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Bancários realizam manifestações em todo o Paraná

Protestos também foram organizados em outras cidades do país.

Os Sindicatos dos Bancários de todo o Paraná (os que são filiados à CUT) realizaram manifestações para promover a Campanha Nacional Salarial deste ano. Paranavaí e Toledo promoveram hoje (18 de agosto) ações de conscientização para trabalhadores e clientes.

Em Toledo, as atividades foram concentradas em duas agências do centro, dos bancos Bradesco e Itaú. “Entregamos uma carta-aberta aos clientes e funcionários, e na agência do banco Itaú conversamos com os trabalhadores sobre as arbitrariedades que estão sendo cometidas pela empresa, especialmente em relação ao PCR”, afirmou João Carlos Padilha, dirigente sindical de Toledo.

Já em Paranavaí, as ações foram em agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica e Itaú. Na carta-aberta entregue em Paranavaí, o Sindicato afirma: “o lucro dos bancos aumenta ano após ano, independente de como está a economia. E qual é a receita que usa este segmento? Ora, se não é a exploração de seus funcionários e clientes”.

E o comunicado continua, afirmando: “O empresário sabe o quanto está difícil se obter lucros hoje em dia, os clientes bancários sentem na pele a cobrança das altas tarifas e juros exorbitantes, além da péssima qualidade de atendimento provocada pela falta de funcionários”. E complementa: “Bancário não gosta de fazer greve, mas se não houver outra forma de fazer com que os banqueiros nos ouçam, certamente estaremos utilizando desta ferramenta.”

Em Londrina, quatro agências (duas do Itaú, uma do ABN Real e outra do Unibanco) tiveram sua abertura atrasada até o meio-dia. Também foram realizadas reuniões com os bancários expondo as reivindicações da campanha salarial deste ano.

O Sindicato dos Bancários de Umuarama e Região promoveu manifestações nos bancos Bradesco e HSBC. Foram realizados diálogos com os trabalhadores e a população, além da entrega de panfletos para a população.

Em Cornélio Procópio, foi realizada uma reunião com os bancários do Itaú. Todos os trabalhadores participaram e obtiveram informações sobre a campanha e o adiantamento do pagamento do programa de Participação Complementar nos Resultados (PCR) – o banco Itaú rompeu negociação com o movimento sindical.

Em Apucarana as atividades também se desenvolveram no banco Itaú. O Sindicato promoveu paralisação em uma das agências que só pode ser aberta às 11h15. Houve reunião com os bancários e distribuição de jornal para os clientes.

O Sindicato dos Bancários de Guarapuava promoveu uma reuniões sobre a campanha salarial, ontem (17), em Prudentópolis/PR, com bancários do Banco do Brasil, Caixa, HSBC e Itaú.

A ação do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região foi prejudicada pela forte chuva desta manhã, no entanto, nos dias anteriores foram realizadas atividades junto aos trabalhadores do Unibanco (quinta, 17) e aos trabalhadores do HSBC (quarta, 16).

Objetivos dos trabalhadores

As ações do movimento sindical e seus representados tiveram como objetivo pressionar a Fenaban para uma negociação justa junto ao Comando Nacional dos Bancários.

As principais reivindicações da minuta são aumento real de 7,05%, PLR mais justa e compatível com os enormes lucros que os bancos estão obtendo, isonomia de direitos entre bancários da ativa e aposentados, trabalhadores afastados por motivo de saúde e funcionários que ingressam na categoria, garantia de emprego, ampliação do horário de atendimento com dois turnos de trabalho, fim do assédio moral e das metas abusivas.

Os trabalhadores bancários enfrentam constrangimento e pressões para o cumprimento de metas e acabam prejudicando a própria saúde. “Para cumprir as metas, os bancos impoem contratos e produtos indesejados aos clientes que se sentem enganados. Isto tem se mostrado cada vez mais pelo teor das reclamações registradas junto ao Banco Central”, salienta José Altair Monteiro Sampaio, secretário de imprensa da FETEC-CUT-PR.

O Banco Central possui um ranking de reclamações de clientes quanto à qualidade dos serviços dos bancos. As principais queixas dos clientes estão relacionadas ao atendimento, fornecimento de informações e de documentos, transparência nas relações contratuais, e ainda sobre prazos não cumpridos ou não estabelecidos.

Outra reclamação dos clientes é em relação às tarifas bancárias. Segundo acompanhamento da Revista Pro Teste, entre abril de 2005 e fevereiro de 2006, as cestas de serviços dos bancos aumentaram, em média, 13%. Os serviços bancários deveriam, no máximo, ser reajustados de acordo com a inflação ou taxa Selic, porém o aumento dos serviços foi de, no mínimo, o dobro da inflação no período.

Mias uma situação grave se refere à falta de informação. Os clientes não são orientados sobre o funcionamento das suas contas e por vezes não tem acesso aos contratos. Na maioria dos bancos, as informações prestadas na abertura de contas são insuficientes e confusas. Muitos definem taxas elevadas ou estipulam cestas de serviços desnecessários.

Os bancos ganham com a desinformação dos clientes e com o suor dos bancários. Neste primeiro semestre de 2006, o lucro dos principais bancos do país vem crescendo, bem acima da média do primeiro semestre do ano passado.

Patrícia Meyer – FETEC-CUT-PR.

Por 22:00 Notícias

Bancários realizam manifestações em todo o Paraná

Protestos também foram organizados em outras cidades do país.
Os Sindicatos dos Bancários de todo o Paraná (os que são filiados à CUT) realizaram manifestações para promover a Campanha Nacional Salarial deste ano. Paranavaí e Toledo promoveram hoje (18 de agosto) ações de conscientização para trabalhadores e clientes.
Em Toledo, as atividades foram concentradas em duas agências do centro, dos bancos Bradesco e Itaú. “Entregamos uma carta-aberta aos clientes e funcionários, e na agência do banco Itaú conversamos com os trabalhadores sobre as arbitrariedades que estão sendo cometidas pela empresa, especialmente em relação ao PCR”, afirmou João Carlos Padilha, dirigente sindical de Toledo.
Já em Paranavaí, as ações foram em agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica e Itaú. Na carta-aberta entregue em Paranavaí, o Sindicato afirma: “o lucro dos bancos aumenta ano após ano, independente de como está a economia. E qual é a receita que usa este segmento? Ora, se não é a exploração de seus funcionários e clientes”.
E o comunicado continua, afirmando: “O empresário sabe o quanto está difícil se obter lucros hoje em dia, os clientes bancários sentem na pele a cobrança das altas tarifas e juros exorbitantes, além da péssima qualidade de atendimento provocada pela falta de funcionários”. E complementa: “Bancário não gosta de fazer greve, mas se não houver outra forma de fazer com que os banqueiros nos ouçam, certamente estaremos utilizando desta ferramenta.”
Em Londrina, quatro agências (duas do Itaú, uma do ABN Real e outra do Unibanco) tiveram sua abertura atrasada até o meio-dia. Também foram realizadas reuniões com os bancários expondo as reivindicações da campanha salarial deste ano.
O Sindicato dos Bancários de Umuarama e Região promoveu manifestações nos bancos Bradesco e HSBC. Foram realizados diálogos com os trabalhadores e a população, além da entrega de panfletos para a população.
Em Cornélio Procópio, foi realizada uma reunião com os bancários do Itaú. Todos os trabalhadores participaram e obtiveram informações sobre a campanha e o adiantamento do pagamento do programa de Participação Complementar nos Resultados (PCR) – o banco Itaú rompeu negociação com o movimento sindical.
Em Apucarana as atividades também se desenvolveram no banco Itaú. O Sindicato promoveu paralisação em uma das agências que só pode ser aberta às 11h15. Houve reunião com os bancários e distribuição de jornal para os clientes.
O Sindicato dos Bancários de Guarapuava promoveu uma reuniões sobre a campanha salarial, ontem (17), em Prudentópolis/PR, com bancários do Banco do Brasil, Caixa, HSBC e Itaú.
A ação do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região foi prejudicada pela forte chuva desta manhã, no entanto, nos dias anteriores foram realizadas atividades junto aos trabalhadores do Unibanco (quinta, 17) e aos trabalhadores do HSBC (quarta, 16).
Objetivos dos trabalhadores
As ações do movimento sindical e seus representados tiveram como objetivo pressionar a Fenaban para uma negociação justa junto ao Comando Nacional dos Bancários.
As principais reivindicações da minuta são aumento real de 7,05%, PLR mais justa e compatível com os enormes lucros que os bancos estão obtendo, isonomia de direitos entre bancários da ativa e aposentados, trabalhadores afastados por motivo de saúde e funcionários que ingressam na categoria, garantia de emprego, ampliação do horário de atendimento com dois turnos de trabalho, fim do assédio moral e das metas abusivas.
Os trabalhadores bancários enfrentam constrangimento e pressões para o cumprimento de metas e acabam prejudicando a própria saúde. “Para cumprir as metas, os bancos impoem contratos e produtos indesejados aos clientes que se sentem enganados. Isto tem se mostrado cada vez mais pelo teor das reclamações registradas junto ao Banco Central”, salienta José Altair Monteiro Sampaio, secretário de imprensa da FETEC-CUT-PR.
O Banco Central possui um ranking de reclamações de clientes quanto à qualidade dos serviços dos bancos. As principais queixas dos clientes estão relacionadas ao atendimento, fornecimento de informações e de documentos, transparência nas relações contratuais, e ainda sobre prazos não cumpridos ou não estabelecidos.
Outra reclamação dos clientes é em relação às tarifas bancárias. Segundo acompanhamento da Revista Pro Teste, entre abril de 2005 e fevereiro de 2006, as cestas de serviços dos bancos aumentaram, em média, 13%. Os serviços bancários deveriam, no máximo, ser reajustados de acordo com a inflação ou taxa Selic, porém o aumento dos serviços foi de, no mínimo, o dobro da inflação no período.
Mias uma situação grave se refere à falta de informação. Os clientes não são orientados sobre o funcionamento das suas contas e por vezes não tem acesso aos contratos. Na maioria dos bancos, as informações prestadas na abertura de contas são insuficientes e confusas. Muitos definem taxas elevadas ou estipulam cestas de serviços desnecessários.
Os bancos ganham com a desinformação dos clientes e com o suor dos bancários. Neste primeiro semestre de 2006, o lucro dos principais bancos do país vem crescendo, bem acima da média do primeiro semestre do ano passado.
Patrícia Meyer – FETEC-CUT-PR.

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