncias e contam com o apoio de todos os brasileiros contra a falta de respeito do grupo espanhol. Pelo fim do assédio moral, contra as tarifas e juros elevados. Por mais emprego e melhor atendimento ao cliente.
Confederação Nacional dos Bancários – CNB/CUT – Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e Região – Afubesp – Sindicatos e Federações Cutistas – Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul – Comissão de Organização dos Empregados – do Grupo Santander Banespa
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT
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Por Mhais• 4 de agosto de 2004• 10:04• Sem categoria
Bancários protestam contra as demissões no Santander
(São Paulo) Hoje é dia de protestos contra o Grupo Santander/Banespa, que pretende fechar quatorze agências em todo o Brasil no próximo dia 13 de agosto, sexta-feira. Apesar da lucratividade e do reduzido número de funcionários, o banco espanhol pretende demitir dezenas de bancários, sucateando o atendimento e ampliando cada vez mais o número de estagiários, hoje estimado em 5 mil.
Para evitar o fechamento das agências e a demissão de funcionários, bancários do Brasil todo realizarão uma série de protestos e distribuirão carta-aberta aos clientes explicando as condições de trabalho e a falta de respeito do Santander/Banespa com os usuários, obrigados a enfrentar filas cada vez maiores e a pagar novas tarifas periodicamente. Os sindicalista ainda agendaram uma entrevista coletiva com a imprensa, na sede da CNB/CUT, para denunciar a política dos banqueiros espanhóis.
Segundo informou Luiz Campestrim, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e membro da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, as atividades programadas para todo o Brasil tem o objetivo de sensibilizar os clientes e pressionar o banco a manter as agências abertas, e assim evitar mais demissões. “No próximo dia 10 teremos uma nova rodada de negociações com o banco e o fechamento destas agências é a prioridade nas discussões. Esperamos sensibilizar os banqueiros com os protestos desta quarta-feira”, afirmou.
Campestrim destacou que o banco não tem motivo para fechar agências e demitir mais bancários, já que há espaço, inclusive, para novas contratações. “Só o Banespa fechou o primeiro semestre com um lucro de R$ 865 milhões. Este resultado prova que o Santander pode investir mais no atendimento, efetivando estagiários como funcionários e gerando empregos”, finalizou.
Ministério do Trabalho mobilizado – Até o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, está mobilizado para impedir o fechamento das agências do Santader/Banespa e a demissão de dezenas de bancários. Em reunião realizada com o movimento sindical, no último dia 30, Berzoini afirmou que pedirá explicações ao banco sobre o assunto e se comprometeu a ajudar as entidades sindicais na solução do problema.
Para o secretário de Finanças da CNB/CUT, Paulo Stekel, que participou da audiência, a intervenção do ministro será muito importante para barrar o processo de demissões. “O Brasil está se esforçando para reduzir o desemprego e as notícias têm sido positivas. Mas os bancos, apesar de não enfrentarem crise, estão na contramão e causam mais desemprego”, reforçou.
Na audiência com Berzoini, os bancários denunciaram ao ministro do Trabalho a decisão do Santander de fechar 14 agências, as demissões que estão feitas pelo banco – apenas em fevereiro foram cerca de 500 – e a falta de disposição da direção em negociar com seus funcionários.
Confira abaixo a relação das agências que o Santander pretende fechar:
1- Américo Brasiliense (São Paulo)
2- Avenida Bedi Bassit (São José do Rio Preto-SP)
3- Avenida Brasil (Maringá-PR) com 5 demissões confirmadas
4- Boqueirão (Canoas-RS)
5- Borges de Medeiros (Porto Alegre-RS)
6- Caxias do Sul (RS)
7- Cumbica (Guarulhos-SP), com 2 demissões
8- Estreito (Florianópolis-SC)
9- Inhauma (RJ)
10- Centro (Niterói-RJ)
11- Londrina (PR) com 5 demissões
12- Medianeira (Santa Maria-RS) com 3 demissões
13- Praça Osvaldo Cruz (São Paulo)
14- Siqueira Campos (Porto Alegre-RS)
Veja a carta aberta que será distribuída nesta quarta aos clientes:
Responsabilidade social só se for na Espanha
Os bancários do Grupo Santander Banespa estão vivendo sob permanente ameaça de desemprego, que tende a crescer com o fechamento de 14 agências em todo o país no dia 13 de agosto de 2004. Mas este não é um problema que atinge somente o trabalhador bancário, o desemprego tem suas repercussões pessoais e sociais, enquanto o fechamento das agências faz aumentar o número de pessoas sem acesso ao atendimento bancário e agrava-o nas unidades que restam.
A atitude do Grupo Santander Banespa demonstra que o discurso de responsabilidade social que o banco faz é mera publicidade e não tem correspondência no dia-a-dia. O seu lucro é um dos maiores do mundo e para ele foram importantes os bancários e o público brasileiros, contribuindo no ano passado com 25% de todo o valor. A contrapartida é o aumento do desemprego e o fechamento de agências em todo o Brasil. Um tratamento diferente do concedido aos trabalhadores espanhóis que, no caso de fusões, por exemplo, têm garantia de emprego.
Hoje, enquanto o governo brasileiro se esforça para criar empregos, o Grupo Santander Banespa vai no sentido contrário. Dos seus 20 mil trabalhadores, 5 mil são estagiários e terceirizados, burlando às leis brasileiras.
Só em fevereiro foram demitidos 500 bancários, muitos com doenças profissionais e que agora estão com ações na Justiça para retornarem ao banco. Tais fatos foram comunicados e denunciados ao Ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, na última sexta-feira, dia 30/07, em São Paulo, quando os bancários pediram providências contra a política do banco. O ministro se comprometeu a procurar o banco e ajudar os sindicatos na solução do problema.
Essas demissões e o fechamento de agências não podem ser atribuídas à falta de recursos para investimento. No início da semana passada, o Santander anunciou a compra do banco inglês Abbey National, um banco maior do que o Banco do Brasil, por aproximadamente 50 bilhões de reais.
Elas revelam a busca do lucro sem limites e a visão de Brasil e brasileiros como território e gente a serem explorados. Uma visão arcaica e colonialista, que atinge em cheio aos clientes e usuários.
Diante de toda esta situação, os bancários do Grupo Santander Banespa estão realizando neste dia 4 um Dia Nacional de Luta e de Denúncias e contam com o apoio de todos os brasileiros contra a falta de respeito do grupo espanhol. Pelo fim do assédio moral, contra as tarifas e juros elevados. Por mais emprego e melhor atendimento ao cliente.
Confederação Nacional dos Bancários – CNB/CUT – Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e Região – Afubesp – Sindicatos e Federações Cutistas – Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul – Comissão de Organização dos Empregados – do Grupo Santander Banespa
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT
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